TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Conscientização do Autismo: o acolhimento à família é fundamental
No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 02 de abril, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, solidário às mais de dois milhões de famílias brasileiras sensibilizadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA), reuniu uma série de informações e cuidados que podem ser adotados para o acolhimento das famílias.
Do bem-estar emocional dos familiares depende o desenvolvimento e o estímulo da criança para a vida, explica Giselle Castilho, psicóloga do Programa Bem Viver, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. “A aceitação do diagnóstico é o primeiro caminho para avançar no cuidado da família e da criança. Infelizmente, os estudos sobre o TEA ainda são muito recentes, e diante do desconhecido, o primeiro impacto das famílias é a negação, depois o medo, a dúvida, a frustração e até mesmo revolta. A negação e o isolar-se na dor, são as maiores barreiras à saúde emocional da família”, destaca.
Jane é técnica judiciária do Tribunal de Justiça, presidente da Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Aspojud), mãe do pequeno João Carlos de 7 anos e ativista da causa autista. Pouco antes de João completar 3 anos surgiram os primeiros sintomas do autismo. Ausência de resposta a estímulos, falta de interação, contato visual e interrupção da fala deixaram a família em alerta, e antes mesmo do diagnóstico médico, Jane já havia procurado pela ajuda de um fonoaudiólogo.
“No começo tivemos muito medo. As crises, as fobias eram constantes e nós não tínhamos noção do que estava acontecendo. O auxílio da escola em nos apresentar uma profissional qualificada foi fundamental para termos um ponto de partida e chegar ao diagnóstico. Com o auxílio de amigos chegamos a outros profissionais especializados no tratamento do autismo e que puderam nos auxiliar no cuidado do Gabriel”, explica Elaine.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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