TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Entrevista: juiz José Antonio fala sobre atividade jurídica e destaca que pior pecado é ser omisso


O juiz José Antonio Bezerra Filho é o entrevistado desta sexta-feira (11 de março) no programa Por dentro da Magistratura. A entrevista foi concedida ao desembargador Marcos Machado, entrevistador, e à jornalista Fernanda Fernandes, mediadora, e pode ser assistida pelo canal oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no YouTube (@tjmtoficial).
 
Além de estar à frente da Primeira Vara de Família de Várzea Grande, o magistrado é coordenador estadual do programa Justiça Comunitária que atende à população, principalmente de baixa renda, esclarecendo sobre os direitos que possui e buscando aproximação dessas pessoas com a resolução de seus problemas. Ele também coordena os programas Ribeirinho Cidadão (realizado em parceria com a Defensoria Pública) e Araguaia Cidadão, que levam serviços sociais e jurídicos para a população que mora nos lugares mais longínquos de Mato Grosso.
 
Sobre isso o magistrado explicou que o ser humano precisa ter como referência em sua vida o retrovisor para saber como quer agir. “Faça e faça bem feito. O pior pecado é saber que você pecou por omissão. Poderia ter feito e não fez. Saber que tinha que agir e não agiu. Eu acredito que traço um caminho correto que vem ajudando milhares e milhares de pessoas, não só no ato de ser magistrado de uma vara de família, mas também por atuar em outras áreas que são públicas e notórias. É essa satisfação que faz um cidadão levantar todos os dias e ter um ‘viva a vida’ como referência sempre de um mantra a seguir. Basta a gente querer fazer.”
 
José Antônio é formado pela Universidade de São Francisco de Bragança Paulista e pós-graduado pela Faculdade Getúlio Vargas em Processo Civil. Já jurisdicionou as comarcas de Poconé, Poxoréu, Barra do Garças, Quinta Vara de Família e Sucessões da Comarca de Cuiabá em 2012, onde foi convocado para atuar como juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça até o ano de 2014. Agora está em Várzea Grande.
 
Por dentro da Magistratura – O programa é desenvolvido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e é gravado mensalmente. Tem como objetivo conhecer experiências e condutas de magistrados a partir de situações pessoais durante a carreira, opiniões e escolhas com intuito de transmiti-las, na forma de orientação ou recomendação, a magistrados e magistradas. Por este link, assista às edições anteriores. 
 
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para prover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
ParaTodosVerem: Fotografia colorida. Na parte superior central a logo do Programa Por Dentro da Magistratura, a foto do juiz José Antônio Bezerra Filho acompanhados do texto: Assista agora! @TJMTOFICIAL. Convidado: juiz José Antônio Bezerra Filho. Confira a entrevista completa no canal oficial do TJMT no YouTube. Assina a peça da logo do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394
 

Leia Também:  Ressocialização e inteligência no sistema prisional pautam encontro técnico em Cuiabá
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

Leia Também:  Poder Judiciário funciona em regime de plantão neste final de semana (18 e 19 de outubro)

O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

Leia Também:  Ressarcimento a home care privado deve adotar mesmos critérios do SUS em relação a planos de saúde

Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA