TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Novos juízes se aprofundam sobre organização judiciária e regimento interno do Tribunal

A organização judiciária do Estado de Mato Grosso, as normas internas do Tribunal de Justiça (TJMT) e a relação do Poder Judiciário de Mato Grosso com a Defensoria Pública e com o Ministério Público foram os temas abordados na aula desta quarta-feira (09), durante o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), oferecido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) para os 25 juízes substitutos e juízas substitutas, em Cuiabá.
 
Durante a aula, o professor da disciplina, juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Rondonópolis e juiz convocado para a Câmara Temporária de Direito Público e Coletivo do TJMT, Edson Dias Reis, foi além da questão teórica e conduziu a aula com uma abordagem prática e contextualizada, apresentando informações da geopolítica do estado de Mato Grosso e dando dicas com base em sua própria experiência de mais de 20 anos na magistratura.
 
“É muito importante eles terem o conhecimento amplo do lugar em que estão pisando. São colegas de várias regiões do Brasil, não temos nenhum cuiabano nessa turma, então, é importante que eles conheçam o Tribunal de Justiça. A gente trouxe de uma forma bem prática, de uma perspectiva tanto econômica do estado de Mato Grosso, como da própria organização do Tribunal de Justiça (como o número de comarcas, número de processos, uma realidade da quantidade de magistrados)”, explica.
 
Conforme o instrutor, com esse conhecimento abrangente, os novos juízes e novas juízas terão mais subsídios para escolher as comarcas onde passarão a atuar, a partir de novembro, após concluírem o curso de formação. “A gente percebe que com o conhecimento amplo eles podem escolher as comarcas, conhecer a realidade de processos dessas comarcas, a realidade econômica, então eles podem com muita tranquilidade fazer a escolha que melhor se adeque ao perfil deles também. A gente está trazendo uma perspectiva bem prática, trazendo experiência de vida, dando dicas para que eles não sofram algumas situações corriqueiras da vida da magistratura”, afirma.
 
Para o juiz substituto Luiz Guilherme Carvalho Guimarães, o compartilhamento de experiências práticas da profissão por parte dos instrutores do curso tem sido de grande valia. “É muito importante porque, na hora de escolher a comarca, a gente precisa dessa troca de experiências com pessoas que já passaram pelas comarcas, já viajaram por todo o estado. Então são informações sobre estrutura física, número de processos, servidores, como se dá o acesso até essas regiões. Então essa troca de experiências com quem tem essas informações é muito válida para nós”.
 
Ele destaca ainda que o conteúdo teórico foi cobrado no concurso público, porém, com as aulas da Esmagis, a turma tem tido a oportunidade de conhecer melhor a estrutura do TJMT. “Conhecendo a instituição a gente tem uma noção melhor do nosso papel dentro dessa grande organização, como funciona essa engrenagem”.
Na avaliação da juíza substituta Tatiana dos Santos Batista, apesar de parecer algo burocrático, o conteúdo da matéria tem grande importância por tratar de questões do cotidiano da Justiça estadual e da carreira do magistrado. “Tem uma importância grande e não é tão burocrático porque a aula é muito boa e o doutor Edson aponta exatamente os provimentos e as normas que nós precisamos dominar. O TJMT é um Tribunal muito organizado, então nós conseguimos visualizar o início da carreira, projetar onde nós queremos chegar, então é uma burocracia necessária”, pontua.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Sala de aula da Esmagis cheia com os juízes substitutos assistindo à aula do juiz Edson Reis, que está à frente, em pé, exibindo slide do curso.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Canal e registro garante sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento à sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

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O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

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Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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