TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Com leveza e verdade, jovem autista inspira plateia com sua história no TJMT Inclusivo
Rondonóplis recebe, nesta sexta-feira (17), a palestra “Lugar de autista é onde ele quiser estar”, ministrada pelo jovem autista Nicolas Brito Sales, de 21 anos. Ativista, escritor, fotógrafo premiado, artista plástico e assistente terapêutico, Nicolas compartilhou sua história de vida com o público da 5ª edição do TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Com um auditório lotado, o jovem cativou os participantes ao relatar sua trajetória marcada por desafios, descobertas e conquistas. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos cinco anos e meio, ele destacou a importância da intervenção precoce e do papel fundamental da família no seu desenvolvimento.
“Meus pais começaram a trabalhar muito cedo no meu desenvolvimento, especialmente a minha mãe, que logo percebeu que havia algo no meu comportamento que precisava de atenção. Eu só voltei a falar com quase cinco anos e comecei a me comunicar de fato aos onze e meio. Hoje, viajo o Brasil e o mundo compartilhando minha história”, contou Nicolas.
Ao longo de sua fala, ele reforçou a importância de enxergar o autismo para além do diagnóstico: é preciso ver a pessoa em sua totalidade e valorizar suas potencialidades.
“Pessoas autistas têm o direito de ocupar todos os espaços da sociedade — na escola, no trabalho, na arte, no esporte ou em qualquer ambiente social. Durante muito tempo, o autismo foi visto como uma barreira, mas essa visão precisa continuar mudando”, afirmou.
O jovem também refletiu sobre os desafios no ambiente escolar e como práticas inclusivas podem fazer a diferença no aprendizado. Em tom leve e bem-humorado, relembrou uma prova de biologia adaptada com o tema do jogo Super Mario, feita por uma professora que reconheceu suas dificuldades e talentos.
“Pode parecer simples ou até bobo, mas essa prova me ajudou muito. Foi a partir dela que comecei a entender melhor a matéria e não precisei mais de adaptações. Inclusão é isso: é tornar o conteúdo acessível, sem tirar a essência do que está sendo ensinado”, destacou.
Além da palestra, Nicolas também abordou os preconceitos que ainda enfrenta na vida adulta, como a negativa a uma vaga de emprego apenas por ser autista. Mas, segundo ele, as adversidades o motivaram a se reinventar.
“Já me negaram oportunidades, mas aprendi a não desistir de mim. Hoje, eu trabalho com fotografia, escrevo livros, dou palestras, e sigo descobrindo tudo o que posso ser. Tenho múltiplas deficiências, sim, mas também tenho muitos talentos escondidos — e quero que o mundo os conheça”, declarou.
O evento
A 5ª edição do projeto “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo” é promovida pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, que pe presidida pela desembargadora e Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e pela Diretoria do Fórum de Rondonópolis, em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), da Escola dos Servidores, do Projeto Autismo na Escola e da ADNA de Rondonópolis. O evento reúne magistrados(as), servidores(as), profissionais da saúde, da educação, estudantes, familiares e pessoas atípicas, consolidando-se como uma iniciativa de grande impacto social e jurídico para toda a região.
A iniciativa está alinhada com a Resolução CNJ nº 401/2021, que estabelece diretrizes de acessibilidade no Poder Judiciário.
A edição em Rondonópolis soma-se a outras já realizadas em Cáceres, Sinop, Sorriso e Cuiabá e resulta da determinação do Tribunal em percorrer todo o estado levando informação e capacitação. As atividades em Rondonópolis são realizadas no Centro de eventos da ADNA – Rondonópolis.
Saiba mais sobre o evento:
5ª edição do TJMT Inclusivo em Rondonópolis fortalece diálogo sobre autismo e inclusão
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos
Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.
Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.
O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.
Direitos fundamentais e cidadania
Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.
O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.
Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.
Exército e Judiciário pela pacificação social
O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.
Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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