TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Novos juízes são acolhidos pela presidente e conhecem estrutura administrativa do TJMT
Um dia após tomarem posse, os 25 juízes substitutos e juízas substitutas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foram recepcionados pela presidente, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e foram apresentados à estrutura administrativa do Judiciário estadual, nesta quinta-feira (27 de julho). O encontro ocorreu na sala de reuniões da Presidência.
Quem também deu as boas-vindas aos novos (as) magistrados (as) foram os juízes auxiliares da Presidência, Viviane Brito Rebello, Tulio Duailibi Alves Souza e Jones Gattass. “Qualquer questão que vocês precisarem, seja de ordem jurídica, emocional, familiar, o que vocês precisarem, estou totalmente à disposição. Às vezes a gente precisa só daquele momento de alguém escutar. E eu estou à disposição. Sejam muito bem-vindos! Que seja uma carreira de sucesso, que vocês continuem apaixonados pelo que vocês fazem”, disse a magistrada.
De acordo com o juiz auxiliar da Presidência, Tulio Duailibi, essa capacitação inicial tem como objetivo preparar os magistrados e as magistradas para a prática. “Quando a gente vai pra vida prática a gente está falando do funcionamento das comarcas, da nossa atividade finalística porque para se alcançar a atividade finalística existe uma estrutura por trás, de movimentação do Poder Judiciário. Então ao chegar na sua comarca, saber que existe uma coordenadoria de Planejamento, onde o Poder Judiciário planeja as suas ações e os seus investimentos, a Coordenadoria de TI, que é responsável por toda a parte de segurança da informação, pelo investimento na área de tecnologia e também a área financeira da parte de suprimento de fundos. Então é muito importante”, disse.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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