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Comarca de Tabaporã celebra 21 anos de instalação e amplia ações de combate à violência doméstica

A Comarca de Tabaporã, a 643 km de Cuiabá, completa 21 anos de instalação nesta segunda-feira (23). Criada pela Lei Complementar nº 166, de 13 de abril de 2004, a unidade foi oficialmente instalada em 23 de fevereiro de 2005 e, desde então, tem se consolidado como estrutura essencial do Poder Judiciário na região.

Além do município-sede, a comarca atende também o Distrito de Americana do Norte e o Assentamento Nova Fronteira (Gleba Mercedes), abrangendo uma área territorial de 8.225,38 km². A extensa dimensão geográfica e a diversidade das demandas exigem atuação técnica, sensibilidade institucional e presença constante do Judiciário junto à comunidade.

Estrutura e atuação jurisdicional

A unidade é dirigida pelo juiz substituto Iron Silva Muniz, responsável pela Vara Única. A comarca conta com 11 servidores, três estagiários, quatro profissionais credenciados, seis colaboradores e três policiais militares. Atualmente, 1.846 processos estão em andamento. Esses estão distribuídos em 1.744 processos judiciais, seis processos administrativos e 102 processos no Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU).

À frente da unidade, o magistrado e a equipe de servidores têm trabalhado para assegurar celeridade, eficiência e qualidade na prestação jurisdicional, mantendo o compromisso com o atendimento humanizado e o acesso à Justiça.

Ao comentar os 21 anos de instalação da unidade, o juiz Iron Silva Muniz ressaltou a importância histórica e institucional da comarca para o fortalecimento da Justiça na região norte do Estado.

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“Celebrar o aniversário da Comarca de Tabaporã é comemorar a presença de um Judiciário ativo, forte e independente, que busca garantir o acesso à Justiça, a proteção dos direitos fundamentais e a promoção da paz social”, externou.

O magistrado também destacou que os resultados alcançados ao longo dessas duas décadas são fruto de um trabalho coletivo e do diálogo institucional permanente.

“Nada disso seria possível sem a dedicação dos servidores e colaboradores da unidade, cujo compromisso e empenho são essenciais para uma prestação jurisdicional ágil e eficiente. Estendo também o agradecimento aos demais Poderes e instituições que contribuem para o fortalecimento da segurança jurídica e da harmonia local. Por fim, agradeço ao cidadão, destinatário final do nosso trabalho e razão da nossa evolução institucional diária”, agradeceu.

Histórico de magistrados

Ao longo da trajetória, a Comarca de Tabaporã contou com a dedicação de magistrados e magistradas que exerceram a direção da unidade, contribuindo para o fortalecimento institucional. Entre eles estão: Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, Helícia Vitti Lourenço, Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, Ariel Rocha Soares, Jean Louis Maia Dias, Cássio Leite de Barros Netto, Laura Dorilêo Cândido, Ricardo Nicolino de Castro, Rafael Depra Panichella, Paula Cardoso Esteves, Raisa Tavares Pessoa Nicolau, Pedro Antonio Mattos Schmidt, Laio Portes Sthel e Iron Silva Muniz (atual diretor).

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Projeto voltado à prevenção da violência doméstica

Além do trabalho cotidiano, em 2025 a comarca implementou o Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A iniciativa reforça o compromisso do Judiciário com a prevenção e o enfrentamento à violência de gênero.

Com a atuação de assistente social e psicóloga do juízo, o projeto tem como objetivo promover reflexão, responsabilização e mudança de comportamento entre os autores de violência, contribuindo para a construção de relações mais saudáveis e igualitárias.

Compromisso com a cidadania

Em seus 21 anos de instalação, a Comarca de Tabaporã consolida o papel não apenas na prestação do serviço à população, mas também na promoção da cidadania e na garantia de direitos. São mais de duas décadas de acesso à Justiça e efetivação dos direitos para a população da região.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Centro de Memória do TJMT promove intercâmbio entre instituições para preservação de acervos

Um grupo de pessoas está reunido em frente a um painel com o logotipo O Centro de Memória do Poder Judiciário Desembargador Ângelo Francisco Ramos recebeu, na manhã desta sexta-feira (17), representantes de instituições que integram a Rede de Memória do Estado de Mato Grosso. A visita teve como objetivo ampliar a cooperação para preservação, pesquisa e difusão do patrimônio documental e histórico mato-grossense.
Participaram do encontro representantes do Arquivo Público de Mato Grosso (APMT), vinculado à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Defensoria Pública do Estado, Assembleia Legislativa e dos Tribunais Regionais do Trabalho e Eleitoral. A articulação ocorre no âmbito do Acordo de Cooperação nº 1/2025.
Durante a visita, os participantes conheceram as instalações do Centro de Memória e parte do acervo histórico preservado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que remonta à década de 1870 e conta com registros ainda anteriores à instalação do Tribunal da Relação, que antecedeu ao atual tribunal. Entre os itens, há processos judiciais, documentos, livros e objetos que ajudam a contar a trajetória do Judiciário e, ao mesmo tempo, revelam aspectos da formação política, jurídica e social do Estado, além de equipamentos que demonstram a evolução tecnológica ao longo da história.
Coordenadora administrativa do TJMT, Bruna Penachioni é uma mulher sorridente de pele clara, cabelos escuros, longos e liso, usa óculos de grau pretos e colar de pérolas. Veste blusa preta com bolinhas brancas. Ao fundo desfocado, há uma placa escura com letras douradas, bandeiras e balcões de vidroA coordenadora Administrativa do TJMT e membro da Comissão de Gestão de Memória, Bruna Penachioni, destacou que a integração entre as instituições permite ampliar as possibilidades de pesquisa e facilitar o acesso a documentos que, muitas vezes, estão relacionados entre si, mas preservados em diferentes acervos.
“Como temos interlocução direta com todos os órgãos, uma pesquisa pode envolver documentos que fazem parte do acervo de outra instituição e também processos que estão aqui no arquivo do Tribunal. Essa integração possibilita aproximar esses acervos, fomentar a pesquisa e ampliar a difusão da memória”, explicou.
Segundo Bruna, a proposta também é aproximar a sociedade desses espaços, estimulando visitas de estudantes, pesquisadores e do público em geral. A integração entre o Arquivo do Tribunal e o Centro de Memória favorece essa iniciativa, ao reunir em um prédio histórico a preservação documental e a exposição de parte da trajetória do Poder Judiciário.
O Centro de Memória funciona no edifício do antigo Palácio da Justiça, na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá. Tombado como Patrimônio Histórico e Cultural de Mato Grosso, o prédio foi construído no início da década de 1940 e abrigou o Tribunal de Justiça entre 1943 e 1974, além de outras instituições públicas ao longo de sua história. Atualmente, o local concentra o serviço de arquivo do TJMT e as salas destinadas ao Centro de Memória.
Responsável pela organização do acervo do Centro de Memória e integrante da Comissão de Gestão de Memória, a servidora Rejane Pinheiro Andrade apresentou aos visitantes documentos e processos históricos e explicou como esses registros ajudam a compreender a sociedade em diferentes períodos.
“O grande valor do processo judicial histórico é trazer à tona a realidade social da época. O que torna um processo interessante é conhecer quem eram aquelas pessoas, suas histórias e as situações vividas por elas. São pessoas reais e acontecimentos que ajudam a compreender como aquela sociedade funcionava”, afirmou.
Rejane também destacou que a análise dos documentos deve considerar o contexto histórico em que foram produzidos. Como exemplo, lembrou que, às vésperas da instalação do Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso, em 1874, a sociedade cuiabana ainda convivia com a escravidão e suas profundas desigualdades.
“É preciso tratar a história da atuação jurisdicional com um recorte cronológico. A criação e a instalação de um tribunal não mudam a realidade de uma sociedade de um dia para o outro. Os documentos permitem observar esses contrastes e compreender as transformações que ocorreram ao longo do tempo”, pontuou.
Superintendente do Arquivo Público, Vanda da Silva, é uma mulher de pele clara sorridente, com cabelo crespo escuro preso no topo da cabeça. Ela usa blusa azul-clara de botões. Ao fundo desfocado, há paredes claras e antigos monitores e gabinetes de computador sobre uma bancada escura.Para a superintendente do Arquivo Público do Estado de Mato Grosso, Vanda da Silva, a Rede de Memória cria um ambiente de intercâmbio de experiências e, principalmente, amplia as possibilidades de acesso da sociedade ao patrimônio documental preservado pelas instituições.
“A Rede é um espaço em que é possível fazer a troca de experiências profissionais, mas, principalmente, conhecer a documentação de Mato Grosso e pensar em como disponibilizá-la para a sociedade. A ideia é justamente promover essa troca e permitir que a população conheça um pouco mais da sua história”, ressaltou.
Vanda destacou ainda que documentos preservados por diferentes órgãos podem se complementar e oferecer novas perspectivas para pesquisadores. “É possível perceber documentos e termos existentes no Arquivo Público que também aparecem no acervo do Judiciário. A partir disso, conseguimos costurar essa documentação e disponibilizar essa memória de uma forma mais acessível para a sociedade. A Rede possibilita ainda o diálogo entre esses acervos e faz com que essa documentação venha à tona, fomentando discussões e pesquisas nas áreas de História, Direito, Sociologia e Antropologia”, acrescentou.
Visão ampla de uma exposição histórica em sala com piso de madeira em padrão xadrez. Várias vitrines de vidro retangulares estão alinhadas sobre mesas escuras. Nas laterais, painéis informativos altos. Ao fundo, um painel escuro com o logo 'CENTRO DE MEMÓRIA', bandeiras e um busto.Memória preservada
Criado como uma das ações comemorativas dos 150 anos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o Centro de Memória do Poder Judiciário Desembargador Ângelo Francisco Ramos tem como missão preservar e divulgar a história da Justiça mato-grossense.
O espaço reúne itens representativos de comarcas históricas, documentos e processos judiciais, objetos doados por familiares de desembargadores e servidores e equipamentos que retratam as transformações vivenciadas pelo Judiciário ao longo de sua trajetória. Entre os documentos expostos está o processo de desapropriação da área destinada à construção do Estádio Governador José Fragelli, o antigo Verdão, onde atualmente está localizada a Arena Pantanal.
A unidade leva o nome de Ângelo Francisco Ramos, primeiro presidente do então Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso, instalado em 1º de maio de 1874. Sua criação está alinhada às diretrizes nacionais de gestão documental e de memória do Poder Judiciário e fortalece a preservação do patrimônio histórico institucional.
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Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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