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Círculo de Construção de Paz contribui para a manutenção da paz no sistema socioeducativo de Cáceres

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Conhecer o nosso íntimo é fundamental para entender as escolhas que fazemos no dia a dia e os gatilhos que nos movimentam. Com o intuito de promover essa autorreflexão, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Cáceres realizou, na última quinta-feira (28 de setembro), um Círculo de Construção de Paz com adolescentes do sistema socioeducativo.
 
Essa é uma ferramenta da Justiça Restaurativa, alternativa ao modelo punitivista. A dinâmica consiste na criação de um espaço seguro para reflexão e troca de experiências que, de forma orientada, permite a construção de relacionamentos, a tomada de decisões e resolução de conflitos de forma eficiente.
 
O processo circular foi aplicado com a participação de oito internos, como forma de preparação para a audiência concentrada que avaliará o cumprimento da medida. “A execução foi pensada para trabalhar a ansiedade deles em relação à possível desinternação ou não, e também para prepará-los para a vida fora do sistema, em família, na escola, etc”, explicou a gerente da unidade, Andreia Breda.
 
As facilitadoras Adriana Del Castanhel, gestora do Cejusc de Cáceres, e Gernecilia Dantas, psicóloga do socioeducativo, optaram pela realização de um Círculo de Celebração, que é utilizado para comemorar as vitórias individuais e do grupo, para o cumprimento de acordos conjuntos, entre outros.
 
A escolha pela abordagem circular permite que todos os participantes se enxerguem e sejam vistos igualmente, no mesmo nível. O formato reforça a horizontalidade das relações dentro do processo, em que todos importam e são valorizados.
 
De acordo com Adriana, a metodologia foi bem recebida pelos meninos que participaram com bastante engajamento das etapas. “Essa dinâmica ajudará a fortalecer a relação deles com os agentes e equipe da unidade, no cumprimento da medida. Aos que forem liberados após a audiência, contribuirá com o retorno ao convívio familiar”, disse.
 
Os círculos são movimentados, principalmente, pelas histórias de vida compartilhadas, que convergem para um consenso ou que resultam em múltiplas possibilidades de análise sobre o assunto em questão. Essa troca é orientada por questionamentos, que levam ao aprofundamento das reflexões e colocam em xeque as respostas pré-concebidas.
 
O Poder Judiciário tem se apropriado dessa ferramenta para fomentar a cultura de paz na solução de conflitos. “A aplicação dos círculos, aqui na sociedade cacerense é extremamente importante. Os encontros circulares são apresentados como uma alternativa às atitudes e ações violentas, com foco no respeito à diversidade e à pluralidade”, avaliou o coordenador do Cejusc Cáceres, juiz Pierro de Faria Mendes.
 
Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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