TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Núcleo de Atuação Estratégica do Poder Judiciário avança em melhorias para a sociedade

Publicados

em

Juízes do Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), que tem como objetivo reduzir a taxa de congestionamento líquida do Primeiro Grau do Poder Judiciário de Mato Grosso, se reuniram nesta segunda e terça-feira (12 e 13/09), com o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira. O objetivo foi verificar resultados e ouvir as necessidades para maiores avanços aos serviços destinados à população. “Não podemos errar. Temos que produzir e este é o melhor caminho que temos. O dados do NAE são bons, mas devemos e podemos melhorá-los ainda mais”, considerou o corregedor Zuquim que agradeceu ao empenho dos magistrados e também da equipe.
 
Os juízes José Mauro Nagib Jorge, Cristiane Padim da Silva, Edna Ederli Coutinho e João Filho de Almeida Portela, fazem parte do NAE. Os três primeiros participaram da reunião com o corregedor a fim de informarem resultados e necessidades do Núcleo para avançarem no objetivo. “Temos que agradecer a equipe que sempre está à nossa disposição. Em qualquer momento são muito solícitos e atenciosos conosco e com nossas necessidades. Isso nos dá ideia de que estamos de fato produzindo juntos, o que é muito bom para todos. Obtivemos ótimos feedbacks dos colegas magistrado que receberam auxílio do NAE. Podemos dizer que nossa atuação tem sido satisfatória e produtiva”, informou a juíza Cristiane Padim.
 
Os magistrados também fizeram apontamentos de ajustes a serem feitos e indicaram possíveis saídas de acordo com as necessidades das diversas unidades atendidas. O juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luis Cajango, também participou da reunião e fez ponderações referentes ao cumprimento da Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Os trabalhos estão dando certo, temos ainda cerca de seis mil processo da Meta 2 a serem sentenciados. Eles envolvem 80% dos processos distribuídos até 31/12/2018 no 1º Grau e 90% dos processos distribuídos até 31/12/2019 nos Juizados Especiais e Turmas Recursais”. O coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto, também fez observações e salientou propostas para o cumprimento das metas.
 
No período de 9/05/2022 a 12/09/2022 o NAE atuou nas seguintes unidades: Núcleo de Justiça 4.0 – Direito Bancário, 1ª Vara Especializada de Direito Bancário de Cuiabá, 6º Juizado Especial Cível de Cuiabá, Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá, 2ª Vara Criminal de Cuiabá, 3ª Vara Criminal de Cuiabá, 1º Juizado Especial de Rondonópolis, Juizado Especial de Sinop, 8ª Vara Cível de Cuiabá, 1ª Vara Esp. de Fazenda Pública de Cuiabá, 3ª – Vara Esp. de Fazenda Pública de Várzea Grande, 3ª Vara Esp. de Direito Bancário da Comarca de Cuiabá, 1ª Vara Criminal de Sorriso, 5ª Vara Cível de Cuiabá, Vara Única de Tapurah, Vara Única de Nobres, Vara Única de Matupá, Vara Única de Guarantã do Norte, 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, Vara Única de Araputanga, Juizado Especial Cível de Peixoto de Azevedo. Nesse período estas unidades registraram 14.764 processos distribuídos e 26.939, baixados.
 
Ao longo do período de atuação do NAE foram produzidas: 5.336 decisões interlocutórias; 1.012 despachos; 4.160 sentenças de conhecimento sem mérito; 6.736 sentenças de conhecimento com mérito; 1.704 sentenças de execução; 1.237 outras sentenças e 329 acordos foram homologados.
 
Além disso, as unidades tiveram significativa melhora na taxa de congestionamento, indicador de tempo, percentual de julgamento de mérito, percentual de cumprimento de Meta 2 e percentual de cumprimento de Meta 1, sendo que duas unidades, Vara Única de Guarantã do Norte e o Núcleo de Justiça 4.0 – Direito Bancário, foram classificadas com o selo bronze e o selo prata respectivamente. Posições conquistadas durante período de atuação da equipe do NAE informou o gestor do NAE, Eduardo José Graça da Costa.
 
NAE – A criação do Núcleo de Justiça 4.0, denominado Núcleo de Atuação Estratégica (NAE) do Poder Judiciário de Mato Grosso, é mais um passo importante para maior acesso à Justiça do futuro. O objetivo é que o Núcleo alcance o maior número de cidadãos por meio de atuação no acervo processual pré-existente com o uso de tecnologia na nova estrutura garantindo a celeridade e eficiência na prestação de serviços.
 
 
Durante o período de intervenção nas unidades o NAE será responsável pelo cumprimento das decisões, sentenças e determinações emanadas pelos magistrados do núcleo. Além disso, contará com quadro próprio de assessoria, o que possibilitará que os magistrados designados contem com assessoria especializada, sem prejudicar suas unidades de origem, que permanecerão contando com quadro de assessores exclusivo.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: A equipe está sentada à mesa. Cinco pessoas do lado direito e cinco do lado esquerdo. O corregedor de camisa clara e suspensórios caqui conversa com todos, em especial os juízes do NAE que estão do outro lado da mesa.
 
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Comarca de Peixoto de Azevedo apresenta inscrições deferidas para seletivo na área de Serviço Social
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicados

em

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Projeto Verde Novo e Energisa promovem ações educativas em escolas de Cuiabá

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Enfrentamento ao assédio: Temas equidade de gênero e prevenção encerram curso

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA