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Outubro Rosa no TJMT emociona e inspira mulheres a se cuidarem

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Uma mensagem de esperança marcou a Roda de Conversa realizada nesta sexta-feira (17) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), dentro da programação do Outubro Rosa. Mais do que falar sobre prevenção, o encontro mostrou que o câncer de mama, embora seja uma doença agressiva, hoje pode ser tratado com eficácia e cada vez menos sofrimento. “É muito difícil uma mulher morrer de câncer de mama atualmente. Os resultados são cada vez mais esperançosos e positivos”, afirmou a médica especialista em diagnóstico mamário Ritamaris de Arruda Regis, durante sua fala.

Segundo a médica, a evolução da medicina tem sido ainda mais rápida do que o aumento dos casos da doença. “A tecnologia aprimorou os métodos diagnósticos, tornando possível identificar alterações mínimas antes mesmo de o câncer se tornar invasivo. Muitas vezes nem é necessária quimioterapia, apenas uma cirurgia localizada e menos agressiva”, explicou. Ela destacou também que o autoexame e as consultas médicas regulares continuam sendo os maiores aliados na detecção precoce.

O evento começou com uma apresentação instrumental ao som de violino, criando um clima de leveza e acolhimento. Em seguida, a servidora Ceila Mônica, acompanhada da filha, emocionou o público ao contar sua trajetória de superação após enfrentar o câncer de mama. Ela transformou a própria experiência em música, apresentando um jingle sobre o tema e reforçando a importância de o diagnóstico começar com o simples ato de se tocar.

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O poder do diagnóstico precoce

Os médicos Luciano Florisbelo, mastologista, e André Henrique Crepaldi, oncologista, também compartilharam informações valiosas sobre prevenção, diagnóstico e avanços no tratamento.

“O autoexame é essencial, pois permite identificar tumores pequenos, de até dois centímetros, e isso faz toda a diferença no tratamento e no prognóstico”, destacou o Dr. Luciano. Ele alertou que as mulheres devem iniciar o autoexame ainda na juventude, por volta dos 20 anos, e que os homens também precisam se cuidar, já que um em cada 100 diagnósticos de câncer de mama ocorre em pacientes do sexo masculino.

Já o oncologista André Crepaldi reforçou que o diagnóstico precoce garante até 95% de chances de cura. “Hoje temos tratamentos muito mais modernos e menos agressivos. As quimioterapias e radioterapias evoluíram, e as cirurgias são menores, com possibilidade de reconstrução mamária imediata. O mais importante é que a mulher não tenha medo do exame, porque descobrir cedo salva vidas”, ressaltou.

Diálogo e acolhimento

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Entre os participantes estava o servidor Roberto Ciríaco da Silva, que fez questão de prestigiar o evento. “Vim para despertar em mim uma consciência maior sobre o Outubro Rosa. Nós, homens, também precisamos aprender e incentivar nossas esposas, irmãs e amigas a se prevenirem”, disse.

A coordenadora de Gestão de Pessoas do TJMT e organizadora do evento, Claudenice Farias de Costa, destacou que o Tribunal tem buscado cuidar dos servidores de forma integral, promovendo ações voltadas à saúde e à qualidade de vida. “A atual administração tem essa preocupação com o bem-estar das pessoas. E o Outubro Rosa é um mês especial, porque fala de prevenção e acolhimento. Se um dia alguma servidora se deparar com esse problema, saberá que tem o apoio da instituição para enfrentar com serenidade e confiança”, afirmou.

O evento foi encerrado com sorteio de brindes, sorrisos e com a sensação de que falar sobre o câncer de mama é falar sobre amor, coragem e vida.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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