TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Inscrições abertas: Direito do Agronegócio será debatido em dois dias de webinário no TJ

Desafios e Resolutividade do Direito do Agronegócio é o tema do webinário que será realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Groso (Esmagis-MT) na próxima semana. O evento é gratuito e será realizado nos dias 24 e 25 de outubro, das 8h às 12h, pela plataforma Teams. Para se inscrever, basta clicar neste link.
 
Durante os dois dias, serão debatidos temas como ‘Diferenças e semelhanças entre o Direito do Agrário, agronegócio, posse e propriedade’; ‘Recuperação Judicial’; ‘Tributação no agronegócio’ e ainda ‘recentes desenvolvimentos do agronegócio, do comércio internacional e tecnologias’. Podem se inscrever juízes(as), membros do Ministério Público, advogados(as), assessores(as), servidores(as), operadores e acadêmicos do Direito, bem como demais interessados no assunto.
 
O evento é realizado em parceria com a Fundação Escola Superior do Ministério Público, parceira da Esmagis-MT no aperfeiçoamento funcional de membros e servidores. O juiz de direito Alexandre Delicato Pampado é o coordenador do evento.
 
 
Abaixo, saiba mais sobre os palestrantes:
 
Helena Maria Bezerra Ramos – Desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Mestre em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP); graduada em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); professora de Direito Civil; magistrada desde 1989.
 
Leonardo Furtado Loubet – Advogado. Especialista e mestre em Direito Tributário pela PUC/SP e doutorando em Direito Tributário pela USP. Coordenador do ‘Curso de Extensão em Tributação no Agronegócio’ pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET); professor de Pós-Graduação em Direito Tributário da Atame (Goiânia e Cuiabá); professor de Graduação e Pós-Graduação em Direito Tributário da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) em Campo Grande; membro-fundador do Comitê Tributário da Sociedade Rural Brasileira (SRB) de São Paulo; autor do livro “Tributação Federal no Agronegócio”.
 
Fabrício Bertini Pasquot Polido – Doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP). Master in Laws (LL.M.) pela Università degli Studi di Torino, Itália. Professor adjunto de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); professor da Pós-Graduação da Faculdade de Direito da UFMG. Membro do Comitê de Direito Internacional Privado e Propriedade Intelectual da International Law Association – ILA, da Associação Americana de Direito Internacional Privado e da Rede Transnacional de Pesquisa em Estudos Críticos de Direito e Política Internacional.
 
Marcelo Caetano Vacchiano – Promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso. Mestre em Geografia pela Universidade Federal (UFMT) e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Unemat. É professor da Especialização em Agronegócio e Direito Ambiental da FESMP-MT e coordenador do Centro de Apoio à Execução Ambiental do MP-MT. Integra Grupo de Trabalho de boas práticas nos processos de recuperação judicial e falências do Conselho Nacional do Ministério Público.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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