TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Novos juízes compartilham trajetórias e expectativas para atuação na Justiça de Mato Grosso
A população mato-grossense passa a contar com 35 novos (as) juízes e juízas a partir da manhã desta quarta-feira (21), com a sessão solene de posse realizada no Tribunal de Justiça (TJMT) na presença de centenas de pessoas, entre autoridades, magistrados, familiares, servidores e visitantes. Com os novos integrantes, o Judiciário estadual cumpre seu dever de garantir a presença de ao menos um magistrado em cada comarca do interior.
Desde 2018 Israel passou a se dedicar aos estudos para concurso da magistratura, passando por quase todos os estados brasileiros. “Com a graça de Deus, pude ser aprovado aqui no meu estado natal, motivo pelo qual estou bastante feliz e alegre”.
A cuiabana Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa já atuava há 10 anos como assessora de magistrado, na Comarca de Cuiabá, e, nos últimos cinco anos se dedicou a estudar para concursos da magistratura. “Eu tinha contato direto com o juiz que eu auxiliava e isso me ajudou a gostar e a entender que você pode fazer diferença na vida de uma pessoa”, conta.
Foi durante o estágio supervisionado, assistindo a uma audiência conduzida por uma juíza que também era sua professora, que Magno Batista da Silva, natural de Crisópolis (BA), decidiu que seria juiz de Direito. “No meio da audiência, ela deu voz de prisão para uma testemunha e eu achei muito interessante porque eu só tinha visto aquilo ali em livro. E eu estava vendo de fato o que era o Direito com ela dando voz de prisão para uma testemunha por um crime de falso testemunho. Eu disse: ‘Eu quero ser igual essa mulher. Quero ser juiz’”, lembra um dos novos integrantes da magistratura mato-grossense.
Desde a entrada na faculdade até o ingresso na magistratura, foram 12 anos de trajetória, mas Magno destaca que a experiência do concurso do TJMT foi muito rápida e intensa. “Uma grande diferença do concurso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi a celeridade, a transparência, o cuidado, o carinho, o tratamento que foi dado pelo Tribunal aos candidatos. Foi um tribunal que tinha interesse. Não era só os candidatos que tinham interesse em serem magistrados aqui, eles queriam que nós fôssemos magistrados. Então teve essa troca muito boa desde o início”, afirma Magno.
Prestes a conhecer o interior de Mato Grosso e ali representar o Poder Judiciário, a juíza Ana Carolina Pelicioni da Silva Volkers se mostra confiante. “Mesmo sendo um local que tem apenas um magistrado, você tem a chance de fazer a diferença. Você não vai ser mais um. Você vai ser aquele em que a sociedade está depositando a responsabilidade de um compromisso, que é com essa função. Então, eu acredito que vai ser algo desafiador, mas, ao mesmo tempo, um crescimento muito bom”.
Mais do que feliz pela realização pessoal, o juiz Iorran Damasceno Oliveira chega à Justiça mato-grossense animado para contribuir com a excelência na prestação de serviços à sociedade. “Nós já chegamos com uma responsabilidade muito grande, que é manter e também tentar subir o nível, buscando sempre a produtividade, mas sem deixar de lado também a qualidade e esse olhar social que precisamos ter. Não basta resolver o processo, ele precisa ser resolvido adequadamente para a prestação ser devidamente entregue para a sociedade”, assevera.
“O magistrado deve estar atento e aberto à escuta das partes e deve contribuir e colaborar com a sociedade”, resume a juíza Laís Paranhos Pita sobre a atuação que entende do cargo. Autor: Celly Silva
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Exposição permanente resgata a história dos Juizados Especiais em Mato Grosso
Documentos, fotografias, equipamentos, publicações institucionais, telefones antigos e até togas de magistrados passaram a integrar um espaço dedicado à preservação da memória dos Juizados Especiais de Mato Grosso. A exposição permanente foi inaugurada segunda-feira (15 de junho), durante a abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.
A iniciativa preserva parte da trajetória dos Juizados Especiais desde sua implantação no Estado, em 1994, reunindo registros que ajudam a contar a evolução de um sistema criado para ampliar o acesso da população à Justiça e que, ao longo de mais de três décadas, se consolidou como uma das principais portas de entrada do Poder Judiciário.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, que atuou por cerca de 17 anos no Juizado Volante Ambiental (Juvam) em Cuiabá, relembrou os desafios enfrentados na implantação dos Juizados Especiais e a dedicação de magistrados e servidores que ajudaram a consolidar o sistema.
“Os Juizados Especiais nasceram de muitos desafios, mas cresceram pela dedicação e pela visão de pessoas que acreditaram nesse modelo de Justiça. Ver essa história preservada é uma forma de reconhecer todos que contribuíram para transformar os Juizados em uma realidade consolidada e acessível à população”, afirmou o presidente.
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, parabenizou o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, pela ideia de criar a exposição permanente e inaugurar o espaço durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, com o intuito de preservar a trajetória institucional dos Juizados Especiais e aproximar essa história das novas gerações.
O desembargador Sebastião de Arruda Almeida pontuou que a exposição preserva a memória institucional dos Juizados e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço voltado à solução rápida de conflitos e à ampliação do acesso à Justiça.
“Os Juizados Especiais transformaram a forma de prestar Justiça em Mato Grosso. Esta exposição resgata essa trajetória, valoriza as pessoas que ajudaram a construí-la e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço que, há mais de 30 anos, aproxima o Poder Judiciário do cidadão”, afirmou.
Acervo preservado ao longo de três décadas
Grande parte do material exposto foi preservada pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos pioneiros dos Juizados Especiais em Mato Grosso. Durante a solenidade, ele contou que a criação de um espaço dedicado à memória dos Juizados era um projeto antigo e que se tornou possível graças à conservação de documentos, fotografias e objetos reunidos ao longo de sua trajetória.
“Esse era um sonho que eu tinha há muitos anos. Guardei materiais desde o início dos Juizados Especiais, em 1994, e hoje eles ajudam a preservar essa história. Ver esse espaço pronto é motivo de alegria, porque mostra o quanto os Juizados cresceram e a importância que conquistaram ao longo do tempo”, declarou.
Para a juíza Valdeci Moraes Siqueira, dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, a exposição também cumpre o papel de apresentar às novas gerações a realidade enfrentada pelos pioneiros na implantação do sistema.
“Temos aqui materiais como revistas, fotografias, equipamentos e documentos que mostram como os Juizados foram construídos. É uma forma de preservar essa memória e valorizar o trabalho de todos que se dedicaram à história”, afirmou.
Segundo a magistrada, a exposição reúne apenas parte do acervo disponível e deverá receber novos itens ao longo do tempo. Ela destacou a colaboração de diversas pessoas na construção do espaço, entre elas a servidora e integrante da Comissão de Gestão de Memória do TJMT, Rejane Pinheiro Andrade, que auxiliou na pesquisa, organização e preservação dos materiais históricos que compõem o acervo.
Aberta ao público, a exposição permanente pode ser visitada por qualquer pessoa que passe pelo Complexo dos Juizados Especiais. O espaço convida magistrados, servidores, advogados, estudantes e cidadãos a conhecer a história de um sistema que transformou o acesso à Justiça em Mato Grosso e continua presente na vida de milhares de pessoas.
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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