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Ciclo de preparação de oficiais de justiça é encerrado em Várzea Grande

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“A capacitação, aperfeiçoamento e integração dos oficiais de justiça e avaliadores do Poder Judiciário” foi tema de um curso destinado aos referidos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso. Ele foi concluído na Comarca de Várzea Grande, após passar pelas Comarcas de Sorriso, Lucas do Rio Verde, Alta Floresta e Tangará da Serra. A solicitação foi da Corregedoria-Geral da Justiça pela preparação dos servidores e a parceria com a Escola dos Servidores do Poder Judiciário, via Presidência do TJMT. “Esta é uma forma de prestigiarmos os servidores do Judiciário, atualizá-los e desenvolver melhores ferramentas para que consigam entregar os serviços à altura do que nossos usuários precisam e esperam”, justificou o corregedor, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
A abordagem do curso é ampla, envolve a utilização das ferramentas eletrônicas na atuação do oficial de justiça, o estudo e atualização sobre a Consolidação das Normas Gerais da Corregedoria-Geral da Justiça (CNGC), pontos de rotina da função e atualizações do Código de Processo Penal e Processo Civil. “É um curso de capacitação e integração desta área. Os profissionais vão aprender a usar todos os sistemas. O Infoseg, o site da Anoreg para pesquisa de bens, uma infinidade de sistemas e aplicativos. Dentro do próprio PJe eles vão verificar elementos para desenvolver da melhor maneira seu trabalho. É um curso muito completo. Temos tido uma boa participação dos colegas. Verificamos o grande interesse deles”, explicou o oficial de justiça de Tangará da Serra e facilitador, Edson Alviano.
 
Ele e a oficiala de Cuiabá, Rita Nunes, ministraram o curso. “Estamos trazendo neste curso algumas funções que podem agregar ainda mais a categoria. Como o oficial de justiça de inteligência e o oficial de justiça conciliador. Funções desenvolvidas em outros Estados e que agora estamos aplicando aqui. Queremos muito continuar a incentivar os colegas e estimulá-los a desenvolver os melhores serviços à sociedade”, disse Rita, que assim como Edson ingressou no Judiciário no concurso de 2013.
 
“O curso surgiu das necessidades de nossa área durante o evento Corregedoria em Ação e o corregedor Zuquim ouviu oficiais de Sinop e já fez parceria com o Sindicato dos Oficiais de Justiça e Avaliadores da Justiça (Sindojus). Quem entende do trabalho do oficial de justiça é ele mesmo, então isso facilita a atuação. Este foi outro diferencial, os próprios oficiais ministrando o curso. Esperamos que com a nova gestão do desembargador Juvenal, consigamos continuar a estimular e preparar esta categoria tão importante para a Justiça de Mato Grosso”, ponderou o vice-presidente do Sindojus, Paulo Sérgio de Souza.
 
Vanderlúcia Faustino de Araújo é oficiala em Várzea Grande há 27 nos. “Esse curso foi muito importante. Até na autoestima, melhorou muito. Depois da Pandemia ficamos muito afastados e por ocasião do curso nos reencontramos e tivemos momentos de aprendizagem que nos ajudarão muito. Pudemos desabafar e discutir dificuldades em comum também, bem como as soluções. O fato de os facilitadores entenderem da rotina, por serem da área, ajudou muito. Bem orientados podemos gerir melhor nosso tempo, isso repercute no jurisdicionado. Esse resgate vai refletir na qualidade de nosso trabalho. Estou feliz pela oportunidade”, destacou Vanderlúcia. Para Francisco Moraes de Oliveira Filho, também oficial em Várzea Grande, o período foi enriquecedor. “Estamos trabalhando de forma eletrônica há algum tempo, mas notamos que em algumas ferramentas podem melhorar, ainda estamos conhecendo melhor. Ganhamos ferramentas que aperfeiçoarão nosso serviço. Foi de enorme validade para nós este curso”, considerou Francisco.
 
Ciclo foi iniciado em outubro. Em Sorriso, entre os dias 19 e 21, Lucas do Rio Verde, entre 24 e 26. E em novembro, em Alta Floresta nos dias 7, 8 e 9, Tangará da Serra, nos dias 16, 17 e 18 e Várzea Grande entre 21 e 23 de novembro.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Fotografia colorida. O facilitador está de costas para câmera fotográfica. Ele usa camiseta branca, com as escritas: Poder Judiciário – Tribunal de Justiça. Ele fala e gesticula aos oficiais que estão sentados em cadeiras pretas e prestam atenção à aula. Imagem 2: Fotografia colorida. A Facilitadora usa óculos com armação fina e blusa preta. Ela conversa com a reportagem. Imagem 3: Fotografia colorida. A personagem Vanderlúcia usa vestido com listras pretas e marrons.
 
Ranniery Queiroz/ Fotos Adilson Cunha
Assessoria de imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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