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Dia das crianças: magistrados levam alegria para crianças acolhidas em MT

Crianças que estão abrigadas nas casas de acolhimento nas comarcas de Araputanga, Paranatinga, Várzea Grande e Cuiabá viveram momentos de alegria na última semana com a celebração do Dia das Crianças, comemorado em 12 de Outubro, dia também da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
 
Em Cuiabá e Várzea Grande as ações foram realizadas entre os dias 9 e 11 de outubro pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) e Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT) em parceria com o Projeto Cuiabraça.
 
Na quarta-feira (11) cerca de 60 crianças acolhidas nos lares em Cuiabá foram presenteadas e participaram de uma tarde muito animada com direito a pula-pula, cachorro-quente, bolos e muita animação por parte dos voluntários.
 
“Aqui estamos recebendo hoje crianças de três casas lares da Capital. Na tarde de ontem, atendemos as crianças de Várzea Grande. É sempre um momento especial com a ajuda de parceiros conseguimos trazer alegria e oportunizar um dia diferente na vida destes menores. Tudo foi pensando com amor e cuidado para eles”, comentou a juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital.
 
A ação contou com a participação do Projeto Cuiabraça, que promove ações solidárias para ajudar famílias e Cuiabá e região. “Hoje estou aqui como voluntária do Projeto e não como procuradora. É gratificante ver a alegria dessas crianças e poder contribuir para que esta linda festa acontecesse. Estamos aqui para servir”, comentou a voluntária, Bianca Zanardi.
 
Além dos voluntários a festa teve o apoio fundamental das madrinhas provedoras da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT). “Elas contribuíram com os recursos para o buffet e contribuem já diariamente no decorrer do ano nos dando o apoio necessário para que as crianças participem de outras atividades”, explicou a secretária-geral da CEJA, Elaine Zorgetti.
 
Em Várzea Grande, a comemoração ocorreu na terça-feira (10) e teve a participação da Polícia Civil que levou uma viatura especial, um Camaro, para que as crianças pudessem andar no veículo superpotente.
 
No interior – Em Araputanga, juiz Anderson Fernandes Vieira, recebeu seis crianças e dois adolescentes que estão acolhidos. “Eu comprei uma bicicleta e os servidores os demais presentes. Daí ganhamos mais duas bicicletas, que foram entregues no sábado. Ou seja, toda boa ação gera uma reação”, comemorou o magistrado.
 
Já em Paranatinga, Defensoria Pública, Polícia Militar, Pode Judiciário, Secretariaria de Asssitência Social, Crea, Cras, Ministério Público e Conselho Tutelar se uniram para promover um café-da-manhã especial para os menores da Casa Lar. Além da ceia reforça, os menores ganharam presentes e uma manhã de muita animação com os voluntários.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria, Christiane da Costa Marques Neves, parabenizou a iniciativa dos colegas nas comarcas do interior. “O bom exemplo arrasta. É muito bom vê-los empenhados também em ações sociais, com os olhos cheios de cuidados em prol desses menores, dando visibilidade para eles e para a causa. E, na realidade, essas ações fazem bem pra nós também. Eu costumo dizer que a gente nunca perde por dar amor. Sempre recebemos em dobro”, finalizou.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1 – Festa de dia das crianças realizada em Cuiabá. Foto 2 – Voluntária ganha abraço de menina acolhida. Foto 3 – Crianças de Araputanga posam ao lado das novas bicicletas. Foto 4 – Café da manhã em Paranatinga
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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