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Capacitação: Facilitadores participam de palestra sobre Comunicação Assertiva

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A “Comunicação Assertiva” foi o tema da palestra realizada na tarde dessa quarta-feira (10 de julho), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, na Capital, encerrando a programação da capacitação de facilitadores que integrou o “Programa Reflexão e Sensibilização para Autores de Violência Doméstica e Familiar”. A iniciativa é do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça (Cemulher-MT).
 
Com exemplos práticos, o juiz titular do 3° Juizado Cível de Cuiabá, Jeverson Luiz Quintieri, expôs como a adoção de métodos estratégicos de comunicação, como empatia e técnicas de espelhamento e da reciprocidade estimulam melhor interação com o outro, o chamado “rapport”, palavra de origem francesa que significa “trazer de volta” ou “criar uma relação”.
 
Tais posturas, inclusive, devem ser aplicadas em situações de atendimento que envolvem casos de violência doméstica e familiar. “São conexões que a gente cria com outro para quebrar barreiras e romper resistências”.
 
O magistrado apontou em quais cenários são importantes técnicas como contato visual, expressão facial, postura, linguagem e comunicação corporal, equilíbrio emocional, tom e volume de voz, noção do tempo e comunicação verbal. “Para despertar interesse é preciso ter estratégia e, acima de tudo, exercitar empatia”, disse. “Se eu consigo despertar sentimentos positivos no outro, tudo colabora para um ambiente recíproco, que promove a troca”, completou.
 
Também foram apontados os aspectos que prejudicam a aplicação do rapport, como uma linguagem corporal ou uma escuta desinteressada ou uma escrita mal elaborada. “O principal deles é não critique e nem julgue essa pessoa”, pontuou. A atenção a medidas como essas, segundo o juiz, contribui para a realização de uma comunicação assertiva junto aos grupos reflexivos de homens, permitindo a transmissão das informações de maneira clara, dinâmica e respeitosa, alcançando os resultados desejados. “É uma comunicação respeitosa, sem ruídos, que não ofende, que realiza uma escuta ativa. Facilita porque evita ruídos junto a um público que é sensível, que está ali por uma decisão judicial e não por expectativa ou escolha”, enalteceu.
 
A programação de quarta-feira também contou com o encerramento do módulo que tratou sobre o “Programa Reflexão e Sensibilização para Autores de Violência Doméstica e Familiar”, apresentado pela secretária da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Cevid/TJSC), Michelle de Souza Gomes Hugill. Nessa ocasião, a palestrante abordou os fluxos e mecanismos para implantação dos grupos reflexivos de homens como políticas institucionais de sensibilização dos autores de violência, inclusive, com propostas de exercícios em sala.
 
CNJ – A capacitação, que contemplou cerca de 100 facilitadores da Capital e do Interior do Estado, entre assessores de magistrados e psicólogos e assistentes sociais, que atuam como credenciados, e ligados aos processos de Violência Doméstica e Familiar, atende a Recomendação n° 124/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomenda aos tribunais que instituam e mantenham programas voltados à reflexão e responsabilização de autores de violência doméstica e familiar com o objetivo de efetivar as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
 
Tal dispositivo considera, por exemplo, a igualdade de direitos entre homens e mulheres que constitui direito fundamental previsto na Constituição Federal e a necessidade de promover avanços para a efetivação da Lei n° 13.984/2020, para assegurar o comparecimento do autor de violência doméstica e familiar a programas de recuperação e reeducação e o seu acompanhamento psicossocial, por meio de atendimento individual e/ou em grupo de apoio.
 
Programação – Além da abordagem sobre Comunicação Assertiva, os facilitadores foram contemplados com palestras sobre “A importância do Núcleo de Atendimento – Espaço Thays Machado para as Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica e Familiar que atuam no Poder Judiciário”, ministrada pela juíza da 1° Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira; “O papel da Delegacia em Situações de Violência Doméstica e Familiar”, abordado pela delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes; e o “Enfrentamento da Violência Doméstica que permeia Magistradas e Servidoras do Poder Judiciário”, apresentado pela juíza coordenadora do Programa Indira no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Naiara Brancher. Os “Desafios no Acolhimento e no Atendimento Humanizado” e a experiência do “Cartório Inclusivo – Integrar para Valorizar” foram abordados pela promotora de Justiça de Defesa da Mulher de Natal (RN), Érica Verícia Canuto de Oliveira Veras, e pelo juiz-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), Eduardo Calmon de Almeida Cezar, respectivamente.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1: horizontal colorida em ângulo aberto da sala onde pessoas estão sentadas e aparecem de costas. Ao fundo de pé, falando ao microfone está o juiz Jeverson. Ele usa um terno azul claro e camisa branca. No telão atrás dele está escrito a palavra Empatia. Foto 2: Imagem fechada do juiz Jeverson Quintieri concede entrevista à TV.Jus. Ele é um homem branco, de cabelos escuros. Usa uma blaser azul-claro, camisa branca e gravata preta. Foto 3: Imagem em close de Michelle Gomes. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros na altura dos ombros. Usa uma blusa preta com estampas brancas e um blaser preto. 
 
Leia mais sobre a capacitação:
 
 
 
 
 
Talita Ormond
Núcleo de Comunicação Interna
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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