TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Escola da Magistratura capacita magistrados(as) para serem formadores

Desembargadores(as) e juízes(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso participam esta semana do Curso de Formação de Formadores – Nível 1 (Fofo). A iniciativa tem o objetivo de capacitar os magistrados(as) com ferramentas para que possam dar aulas para outros(as) magistrados(as), sobre assuntos diversos a partir de estratégias metodológicas de ensino e de aprendizagem. A atividade é uma iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).
 
“O objetivo do curso é capacitar, preparar pedagogicamente, os magistrados e magistradas para que eles possam ser professores de outros magistrados(as). Eles já são altamente capacitados, mas às vezes não têm as técnicas corretas para ensinar um adulto, para ensinar uma outra pessoa já altamente capacitada”, explica a diretora da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, que falou para os participantes do Fofo na manhã desta quinta-feira (30 de março).
 
A desembargadora destaca que é “um ensinamento diferente da educação de jovens, do segundo grau, das faculdades. Ensinar magistrados é diferente. Para incentivá-los a estudar é preciso um ‘plus’, é preciso saber uma metodologia ativa. O curso transmite métodos que já são estudados no mundo inteiro sobre como ensinar pessoas capacitadas e como incentivá-las a estudar, a querer estudar e gostar de estudar.”
 
Atuam como formadores o mestre em Educação e Comunicação Fernando de Assis Alves (Enfam) e o juiz Jeverson Quintieri, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá.
 
“São magistrados(as) trabalhando com outros magistrados(as). Então, é importante que eles tenham uma formação mínima, que dê base para o desenvolvimento do espaço de sala de aula com metodologias ativas, que acabam rompendo com o modelo tradicional de ensino, que são as que vão efetivamente dar conta do desenvolvimento das competências necessárias no exercício judicante”, explica o mestre Fernando de Assis Alves.
 
Ao todo, participam do curso 25 magistrados(as) da Comarca de Cuiabá e de comarcas do interior do estado. A juíza Angela Gimenez, da 1ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, destaca que o curso possibilita um novo olhar para o conhecimento.
 
“Nós temos acompanhado o desenvolvimento do conhecimento em nosso país, e temos visto que muitas vezes esse conhecimento se dá descolado da realidade em que nós trabalhamos. Por isso, eu acho importante que tenhamos não só o aporte teórico necessário, mas também toda uma experiência prática de trocas de experiências, que nos possibilitem imaginar e vivenciar coisas que, no nosso cotidiano, estão muitas vezes distantes da nossa vida”, destaca a juíza Angela Gimenez.
 
O primeiro módulo do curso de Formação de Formadores teve início no dia 29 de março, de forma on-line, e segue nesta quinta e sexta-feira (30 e 31 de março) presencialmente, na sede da Esmagis-MT, nos períodos matutino e vespertino. O segundo módulo será fornecido em formato EAD (Ensino a Distância) no período de 10 de abril a 10 de maio. Já o encerramento ou terceiro módulo será novamente presencialmente, nos dias 29 e 30 de maio.
 
Participam do curso o desembargador Mario Roberto Kono de oliveira e os juízes Alethea Assunção Santos, Ana Graziela Vaz de Campos Corrêa, Angela Gimenez, Antônio Fábio Marquezini, Antônio Horácio da Silva Neto, Cássio Leite de Barros Netto, Conrado Machado Simão, Daniel Campos Silva de Siqueira, Elmo Lamoia de Moraes, Fernanda Kobayashi, Fernando Ishikawa, Lawrence Midon, Leilamar Rodrigues, Lorena Amaral Malhado, Luciene Kelly Roos, Luiz Octávio Saboia, Marcos Faleiros da Silva, Marina Dantas Pereira, Patrícia Bachega Soares, Pedro Antônio Schmidt, Raiane Santos Arteman, Renata Evaristo Parreira, Victor Lima Coelho e Wagner Plaza Machado Jr.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição:
 
Imagem 1- Foto colorida, horizontal. A desembargadora Helena Maria Ramos fala para magistrados que participam do curso. Ela segura um microfone e veste um vestido estampado nas cores preto e branco. Ao fundo, um telão com dados do curso. Os formadores estão em pé, olhando para a desembargadora, e alguns magistrados estão sentados.
Imagem 2 – Foto colorida, horizontal. Os formadores do curso Fernando de Assis Alves, da Enfam, e o juiz Jeverson Quintieri estão em pé, cada um segurando e falando ao microfone. Eles estão de frente um para o outro. Ao fundo um telão. Vários magistrados que participam do curso estão sentados ao redor.
Imagem 3 – Foto colorida, horizontal, da sala de aula do curso. Vários magistrados(as) que participam do curso estão sentados, em formação em U. Ao fundo uma mesa com computadores e uma mulher em pé vestindo roupa na cor verde.
 
Angela Jordão
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Poder Judiciário participa de debate sobre população em situação de rua

Plenário com pessoas sentadas em bancadas em primeiro plano. Ao fundo, uma mesa diretora com autoridades e um grande telão exibindo a transmissão do próprio evento.A necessidade de união entre os poderes públicos, instituições e sociedade civil para enfrentar o crescimento da população em situação de rua em Cuiabá foi um dos principais pontos defendidos pelo Poder Judiciário durante audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá.

Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 4ª Vara Criminal da Capital e integrante do programa PopRuaJud, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destacou que o problema exige soluções construídas de forma coletiva e permanente.

Homem de terno azul, camisa branca e gravata roxa fala ao microfone que segura com a mão direita. Ele tem cabelos escuros e barba por fazer, posicionado contra um painel de madeira.“Foi a primeira vez que fui procurado por uma gestão municipal para discutir essa problemática e também a primeira vez que fui convidado para debater esse tema na Câmara de Vereadores. O problema está aí há muitos anos e precisa ser enfrentado por todos os atores envolvidos. O Estado não pode abandonar uma pessoa porque ela é dependente química, desempregada ou enfrenta problemas familiares. Precisamos construir caminhos para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas”, afirmou o magistrado.

Durante sua participação, Marcos Faleiros apresentou o trabalho desenvolvido pela Política Nacional Judicial de Atenção às Pessoas em Situação de Rua (PopRuaJud), iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa facilitar o acesso à justiça e garantir os direitos básicos dessa população de forma simplificada, priorizada e sem burocracia. O programa funciona através de ações conjuntas, os chamados mutirões de cidadania, que reúnem diversos órgãos do sistema de justiça e assistência social em um único local.

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Segundo o magistrado, uma das preocupações do grupo é aprimorar os critérios de levantamento e monitoramento dessa população para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Dilemário Alencar e reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da Defensoria Pública, OAB, entidades assistenciais, comerciantes, movimentos sociais e integrantes da sociedade civil organizada.

Moradia como prioridade

Mulher de cabelos presos fala ao microfone em um púlpito. Ela usa camiseta vermelha com estampa circular e um tecido azul amarrado sobre os ombros como capa.Representando o Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Rúbia Cristina de Jesus trouxe à audiência a perspectiva de quem viveu durante 23 anos nas ruas. Para ela, a principal solução para o problema passa pelo acesso à moradia.

“Não existe solução para a população em situação de rua sem habitação. Com moradia, a pessoa tem dignidade, consegue cuidar da saúde, buscar emprego e reconstruir sua vida. Ninguém está em situação de rua porque quer. Precisamos ser ouvidos e participar da construção das políticas públicas destinadas a nós”, afirmou. Ela defendeu ainda a criação de programas habitacionais específicos para essa população, como aluguel social e moradias assistidas.

Outro participante da audiência foi o coordenador do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua (CIAMP-Rua) em Mato Grosso, Rodrigo da Silva Martins. Ele defendeu que o debate avance para além da oferta de serviços e passe a avaliar os resultados efetivamente alcançados.

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Homem de pele clara e cabelos curtos fala ao microfone em um púlpito cinza. Ele veste uma camisa polo branca com listras pretas e cinzas na região do peito.“Precisamos nos autoavaliar. Quantas pessoas saíram da rua? Quantas conseguiram emprego? Quantas receberam moradia? Quais políticas realmente estão funcionando? Precisamos focar nos resultados e ouvir a própria população em situação de rua, porque são essas pessoas que podem dizer o que funciona e o que precisa melhorar”, destacou.

Rodrigo também ressaltou a importância da integração entre assistência social, saúde, segurança pública, habitação e demais setores envolvidos no atendimento dessa população.

Próximos passos

Durante a audiência pública, foram apresentados dados do Cadastro Único que apontam cerca de 1.800 pessoas em situação de rua cadastradas em Cuiabá. Os participantes destacaram que a situação é resultado de múltiplos fatores, entre eles dependência química, transtornos mentais, desemprego, rompimento de vínculos familiares, insegurança alimentar e déficit habitacional.

Ao final da audiência, os participantes defenderam a ampliação das políticas de habitação, saúde mental, tratamento da dependência química e reinserção social, além do fortalecimento da articulação entre os órgãos públicos. As propostas apresentadas serão consolidadas em um documento que será encaminhado às autoridades competentes.

Fotos: Donatto Aquino

Autor: Ana Assumpção

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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