TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Diretores da Escola Superior da Magistratura são homenageados pela OAB-MT

Na sexta-feira (25 de outubro), durante o lançamento do livro “Direito do Agronegócio”, a diretora-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, e o vice-diretor da Esmagis, desembargador Márcio Vidal, foram homenageados pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT) e pela Comissão do Agronegócio da OAB/MT em razão das diversas parcerias firmadas ao longo do biênio 2023/2024, que beneficiaram magistrados(as) e advogados(as).
 
Na placa entregue aos magistrados, consta uma mensagem de reconhecimento pelo empenho e relevantes serviços prestados ao agronegócio durante o mandato à frente da Esmagis-MT. “Sua notável dedicação, especialmente na promoção de inúmeros cursos voltados ao aperfeiçoamento jurídico do setor agropecuário, contribuiu significativamente para o fortalecimento do debate e a capacitação dos profissionais que atuam no agronegócio. A sua liderança e visão foram essenciais para consolidar a Esmagis como uma referência na formação de magistrados e operadores do Direito”, dispõe a honraria.
 
A desembargadora Helena Ramos agradeceu a parceria e enalteceu a importância do livro recém-lançado. “É muito importante para nós magistrados estudarmos todas as questões jurídicas sobre o agronegócio e sobre o Direito Agrário. Estamos sempre formalizando eventos que tanto advogados como juízes possam participar. A Esmagis está fazendo parte dessa parceria e estudando esse tema que é novo, apesar de ser algo que está na história do ser humano. Então, é muito importante quando se lança um livro com pessoas que lidam com essa área, que têm conhecimento e prática. Elas trazem a sua interpretação para aqueles novos advogados, para aqueles novos juízes, para aqueles juízes que vêm de outros estados que não são eminentemente agrários como o nosso”, pontuou. “Eu me sinto honrada por essa homenagem e pelo convite para escrever um artigo sobre esse assunto. Estou muito feliz e isso é muito mais para o Poder Judiciário, para a Esmagis, do que para mim.”
 
Já o vice-diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, enfatizou a importância do agronegócio para o mundo. “Como se sabe, o agronegócio produz alimentos para estancar a fome e gera empregos e postos. Obviamente que tem alguns problemas – como tudo da vida – e esses problemas precisam ser solucionados. Estamos numa era da tecnologia, uma era muito acelerada, a qual nós não podemos perder tempo (…). O Poder Judiciário despertou, está na comissão de frente, há um projeto grandioso por parte do ministro Barroso à frente do STF. Estive recentemente na Expojud, em Brasília, e vimos a grandiosidade que é e o avanço da tecnologia. A máquina não será responsável pela perda do nosso emprego. Quem vai ser responsável pela perda do nosso emprego é o teu colega, que está estudando, está se preparando, aprimorando, e você não. Então, esse é um trabalho que cabe a todos, e a Esmagis não mediu esforços de procurar propiciar aos magistrados, aos próprios servidores, esse conhecimento.”
 
Autora de um dos artigos que integram a obra, a desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira agradeceu a oportunidade de participar de mais uma obra coletiva, que, na avaliação da magistrada, é uma tendência. “Quando você permite que vários autores escrevam, a tendência é que a obra seja lançada mais rapidamente. Eu também enalteço a iniciativa e coragem de duas mulheres, que encampam mais um projeto acadêmico”, salientou. A magistrada explicou que foi convidada a escrever sobre Cédula de Produto Rural (CPR). “Eu fui convidada para escrever e escolhi como tema a minha ‘tecla’, a reestruturação de empresas e, mais especificamente, nos últimos anos, a reestruturação do produtor rural. (…) O artigo que eu escrevi é o específico sobre a CPR, mas não é sobre o título executivo, mas sobre o tratamento da CPR no processo de recuperação, que é o único, peculiar e por várias vezes incompreendido”.
 
Segundo a advogada Samantha Gahyva, coordenadora da obra, há muito tempo existe uma dissintonia entre a produção científica e a realidade vivenciada em Mato Grosso. “Nós temos, por exemplo, vários juízes especializados. Vocês imaginam a importância de um juiz de Sinop, Alta Floresta, o quanto que ele não trabalha com agro e é super especializado. Como a gente tem aqui vários colegas, também advogados, que primam por esse mesmo conhecimento, resolvemos fazer uma parceria junto com a Esmagis e a UFMT, e trazemos aqui agora o fruto desse trabalho, que é o primeiro livro Direito do Agronegócio, com temas práticos e contemporâneos”, assinalou.
 
Já Adryeli Costa, uma das autoras e organizadora da obra, explicou que os desembargadores e juízes foram convidados integrar a obra como autores e destacou que os magistrados entregaram excelentes artigos. “Esse livro nasce justamente desse sonho, porque a gente, eu e a doutora Samantha, sempre olhava e falava assim ‘como é que o Estado mais pujante no agronegócio não tem um livro de agronegócio? A gente precisa chamar essa turma boa que a gente tem, que são muitos, e criar esse livro’. São 31 autores, entre promotores, juízes, desembargadores, advogados, que deixaram que esse livro ficasse tão fantástico como ele está.”
 
Por fim, o presidente da Comissão do Agronegócio da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT), Rodrigo Bressani, falou sobre a parceria de sucesso entre a OAB e a Esmagis-MT. “A palavra é gratidão, realmente, à Esmagis e ao Tribunal de Justiça, porque a Esmagis, através da nossa diretora Helena Maria, e do nosso vice-diretor, desembargador Márcio Vidal, foram os maiores parceiros da Comissão do Agronegócio, seja na realização de diversos cursos, palestras, eventos, voltados para termos ligados ao agronegócio, ou também parcerias com congressos que foram realizados pela OAB. Então, esse dia aqui é fruto dessa parceria, em que, por conta do congresso que foi realizado esse ano, foram convidados diversos palestrantes e membros da Comissão do Agronegócio, inclusive os próprios desembargadores hoje homenageados, para que pudessem participar e contribuir com os artigos.”
 
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia colorida do livro Direito do Agronegócio, Temas Contemporâneos.  Imagem 2: fotografia colorida da desembargadora Helena Ramos. Ela está sentada, segura o microfone com a mão esquerda e a direita está aberta, apontando o ar. Ela veste roupa preta e está com os cabelos escuros. Imagem 3: foto colorida do desembargador Márcio Vidal. Ele é um homem de cabelos grisalhos, está sentado, veste terno azul e segura o microfone com a mãe direita. Imagem 4: foto colorida da desembargadora Anglizey de Oliveira. Ela veste camisa branca e saia preta. Está sentada em poltrona preta e segura microfone com a mão direita. Imagem 5: fotografia colorida de sete pessoas, uma ao lado da outra, segurando o livro lançado. Eles estão com roupas coloridas e estão em frente ao painel escrito: Lançamento do Livro Direito do Agronegócio.
 
Lígia Saito/ Fotos: Alair Ribeiro 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um dos mais eficientes do país

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) está entre os tribunais mais eficientes do país. O apontamento é feito pelo relatório Justiça em Números 2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com ano-base 2025, o levantamento reúne dados de todo o Judiciário brasileiro e é considerado um dos principais instrumentos de publicidade e transparência.

Um dos quesitos em que o TJMT se destaca é o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), que mede a eficiência dos tribunais brasileiros. Neste indicador, o Judiciário mato-grossense alcançou 98%, abrangendo o primeiro e o segundo grau. O número representa um avanço expressivo em relação aos 82% registrados na edição anterior.

O IPC-Jus compara fatores como produtividade de magistrados e servidores, taxa de congestionamento e despesas dos tribunais. Há dez anos consecutivos, o TJMT permanece no quadrante dos tribunais mais eficientes do Brasil, formado pelas instituições que apresentam maior produtividade, menor congestionamento processual e melhor gestão dos recursos públicos.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou o fato do TJMT permanecer, pelo décimo ano consecutivo, entre os tribunais mais eficientes do Brasil. “Isso demonstra que estamos conseguindo conciliar produtividade, celeridade e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Mais do que ocupar uma posição de destaque em indicadores nacionais, nosso maior compromisso é garantir que esses resultados se traduzam em benefícios concretos para o cidadão, por meio de uma Justiça mais ágil, acessível e efetiva”.

“O Tribunal de Justiça vem ao longo dos anos se destacando e sempre evoluindo, tanto no primeiro grau quanto no segundo grau de justiça. Isso tem refletido uma melhora de uma forma geral para toda a população do estado de Mato Grosso, seja na rapidez desse processo ou custo da justiça estadual para o contribuinte”, avalia a juíza auxiliar da Presidência do TJMT, Christiane da Costa Marques.

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Produtividade

Outro indicador que reforça esse desempenho é a produtividade. O Índice de Produtividade dos(as) Magistrados(as) (IPM) e o Índice de Produtividade dos(as) Servidores(as) (IPS-Jud) são calculados pela relação entre o volume de casos baixados e o número de magistrados(as) e servidores(as) que atuaram durante o ano na jurisdição.

Em 2025, cada magistrado do TJMT baixou, em média, 2.403 processos, garantindo ao tribunal o terceiro lugar entre os tribunais estaduais de médio porte.

Entre os servidores, a média foi de 191 processos baixados por profissional, resultado que também colocou Mato Grosso na terceira posição nacional entre os tribunais do mesmo porte.

Taxa de congestionamento

A taxa de congestionamento, que mede o percentual de processos que permanecem pendentes ao final do ano, também apresentou resultado positivo. O TJMT registrou índice de 52,7%, a segunda melhor marca entre os tribunais de médio porte e a quinta melhor entre os 27 tribunais de Justiça do Brasil.

Quanto menor esse índice, maior é a capacidade do tribunal de dar resposta às demandas da sociedade. Nesse campo, Mato Grosso ficou abaixo inclusive da média da Justiça Estadual que é de 65%.

“Os números trazem de forma expressiva a manutenção do Tribunal no melhor quadrante dos tribunais brasileiros estaduais, o que demonstra a sua força com relação à entrega para a sociedade mato-grossense. Nós estamos falando de um Tribunal que há dez anos baixava cerca de 400 mil processos e esse volume é em torno de 700 mil”, comentou o coordenador de Planejamento, Afonso Vitorino Maciel.

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Tramitação de processos

O relatório também aponta desempenho acima da média nacional no tempo de tramitação dos processos, indicador fundamental para a compreensão da eficiência e da capacidade de resposta do Poder Judiciário.

No caso dos processos baixados, o tempo médio no TJMT foi de um ano e seis meses, enquanto a média dos tribunais estaduais é de dois anos e oito meses.

Já os processos pendentes apresentaram tempo médio de dois anos e cinco meses em Mato Grosso, um ano e três meses abaixo da média da Justiça Estadual, que é de três anos e oito meses.

Outro destaque está no tempo médio do início do processo até a sentença no segundo e primeiro grau. No segundo grau, o primeiro julgamento ocorre, em média, em quatro meses. Já no primeiro grau, o prazo médio é de dois anos, também abaixo da média que é de três anos e três meses.

“A grande conquista do Judiciário de Mato Grosso é ter se mantido constante. Temos o dever de sempre entregar o melhor possível para a sociedade e por isso buscamos sempre avançar. Estar entre os melhores tribunais do país nos deixa muito felizes, pois os dados do Justiça em Números nos mostram que estamos no caminho certo”, pontua o gerente-sênior de Estatísticas e Gestão Estratégica, Anderson Cristiano Neisse.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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