TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Modernização do Judiciário chama atenção de acadêmicos da Univag durante visita ao TJMT

A modernização do Poder Judiciário de Mato Grosso chamou a atenção de estudantes do curso de Direito do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag). Os acadêmicos do 1º semestre participaram, nesta terça-feira (10), do projeto Nosso Judiciário, pelo qual puderam conhecer a estrutura e funcionamento da instituição.
Fizeram parte da experiência atividades como o acompanhamento de uma sessão de julgamento e visita ao Espaço Memória, que conta com um acervo histórico. Além disso, participaram também de um bate-papo com o desembargador Hélio Nishiyama.
A visita possibilitou que os alunos percebessem a evolução do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Atualmente, o Judiciário conta com sessões virtuais, processos totalmente digitalizados e ferramentas tecnológicas próprias que auxiliam na melhoria da prestação jurisdicional.
“Foi interessante ver como o Judiciário está evoluindo. Depois da digitalização dos processos, tornou-se inviável manter todas as sustentações orais de forma presencial, principalmente pelo deslocamento de pessoas do interior até a capital. Então, é bem legal ver como tudo se atualizou desta maneira”, comentou a estudante Luíza Mingorance Marinho.
Para a acadêmica Maria Fernanda Brito Figueiredo a participação no projeto Nosso Judiciário serviu para confirmar seu desejo de seguir a carreira de futura operadora do Direito. Maria também afirmou que a modernização foi um dos pontos de destaque na visita.
“Foi uma experiência que gostei muito. A modernização do Judiciário tem facilitado muito a vida tanto dos advogados, dos juristas e também do cidadão, que não precisam mais fazer longos deslocamentos para conseguir participar de uma audiência”, completou Maria Fernanda.
O desembargador Hélio Nishiyama enfatizou que promover avanços tecnológicos é um caminho necessário para que a Justiça seja cada vez mais rápida e justa. Ele avaliou ainda que o Nosso Judiciário permite ter uma conexão com a sociedade que é fundamental para o TJMT.
“A tecnologia é uma realidade para todos os segmentos. Hoje no Poder Judiciário temos o Processo Judicial Eletrônico, que é uma realidade em todo o Brasil, temos ferramentas de suporte de julgamento. Isso visa ao mesmo tempo otimizar o trabalho, mas também dá mais qualidade”, explicou o desembargador.
O professor Rafael Salem Gonçalves Pimenta foi o responsável por acompanhar o grupo de alunos na visita. Ele contou que há 11 anos esteve no Tribunal de Justiça como aluno e isso contribuiu para sua carreira. Agora, como advogado e professor, acredita que o mesmo acontecerá com seus alunos.
“Para mim, tenho certeza que foi muito importante e também será para eles, que puderam ter essa experiência de analisar como funciona a estrutura, os julgamentos, conversar com um desembargador. É essencial que o Tribunal de Justiça esteja com suas portas abertas para eles”, pontuou o professor.

Autor: Bruno Vicente

Leia Também:  Comunidade de Aguaçu recebe 1.481 atendimentos na estreia do "Justiça em Ação"

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

Leia Também:  Instalação de elevador traz acessibilidade ao Fórum de Barra do Garças

Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

Leia Também:  Colniza: Inscrições para seletivo de Serviço Social seguem até dia 24

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA