TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Capacitação: Facilitadores participam de palestra sobre Comunicação Assertiva
A “Comunicação Assertiva” foi o tema da palestra realizada na tarde dessa quarta-feira (10 de julho), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, na Capital, encerrando a programação da capacitação de facilitadores que integrou o “Programa Reflexão e Sensibilização para Autores de Violência Doméstica e Familiar”. A iniciativa é do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça (Cemulher-MT).
O magistrado apontou em quais cenários são importantes técnicas como contato visual, expressão facial, postura, linguagem e comunicação corporal, equilíbrio emocional, tom e volume de voz, noção do tempo e comunicação verbal. “Para despertar interesse é preciso ter estratégia e, acima de tudo, exercitar empatia”, disse. “Se eu consigo despertar sentimentos positivos no outro, tudo colabora para um ambiente recíproco, que promove a troca”, completou.
A programação de quarta-feira também contou com o encerramento do módulo que tratou sobre o “Programa Reflexão e Sensibilização para Autores de Violência Doméstica e Familiar”, apresentado pela secretária da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Cevid/TJSC), Michelle de Souza Gomes Hugill. Nessa ocasião, a palestrante abordou os fluxos e mecanismos para implantação dos grupos reflexivos de homens como políticas institucionais de sensibilização dos autores de violência, inclusive, com propostas de exercícios em sala.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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