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Judiciário capacita novos servidores para atuar na Central de Processamento Eletrônico

Nesta terça-feira (12), o Poder Judiciário recepcionou 25 novos servidores com um curso de capacitação. A grande maioria dos participantes irá atuar na Central de Processamento Eletrônico (CPE), ligada à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT). A programação, que se estende até o dia 20 de agosto, inclui apresentações institucionais, treinamentos práticos nos sistemas judiciais e módulos sobre direitos e deveres, com participação de magistrados, gestores e especialistas em cada área.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, abriu o evento ressaltando a importância de aproximar os novos integrantes da missão institucional. “Este é um setor estratégico do Poder Judiciário, um reforço principalmente para o Primeiro Grau. É importante que a gente os conheça e transmita a eles a relevância do trabalho na atividade jurisdicional e na prestação de serviço à sociedade. Eles precisam saber por que fazem, o que fazem e o quanto isso é importante para o Judiciário, além de receber todas as instruções sobre a forma de trabalho”, afirmou.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, destacou que a CPE é uma força de trabalho essencial para dar suporte às unidades judiciais. “Com esta nova estrutura e cargos que foram criados, iremos dobrar a capacidade de trabalho da CPE. Este treinamento é fundamental para auxiliar os novos servidores e reforçar nossa grande meta de conquistar e manter o Selo Diamante. A CPE atua como uma grande secretaria. Nas comarcas com déficit de servidores e acúmulo de trabalho, a CPE é acionada e atua nesses pontos críticos, como na expedição de precatórios e RPVs, sempre que solicitada pelo juiz”, explicou.

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A nova estrutura da CPE foi regulamentada pela Lei nº 12.957, de 11 de julho de 2025 e agora a Central conta com: 1 gestor administrativo, 5 gestores judiciários, 3 gestores de distribuição, 40 analistas judiciários e 50 assessores de gabinete I. “Esses cargos reforçam a capacidade de atendimento da unidade, ampliando o suporte às demandas do Primeiro Grau”, completa o desembargador Lindote.

Criada em 2020 e inicialmente vinculada à Comarca de Cuiabá, a CPE foi estruturada para dar apoio às unidades judiciais e contribuir com o cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre as principais frentes de atuação estão o apoio a 105 unidades na expedição de Requisição de Pequeno Valor (RPVs) e precatórios, o suporte ao Núcleo de Justiça 4.0 – Núcleo de Execução Fiscal e o atendimento a 50 unidades cíveis e criminais.

A CPE também tem importante participação no Programa Mais Júri, auxiliando na realização de sessões do Tribunal do Júri em Cuiabá e no interior. De 02 de outubro de 2023 (início do Mais Júri) a 31 de julho de 2025, a unidade realizou mais de 485 mil movimentações e 766 mil tarefas processuais. No mesmo período, deu suporte a 362 sessões do Tribunal do Júri apenas na Capital.

Um dos novos servidores que passa pela capacitação, o assessor de gabinete Alexandre Campos, compartilhou sua expectativa ao assumir a função. “Já trabalho com o Judiciário como advogado há 25 anos e, de uns tempos para cá, vinha procurando novos caminhos. Surgiu a oportunidade de atuar no TJMT em cargo comissionado, apresentei meu currículo e fui convocado para a CPE. A gente ouvia falar dessa organização, mas não tinha ideia de que era tão abrangente. Temos apenas uma semana de trabalho no TJMT, mas já tomamos muito gosto pela atividade e vamos aproveitar ao máximo para desempenhar nosso papel, contribuir com a sociedade e engrandecer nosso estado”, declarou.

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Coordenada pelo juiz auxiliar da CGJ-MT, Jorge Alexandre Martins Ferreira, a CPE reúne servidores do Primeiro e Segundo Graus e estagiários. A missão é garantir celeridade, eficiência e segurança no trâmite processual, contribuindo para uma Justiça mais acessível e moderna.

Pela manhã, além das boas-vindas do presidente do corregedor, os participantes receberam informações sobre a Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) e realizam dinâmicas de interação. O diretor-geral do TJMT, Flávio de Paiva Pinto, a coordenadora da CGP, Claudenice Deijany Farias de Costa também prestigiaram a atividade. À tarde os novos servidores conhecerão a estrutura da Coordenadoria de Planejamento (COPLAN) e da Coordenadoria da Corregedoria-Geral da Justiça (CCGJ).

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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