TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedor recebe mais alta condecoração da Polícia Militar de Mato Grosso


O corregedor-geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, recebeu nesta terça-feira (8/3) a medalha Homens do Mato, a mais alta condecoração concedida pela Polícia Militar de Mato Grosso. O magistrado esteve à frente do Juizado Volante Ambiental (Juvam) entre 1996 e 2012, desenvolvendo trabalhos de patrulhamento, abordagem e conscientização contra a pesca predatória e a recuperação de áreas degradadas, por exemplo. O pioneirismo rendeu o Prêmio Innovare do Ministério da Justiça e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), além de desenvolver e apoiar iniciativas que melhorem o andamento judicial brasileiro. Durante o recebimento da comenda o magistrado anunciou mais medidas inovadoras na área ambiental em Mato Grosso. Ações em parceria com Assembleia Legislativa e Governo do Estado, além do próprio Judiciário, para solidificarem ainda mais a preservação e conservação do patrimônio ambiental em Mato Grosso.
 
“Eu agradeço muito a homenagem. Nosso sucesso no Juvam é em boa parte em consequência da união com a PM, mais especificamente com a Polícia Ambiental. Esta dentro da minha programação para os próximos 60 dias apresentar a proposta de criação do Núcleo Ambiental, que pode ser composto por três magistrados. A proposta é agregar a Vara Especializada do Meio Ambiente com competência em todo Estado. Esta semana vamos conversar com nosso governador e a secretária de Meio Ambiente para criarmos e fortalecermos juvans nos biomas de nosso Estado. Eles podem ser formados por equipes multidisciplinares, com engenheiros florestais e biólogos, por exemplo. Temos muitas fronteiras a serem cuidadas, como Juína. O produto ambiental já sai de lá via Santarém. Temos recursos hídricos ali e devem ser preservados para evitarmos problemas de abastecimento na Bacia do Araguaia”, informou o corregedor
 
Na sequência o comandante-geral da Polícia Militar em Mato Grosso, coronel Jonildo José de Assis, que já atuou na Polícia Ambiental, fez uso da palavra para esclarecer o reconhecimento. “Os motivos que habilitam o senhor a receber esta medalha são variados corregedor. O que o senhor tem feito pela sociedade mato-grossense é absolutamente relevante. O senhor já apoiou a questão do Termo Circunstanciado de Ocorrência, que com certeza é um ganho social fantástico, além de estarmos melhorando a Polícia Ambiental, que ganhou força quando se agregou ao Juvam que o senhor comandava”, destacou o comandante.
  
O magistrado aproveitou a oportunidade para convidar a PM a participar ainda mais da proteção do patrimônio ambiental do Estado. “Teremos exploração em área de reserva legal. Suspendemos na última sessão do pleno os efeitos da lei para que discutíssemos com a sociedade durante Audiência Pública, o que isto representa. Já convido a PM e a Polícia Ambiental para este debate. A audiência deve ocorrer em abril, estamos organizando. Queremos ouvir a sociedade para saber se esta lei é de interesse social de fato. Temos a obrigação de deixar o legado e ele envolve a defesa ambiental”, ressaltou o corregedor, que ainda informou sobre a criação do Núcleo de Inquérito Policial (NIPO). “Esse núcleo já tem três juízes designados e seis assessores. Eles vão trabalhar com os inquéritos. Queremos retirar as medidas cautelares também, para que os magistrados e servidores trabalhem com mais qualidade”, pontuou o magistrado.
 
 O comandante-geral adjunto, coronel Daniel Lipi Alvarenga salientou que a atuação do magistrado tem ajudado o trabalho da PM. “Concedemos a maior honraria da Polícia Militar a quem ajudou a estruturar o Juvam e deu condições de trabalho para uma atuação importantíssima em nosso Estado da Polícia Ambiental”. A comissão ainda foi composta pelo coronel Paulo César da Silva, diretor de Ensino, Instrução e Pesquisas da PMMT (Deip). O coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto, também participou do ato.
 
Descrição da imagem: fotografia do Corregedor, desembargador José Zuquim segurando o diploma da certificação. Ele usa o colar Homens do Mato. Veste terno azul escuro com camisa branca listrada. Ao lado esquerdo do corregedor está o comandante adjunto da PM, Daniel Lipi Alvaragenda, que usa farda azul da PM. Do lado direito estão o comandante-geral Jonildo José de Assis, e o diretor de ensino da PM, Paulo Cesar da Silva, eles também estão vestindo uniforme azul da PM, com coletes e armamento na cintura. Ao fundo pavilhão com as bandeiras de Mato Grosso, do Brasil e do Judiciário.
#ParaTodosVerem #PraCegoVer..
 
 Ranniery Queiroz
 Assessor de Imprensa da CGJ/MT
 

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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