TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Laboratório de Inovação do TJMT participa da banca do desafio final do Outubro Movimente

O magistrado membro do InovaJusMT, Luiz Octávio Saboia Ribeiro participou do fechamento do evento “Outubro Movimente”, realizado na sede da Controladoria Geral do Estado, representando o Poder Judiciário de Mato Grosso e o Laboratório de Inovação.
 
O evento, realizado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Superintendência de Governança Digital e Inovação em Práticas Públicas, teve início na terça-feira (10.09) e teve como objetivo impulsionar a cultura de inovação no serviço público. Sua finalização ocorreu com a apresentação do resultado de um desafio realizado por servidores, com ideias para melhorar o serviço público.
 
“Este ano, nós fizemos um formato diferente de desafio. Realizamos um dia e meio de imersão, onde esses desafiantes estiveram com mentores especialistas nas áreas em que estavam trabalhando. Foi muito bom ver os servidores imersos nos problemas, buscando soluções para os nossos serviços públicos. Fornecemos as ferramentas necessárias para que eles propusessem soluções”, explicou a Gerente do Laboratório Central de Inovação da Seplag, Alessandra Oliveira.
 
O secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão, explicou que foi possível estabelecer uma estrutura para ajudar os servidores a pensar em novas ideias que possam reverberar na qualidade de vida profissional e pessoal.
 
O representante do TJMT fez, ainda, parte da banca do desafio, para selecionar as melhores e mais viáveis ideias para o serviço público.
 
“O setor público é um ambiente que muitas vezes é refratário à inovação. Muitas pessoas falam ‘está dando certo do jeito que está, para que mudar’. Inovação é constituir cultura, é lembrar sempre que podemos fazer aquilo que fazemos de uma forma muito mais eficaz, muito mais eficiente, muito mais assertiva. A inovação não existe por existir; a inovação tem que ter um sentido e fazer sentido para alguém. Nós servimos a sociedade. Nós somos servidores, somos cidadãos e somos consumidores. Eu inovo por pessoas, para pessoas e com pessoas, então que bom que nós temos pessoas interessadas em inovar e se movimentar para levar o serviço público para outro patamar”, pontuou o Saboia, durante sua fala no evento.
 
Os três projetos vencedores tiveram como tema: “Como podemos aprimorar a movimentação entre servidores públicos para melhor aproveitamento de suas habilidades e competências”, “Acessibilidade digital” e “Como melhorar a gestão do conhecimento entre diferentes setores e equipes”.
 
Laboratório de Inovação do TJMT.
 
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Poder Judiciário participa de debate sobre população em situação de rua

Plenário com pessoas sentadas em bancadas em primeiro plano. Ao fundo, uma mesa diretora com autoridades e um grande telão exibindo a transmissão do próprio evento.A necessidade de união entre os poderes públicos, instituições e sociedade civil para enfrentar o crescimento da população em situação de rua em Cuiabá foi um dos principais pontos defendidos pelo Poder Judiciário durante audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá.

Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 4ª Vara Criminal da Capital e integrante do programa PopRuaJud, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destacou que o problema exige soluções construídas de forma coletiva e permanente.

Homem de terno azul, camisa branca e gravata roxa fala ao microfone que segura com a mão direita. Ele tem cabelos escuros e barba por fazer, posicionado contra um painel de madeira.“Foi a primeira vez que fui procurado por uma gestão municipal para discutir essa problemática e também a primeira vez que fui convidado para debater esse tema na Câmara de Vereadores. O problema está aí há muitos anos e precisa ser enfrentado por todos os atores envolvidos. O Estado não pode abandonar uma pessoa porque ela é dependente química, desempregada ou enfrenta problemas familiares. Precisamos construir caminhos para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas”, afirmou o magistrado.

Durante sua participação, Marcos Faleiros apresentou o trabalho desenvolvido pela Política Nacional Judicial de Atenção às Pessoas em Situação de Rua (PopRuaJud), iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa facilitar o acesso à justiça e garantir os direitos básicos dessa população de forma simplificada, priorizada e sem burocracia. O programa funciona através de ações conjuntas, os chamados mutirões de cidadania, que reúnem diversos órgãos do sistema de justiça e assistência social em um único local.

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Segundo o magistrado, uma das preocupações do grupo é aprimorar os critérios de levantamento e monitoramento dessa população para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Dilemário Alencar e reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da Defensoria Pública, OAB, entidades assistenciais, comerciantes, movimentos sociais e integrantes da sociedade civil organizada.

Moradia como prioridade

Mulher de cabelos presos fala ao microfone em um púlpito. Ela usa camiseta vermelha com estampa circular e um tecido azul amarrado sobre os ombros como capa.Representando o Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Rúbia Cristina de Jesus trouxe à audiência a perspectiva de quem viveu durante 23 anos nas ruas. Para ela, a principal solução para o problema passa pelo acesso à moradia.

“Não existe solução para a população em situação de rua sem habitação. Com moradia, a pessoa tem dignidade, consegue cuidar da saúde, buscar emprego e reconstruir sua vida. Ninguém está em situação de rua porque quer. Precisamos ser ouvidos e participar da construção das políticas públicas destinadas a nós”, afirmou. Ela defendeu ainda a criação de programas habitacionais específicos para essa população, como aluguel social e moradias assistidas.

Outro participante da audiência foi o coordenador do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua (CIAMP-Rua) em Mato Grosso, Rodrigo da Silva Martins. Ele defendeu que o debate avance para além da oferta de serviços e passe a avaliar os resultados efetivamente alcançados.

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Homem de pele clara e cabelos curtos fala ao microfone em um púlpito cinza. Ele veste uma camisa polo branca com listras pretas e cinzas na região do peito.“Precisamos nos autoavaliar. Quantas pessoas saíram da rua? Quantas conseguiram emprego? Quantas receberam moradia? Quais políticas realmente estão funcionando? Precisamos focar nos resultados e ouvir a própria população em situação de rua, porque são essas pessoas que podem dizer o que funciona e o que precisa melhorar”, destacou.

Rodrigo também ressaltou a importância da integração entre assistência social, saúde, segurança pública, habitação e demais setores envolvidos no atendimento dessa população.

Próximos passos

Durante a audiência pública, foram apresentados dados do Cadastro Único que apontam cerca de 1.800 pessoas em situação de rua cadastradas em Cuiabá. Os participantes destacaram que a situação é resultado de múltiplos fatores, entre eles dependência química, transtornos mentais, desemprego, rompimento de vínculos familiares, insegurança alimentar e déficit habitacional.

Ao final da audiência, os participantes defenderam a ampliação das políticas de habitação, saúde mental, tratamento da dependência química e reinserção social, além do fortalecimento da articulação entre os órgãos públicos. As propostas apresentadas serão consolidadas em um documento que será encaminhado às autoridades competentes.

Fotos: Donatto Aquino

Autor: Ana Assumpção

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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