TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Núcleo da Justiça Restaurativa faz círculos de construção de paz em Lucas do Rio Verde e Sinop

Cerca de 90 pessoas que atuam junto ao Judiciário de Mato Grosso participaram de círculos de construção de paz nas Comarcas de Lucas do Rio Verde e de Sinop entre os dias 22 e 24 de junho. Na oportunidade, a equipe do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), coordenado pela desembargadora Clarice Claudino, levou a apresentação de práticas restaurativas a autoridades, servidores e membros de redes de proteção.
 
“É um evento de sensibilização para que conheçam, de fato, as ferramentas da Justiça Restaurativa. Percebemos que após essas experiências, o engajamento na implementação das práticas é muito maior. A estratégia é que as pessoas, antes de instituírem os círculos em suas comarcas, saibam o que é, tenham a consciência. A partir da formação, eles poderão aplicar no local que trabalham”, explica a gestora-geral do Nugjur, Euzeni Paiva.
 
A juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop, Debora Roberta Pain Caldas, elogiou a experiência vivenciada pelo Círculo de Construção de Paz. “A participação nos possibilitou desenvolver fortemente a empatia pela história de cada um dos participantes e ampliou o respeito no patamar do coletivo”.
 
Em Sinop, os participantes foram integrantes de diversas instituições colaboradoras da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher e, de acordo com a magistrada, foi possível fortalecer a causa que une o grupo. “As técnicas trazidas pelas facilitadoras nos proporcionaram uma reflexão profunda sobre a importância do indivíduo e dos ganhos na ação conjunta, de forma estrutura, em Rede. O resultado foi fantástico e já estamos planejando outros dois grandes eventos da Justiça Restaurativa em Sinop, para o próximo semestre”, destacou.
 
Em Campo Novo do Parecis, o evento ocorreu entre dos dias 9 e 10 de junho e a sensibilização já rende frutos. Em agosto, já esta prevista a realização de um curso de formação de facilitadores.
 
Semana de Práticas Restaurativas em Primavera do Leste – A programação acontece entre os dias 27 e 30, quando serão realizados círculos de construção de paz e ainda ocorrerá a assinatura de um termo de cooperação com o município. O objetivo é ajudar na redução da crescente violência observada nas escolas após o retorno das atividades presenciais. No dia 30, ocorre um Seminário com palestras da desembargadora Clarice Claudino e do juiz coordenador Túlio Dualibi.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1 – Fotografia colorida onde aparecem os participantes de Sinop. Eles estão sentados em cadeiras dispostas em círculo. Em pé, está a juíza Débora Caldas que fala aos participantes. Imagem 2 – Fotografia colorida onde aparecem os participantes de Sinop. Eles estão sentados em cadeiras dispostas em círculo. Ao centro estão objetos usados durante a atividade.
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Exposição permanente resgata a história dos Juizados Especiais em Mato Grosso

Documentos, fotografias, equipamentos, publicações institucionais, telefones antigos e até togas de magistrados passaram a integrar um espaço dedicado à preservação da memória dos Juizados Especiais de Mato Grosso. A exposição permanente foi inaugurada segunda-feira (15 de junho), durante a abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

A iniciativa preserva parte da trajetória dos Juizados Especiais desde sua implantação no Estado, em 1994, reunindo registros que ajudam a contar a evolução de um sistema criado para ampliar o acesso da população à Justiça e que, ao longo de mais de três décadas, se consolidou como uma das principais portas de entrada do Poder Judiciário.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, que atuou por cerca de 17 anos no Juizado Volante Ambiental (Juvam) em Cuiabá, relembrou os desafios enfrentados na implantação dos Juizados Especiais e a dedicação de magistrados e servidores que ajudaram a consolidar o sistema.

“Os Juizados Especiais nasceram de muitos desafios, mas cresceram pela dedicação e pela visão de pessoas que acreditaram nesse modelo de Justiça. Ver essa história preservada é uma forma de reconhecer todos que contribuíram para transformar os Juizados em uma realidade consolidada e acessível à população”, afirmou o presidente.

O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, parabenizou o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, pela ideia de criar a exposição permanente e inaugurar o espaço durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, com o intuito de preservar a trajetória institucional dos Juizados Especiais e aproximar essa história das novas gerações.

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O desembargador Sebastião de Arruda Almeida pontuou que a exposição preserva a memória institucional dos Juizados e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço voltado à solução rápida de conflitos e à ampliação do acesso à Justiça.

“Os Juizados Especiais transformaram a forma de prestar Justiça em Mato Grosso. Esta exposição resgata essa trajetória, valoriza as pessoas que ajudaram a construí-la e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço que, há mais de 30 anos, aproxima o Poder Judiciário do cidadão”, afirmou.

Acervo preservado ao longo de três décadas

Grande parte do material exposto foi preservada pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos pioneiros dos Juizados Especiais em Mato Grosso. Durante a solenidade, ele contou que a criação de um espaço dedicado à memória dos Juizados era um projeto antigo e que se tornou possível graças à conservação de documentos, fotografias e objetos reunidos ao longo de sua trajetória.

“Esse era um sonho que eu tinha há muitos anos. Guardei materiais desde o início dos Juizados Especiais, em 1994, e hoje eles ajudam a preservar essa história. Ver esse espaço pronto é motivo de alegria, porque mostra o quanto os Juizados cresceram e a importância que conquistaram ao longo do tempo”, declarou.

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Para a juíza Valdeci Moraes Siqueira, dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, a exposição também cumpre o papel de apresentar às novas gerações a realidade enfrentada pelos pioneiros na implantação do sistema.

“Temos aqui materiais como revistas, fotografias, equipamentos e documentos que mostram como os Juizados foram construídos. É uma forma de preservar essa memória e valorizar o trabalho de todos que se dedicaram à história”, afirmou.

Segundo a magistrada, a exposição reúne apenas parte do acervo disponível e deverá receber novos itens ao longo do tempo. Ela destacou a colaboração de diversas pessoas na construção do espaço, entre elas a servidora e integrante da Comissão de Gestão de Memória do TJMT, Rejane Pinheiro Andrade, que auxiliou na pesquisa, organização e preservação dos materiais históricos que compõem o acervo.

Aberta ao público, a exposição permanente pode ser visitada por qualquer pessoa que passe pelo Complexo dos Juizados Especiais. O espaço convida magistrados, servidores, advogados, estudantes e cidadãos a conhecer a história de um sistema que transformou o acesso à Justiça em Mato Grosso e continua presente na vida de milhares de pessoas.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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