TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Ex-estagiários, assessor e juíza contam que experiência abriu portas na profissão

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Assessor técnico-jurídico da juíza Tatiane Colombo, na 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá, Fernando Garcia coleciona 10 anos de carreira. O início deste percurso foi em 2007 como estagiário no Fórum de Tangará da Serra, onde a magistrada atuava e percebeu o potencial e a dedicação do estudante a quem convidou para ingressar na sua equipe.
 
“Ele era muito jovem e lembro que ia de bicicleta ao Fórum. No estágio, demonstrou ser uma pessoa de boa vontade, muito prestativo e aprendeu a desenvolver todas as funções dentro da secretaria. Quando precisei contratar mais uma pessoa, já sabia que ele era um bom estagiário e o chamei para um teste. Não foi supressa ele passar, já sabia que era alguém muito esforçado e correto. Vê-lo crescendo dá uma satisfação muito grande. É uma pessoa muito correta, séria”, relembra a juíza.
 
Hoje, aos 33 anos, Fernando ocupa o maior cargo no Gabinete e relata que chegou a ser disputado para outra vaga antes de decidir trabalhar com a juíza. “Na época, não foi só a juíza que quis me contratar, tive outra proposta, mas acabei decidindo ir trabalhar com ela. Fico muito grato por todas as portas que o estágio abriu na minha vida. Aqui, em Cuiabá, a gente trabalha com casos de violência doméstica, podemos ajudar pessoas que são vulneráveis e é muito gratificante poder ajudar”, conta.
 
Não foi somente sua visão profissional que mudou ao longo da carreira, Fernando explica que a vivência com a temática o fez repensar seu local na sociedade. “Vivemos em dos países onde ocorrem mais casos de violência doméstica. Percebo que essa experiência me impactou muito, não tem como não mudar como pessoa na convivência com essas situações. Mudei muito como ser humano, passei a entender o machismo estrutural”, reflete.
 
Outra ex-estagiária, a juíza Tatiane Colombo também conta com orgulho que iniciou na carreira como estagiária na Justiça Trabalhista. “Para mim, foi muito importante, é uma oportunidade de aprender como funciona a dinâmica, como é um advogado ou um juiz. O estagiário aprende a se enxergar dentro do sistema e perceber qual a área que pode ter mais interesse. Dentro do meu gabinete, os três assessores foram estagiários, sendo que dois deles fizeram estágio comigo e um no MPE”, diz.
 
Para ela, o estágio abre portas e aqueles que se dedicam ao aprendizado, se destacam. “É importante não ter preguiça, pois se abrir para aprender é tudo. Um bom estagiário deve ter essa vontade. Mesmo que seja pouco tempo é uma oportunidade”, assevera.
 
Estágio no Poder Judiciário de Mato Grosso – O Processo Seletivo realizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) vai convocar mais de 780 estudantes de nível médio e superior para estagiarem na sede Tribunal de Justiça de Mato Grosso e nas 79 comarcas, além da formação de cadastro de reserva.
Bolsa-auxílio – O valor da bolsa-auxílio é de R$ 1.064,42 para ensino médio e R$ 1.285,41 para nível superior, incluso auxílio-transporte.
 
A carga horária é de seis horas diárias.
 
Inscrições – As inscrições e as provas on-line poderão ser feitas a partir do dia 14 de março, até o dia 28, no site do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Saiba mais acessando este  link.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem 1: Foto colorida onde aparece o assessor citado na matéria. Ele está sentado à mesa, de lado, à frente de um computador trabalhando. Ele usa uma camisa branca, sem manga e cabelo curto. 
Descrição da imagem 2 – Foto colorida da juíza que aparece de perfil, em sua mesa de trabalho, à frente do computador. Ela é loira, cabelo na altura dos ombros, usa brincos de argola dourados e um vestido branco de bolinhas pretas.
Descrição da imagem 3 – Arte com dois quadros de informações. O primeiro diz Tribunal de Justiça e Fóruns das Comarcas do Estado de Mato Grosso Processo seletivo 2022 Recrutamento de Estagiários – PJMT. O segundo diz: Nível Superior R$ 1.285,41 (Bolsa + Aux. Transporte.) Nível Médio R$ 1.064,42 (Bolsa + Aux. Transporte.) Inscrições e provas online: De 14/03/22 até 23h59 (horário DF) do dia 28/03/22. Incluindo sábados, domingos e feriados! Abaixo o site www.ciee.org.br.
À direita vemos dois estudantes, uma jovem de cabelos longos e castanhos vestindo blusa branca, camisa xadrez preta e vermelha e fones de ouvido segurando cadernos e um copo de café. Ao lado dela vemos um jovem negro de cabelo crespo, estilo black power com blusa branca e camisa quadriculada azul. Ele segura cadernos e pastas na mão direita. Ao fundo, vemos um ambiente com escadarias e pilares, paredes em tons de laranja e salmão, e um brasão, semelhante a uma instituição escolar.
#ParaTodosVerem #PraCegoVer.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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