TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário realiza Segundo Ciclo de Oficinas Socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei

A partir desta quarta-feira (26 de outubro) os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em Cuiabá participarão do Segundo Ciclo de Oficinas Socioeducativas no Complexo Pomeri.
 
A ação é idealizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT), e tem como objetivo possibilitar novas oportunidades aos adolescentes responsabilizados, através do empreendedorismo.
 
O pré-projeto experimental visa a sua multiplicação para as demais unidades socioeducativas do Estado e conta com o apoio da Segunda Vara Especializada da Infância e Juventude, que possui como juiz titular o também coordenador do GMF/Eixo Socioeducativo, juiz Túlio Duailib Alves Souza, e da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso.
 
No Segundo Ciclo serão realizadas as oficinas de Hamburger Gourmet, Bolo no Pote Doce, Pães Artesanais e Decoração Natalina, todas desenvolvidas por oficineiros voluntários, servidores do GMF e servidores do próprio Sistema Socioeducativo.
 
Além das oficinas, os adolescentes recebem acompanhamento psicológico de um grupo de estudantes de psicologia da Universidade de Cuiabá (Unic), sob a coordenação da professora Carla Queiroz. No decorrer das oficinas, as futuras psicólogas traçam o perfil dos adolescentes, analisando o empenho e envolvimento de cada um, como uma espécie de filtro comportamental, a partir dos relatórios produzidos.
 
Para o melhor desempenho e aproveitamento dos adolescentes, antes das oficinas são realizados pelas estudantes os ciclos de palestras magnas, abordando o tema ‘Autoestima e Empreendedorismo’ e também são oferecidas sessões de Ciclos Restaurativos com temas como violência.
 
ronograma do Segundo Ciclo – As oficinas para unidade masculina serão realizadas em dias diferentes nos mesmos horários: 9h às 10h/ 13h às 15h/ 15h30 às 16h.
26 de outubro – Hamburger Gourmet;
09 de novembro – Bolo no Pote Doce;
11 de novembro – Pães Artesanais;
16, 18 e 23 de novembro – Decoração Natalina.
 
As datas das oficinas para a unidade feminina ainda não foram definidas. No encerramento do ciclo será realizada a ‘Festa da Família, com uma confraternização entre adolescntes, pais e servidores do sistema socioeducativo, em data a ser definida.
 
Primeiro Ciclo de Oficinas Socioeducativas – A primeira fase das oficinas socioeducativas foi um sucesso e contemplou diversas áreas como artes, artesanato, culinária, danças étnicas e se encerrou no dia 07 de outubro, com a oficina de Restauro de Móveis.
 
Para o líder das ações socioeducativas do GMF, Tiago Perussi Lima Rodrigues, o intuito com estas oficinas não é somente ocupacional, mas também de despertar nos adolescentes a vontade de empreender, terem seu próprio negócio, já que nem todos se adaptam a uma condição de emprego formal.
 
“Com os ciclos de oficinas, esse jovens poderão futuramente, ao estar em liberdade, se encaixar em algum contexto de cunho empreendedor. Aqui abordamos a parte teórica, porém o foco principal é a prática, onde os adolescentes poderão perceber os benefícios e a satisfação de ter o próprio negócio”, afirma o servidor do GMF.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 01: Imagem colorida de mesa com ingredientes e placa da Oficina de Torta de Frango no Pote. Foto 02: Imagem colorida de duas adolescentes responsabilizadas segurando artesanatos feitos na oficina. Foto 03: Imagem colorida de jovens restaurando móveis de madeira. Foto 04: Imagem de líder das ações socioeducativas do GMF e estudantes de Psicologia da Unic.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Deficiência invisível: psicóloga do TJMT relata vivência com visão monocular

A psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Giselle Ramos de Castilho Teixeira, convive desde a infância com a visão monocular, condição caracterizada pela perda da visão de um dos olhos. Apesar de a deficiência não ser perceptível fisicamente, ela relata que os desafios fazem parte da rotina e vão desde dificuldades de profundidade até a necessidade constante de reafirmar sua condição diante das pessoas.
Em continuidade às ações do Mês de Conscientização sobre Acessibilidade, a servidora destaca a importância de ampliar o debate sobre inclusão, acolhimento e respeito às pessoas com deficiências não aparentes, tanto no ambiente institucional quanto na sociedade.
Giselle conta que descobriu a deficiência ainda criança, de forma inesperada. “Eu fui brincar com as maquiagens da minha mãe e percebi que não enxergava de um olho para passar a sombra. Perguntei para minha mãe se ela também não enxergava de um olho e aí fomos descobrir a deficiência”, relembra.
Desafios diários
Segundo ela, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas com visão monocular é justamente a falta de compreensão da sociedade sobre uma deficiência que nem sempre possui características físicas aparentes. “Se eu não falar que sou uma pessoa com deficiência, ninguém percebe. Muitas vezes, a dificuldade da visão monocular é exatamente essa, as pessoas não acreditarem que você realmente tem uma deficiência”, afirma.
A psicóloga explica que a visão monocular afeta diretamente a percepção de profundidade, distância e visão lateral, tornando situações cotidianas mais desafiadoras. “Escadas são muito perigosas para quem tem visão monocular, porque a gente não consegue ter a mesma percepção de profundidade. Por isso, aquelas faixas coloridas nos degraus são tão importantes”, comenta.
Além das limitações práticas, Giselle destaca que o impacto emocional causado pela falta de compreensão sobre a deficiência também é significativo. “Muitas vezes, as pessoas julgam você como incapaz por causa da deficiência. Isso acaba trazendo problemas emocionais porque a própria pessoa começa a se sentir incapaz”, observa.
Acolhimento e inclusão
Para a psicóloga, inclusão vai além de adaptações estruturais e envolve, principalmente, acolhimento e reconhecimento da individualidade de cada pessoa. “Inclusão não é só colocar uma rampa ou um adesivo na escada. É olhar para a pessoa e mostrar que ela é importante, que ela tem sentimentos e que merece ser acolhida”, ressalta.
Ela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acessibilidade e inclusão, especialmente após a criação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão. “Hoje existem ferramentas, adaptações, jornada especial e avanços importantes que fazem com que a pessoa com deficiência se sinta vista dentro da instituição”, destaca.
Giselle também lembra que a visão monocular foi reconhecida legalmente como deficiência visual pela Lei nº 14.126/2021, garantindo às pessoas com essa condição os mesmos direitos assegurados às demais pessoas com deficiência.
Mesmo assim, ela afirma que ainda existem dificuldades para o reconhecimento desses direitos. “Muitas vezes precisamos provar constantemente que temos uma deficiência, mesmo apresentando laudos. Nem sempre os nossos direitos são respeitados de forma automática”, pontua.
Segundo a psicóloga, ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão é essencial para construir ambientes mais humanos, empáticos e preparados para acolher diferentes realidades. “A deficiência não define uma pessoa. Antes de qualquer limitação, existe um ser humano que precisa ser respeitado, acolhido e compreendido”, conclui.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026. Participe!

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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