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Desafios do socioeducativo são debatidos em Seminário no Fórum da Capital


Analistas e gestores dos sete Centros de Atendimento Socioeducativo (Case) participam durante três dias do “Seminário Estadual sobre a Prática Socioeducativa – Responsabilidades Coletivas e Atribuições Profissionais no Atendimento Socioeducativo de Mato Grosso”. A capacitação começou na tarde de terça-feira (05) e segue até quinta-feira (7), no auditório do Fórum de Cuiabá.
 
A secretária-adjunta de Justiça de Mato Grosso, Lenice Silva dos Santos Barbosa, comemorou a realização do evento. “Aqui é espaço de debates para construção de um sistema socioeducativo melhor, com melhores condições de trabalho para os servidores e de melhores oportunidades para os adolescentes atendidos”, afirmou.
 
Ao todo, 73 servidores dos Cases do Estado (Sinop, Rondonópolis, Cáceres, Barra do Garças, Lucas do Rio Verde, Cuiabá-masculino, Cuiabá-feminino) assistiram as palestras do primeiro dia, proferidas pela coordenadora-geral de Assuntos Socioeducativos Sistema Nacional de Acompanhamento de Medidas Socioeducativas (SINASE/DF), Giselle da Silva Cyrillo e pelo superintendente de Administração Socioeducativa de Mato Grosso, Iberê Ferreira da Silva Junior.
 
A representante nacional ministrou a palestra “Política de Socioeducação na atualidade: desafios, impasses e perspectivas para o seu fortalecimento”. Ela destacou os 10 anos da Lei 12.594/2012 que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). “Mesmo 10 anos depois de ser implementado, o Sinase ainda tem o desafio de ter a sua identidade como um sistema diferenciado, que atende um público diferenciado, e que deve ser essencialmente diferente das políticas de privação de liberdade voltadas aos adultos”, explicou. “A minha perspectiva é trazer para os servidores e gestores de Mato Grosso alguns aspectos que constatamos no diagnóstico que realizamos no Governo Federal dessa década de sistema, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos”, aponta.
 
Já Iberê Ferreira da Silva Junior tratou do tema: “Panorama da Gestão do Atendimento Socioeducativo de privação e restrição de liberdade em Mato Grosso”. “Estamos tendo discussões de temas ligados diretamente a socioeducação e também informações nacionais de como está se dando a prática socioeducativa”, resumiu. “Uma das nossas grandes preocupações é quanto aos investimentos que o Governo deve dar a essa política pública. No atual governo de Mato Grosso as nossas solicitações tem sido atendidas com construções de novas unidades, aparelhamento e manutenções das unidades, além de capacitações dos servidores”, citou.
 
Além dos ensinamentos dos palestrantes, o evento serve como troca de experiências entre os colegas. A gerente do Case Sinop, Noeme Almeida, levou o projeto Ponto de Esperança, que é desenvolvido na unidade desde 2020. Consiste em ensinar para os internos a pratica do crochê. Os adolescentes gostaram tanto que ultrapassaram o crochê tradicional (enfeites de toalhas, tapetes e caminho de mesa) para os amigurumis- junção das palavras japonesas “ami” (malha ou tricô) e “nuigurumi” (bichos de pelúcias). “Começamos o projeto na pandemia, para passar o tempo, pois prática do crochê auxilia muito, acalma, ajuda no convívio com os demais adolescentes, na concentração, no foco e até como uma possível fonte de renda quando eles voltarem para suas casas”, destaca a gerente. “O seminário é muitoimportante para os servidores. É uma oportunidade da gente adquirir novos conhecimentos, mostrar o que a gente está fazendo no nosso polo e ir evoluindo”, avalia
 
Nesta quarta-feira (6 de abril), as atividades ocorrem nos períodos matutino e vespertino. Os temas debatidos são: a execução das medidas socioeducativas de internação e semiliberdade; a transversalidade das políticas socioeducativas e as fases do atendimento socioeducativo: a importância da família e da articulação da rede de proteção no atendimento socioeducativo; os instrumentos pedagógicos da socioeducação; e a instrumentalidade, técnicas e procedimentos.
 
Já na quinta-feira (7 de abril), o evento prossegue pela manhã, a partir das 8h, com o tema “Relações interpessoais: comunicação, atitude e cooperação no Sistema Socioeducativo”. Às 9h, será debatido o sistema de justiça e a execução da medida socioeducativa de internação, com a participação do juiz Túlio Duailibi Alves Souza, da Segunda Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, do defensor público Alysson Ourives e do promotor de Justiça Rogério Bravin de Souza.
 
A capacitação é uma iniciativa do Poder Executivo de Mato Grosso e conta com a parceria do Poder Judiciário estadual. “O Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria da Infância e Juventude é o nosso grande parceiro. Nos possibilitou ter um espaço adequado, confortável para que a gente pudesse acolher todos os nossos servidores do Estado e convidados nacionais nestes três dias de evento e ainda irá contribuir com a capacitação dos servidores do Sistema Socioeducativo. O juiz Túlio Duailibi será um dos palestrantes no último dia. Ele vai abordar os aspectos do Sistema de Justiça e a execução da medida socioeducativa. Ele irá encerrar o nosso evento trazendo o olhar do Sistema de Justiça, em especial do Poder Judiciário”, antecipou superintendente de Administração Socioeducativa de Mato Grosso, Iberê Ferreira da Silva Junior.
 
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ParaTodosVerem – Descrição das imagens: Foto retangular colorida. Imagem aberta dos participantes do Seminário sentados em cadeiras enfileiradas do auditório do Fórum de Cuiabá e no palco, a mesa de autoridades e a cerimonialista ao lado, atrás de um púlpito com o microfone.
 
Alcione dos Anjos/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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Palestra destaca papel dos grupos reflexivos no enfrentamento à violência contra a mulher

Ações capazes de prevenir a violência doméstica estiveram em debate na Capacitação de Facilitadores do Programa de Reflexão e Sensibilização para Autores de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O encontro foi promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT).

A atividade reuniu magistrados, servidores, psicólogos, assistentes sociais e representantes de instituições parceiras na Escola dos Servidores do Poder Judiciário. O objetivo foi apresentar ferramentas e conhecimentos que auxiliem na criação e fortalecimento de grupos reflexivos voltados a homens envolvidos em episódios de violência doméstica e familiar.

Um dos destaques da programação foi a palestra “Formação em Masculinidades e Metodologias de Grupos Reflexivos de Gênero para Homens Autores de Violência contra a Mulher”, ministrada por Yan Ribeiro Ballesteros. Segundo ele, a palestra teve como objetivo compartilhar metodologias modernas utilizadas no trabalho de escuta e responsabilização dos autores de violência.

Grande grupo de pessoas reunido em um saguão moderno com mezanino e teto arqueado. Muitos vestem camisetas brancas de campanha. Um homem de camisa clara e tênis branco agacha-se à frente de todos.“Fui convidado pelo Cemulher para trazer um pouco da nossa expertise e experiência nesse processo de criação, de facilitação e supervisão de grupos. Fico muito feliz e honrado com essa oportunidade, já esperando ver os frutos que vão surgir a partir desse evento organizado pelo Judiciário de Mato Grosso”, afirmou o palestrante e diretor-geral do Instituto Casa da Palavra.

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Ainda de acordo com Yan, a violência doméstica deve ser compreendida como uma grave violação dos direitos humanos. Nesse contexto, os grupos reflexivos surgem como uma estratégia que evita a culpabilização da mulher, ao mesmo tempo em que estimula os autores de violência a reconhecer os próprios atos e construir novas formas de relacionamento, sem minimizar a responsabilidade.

“O trabalho dos grupos reflexivos serve justamente para possibilitar que esses homens saibam ouvir o não de uma mulher sem usar a violência. Então, falamos sobre o uso da masculinidade associada à violência e a oportunidade de construção de outros caminhos, inserindo esses homens no laço social sem que a violência seja utilizada como resposta”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher:

(65) 3901-4277

WhatsApp para denúncias- 8408-7983

Plantão 24h de Violência Doméstica e Sexual: (65) 3901-4254

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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