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Capacitação de servidores em proteção de dados amplia segurança digital

Diante da ocorrência de ataques virtuais cada vez mais sofisticados, o curso “Engenharia Social – Proteção de Dados Pessoais e Profissionais”, que começou a ser realizado nesta quinta-feira (23) pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, busca qualificar servidores e servidoras do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para reconhecer e evitar golpes no ambiente digital.
A capacitação, com carga horária de 12 horas, segue até esta sexta-feira (24) e reúne participantes dos Fóruns de Cuiabá, Várzea Grande e do Tribunal de Justiça, trazendo uma abordagem prática sobre como identificar vulnerabilidades e agir preventivamente diante de tentativas de golpes. A condução é do instrutor André Valdevino, policial militar do Distrito Federal e especialista em Defesa Cibernética e Inteligência de Estado e Segurança Pública.
Professor do curso, André Valdevino. Ele tem pele clara, com barba e bigode grisalhos e bem aparados, usando óculos de armação preta. Ele veste um paletó cinza claro, camisa azul clara e uma gravata vermelha.urante a abertura, André destacou que a engenharia social se baseia principalmente na manipulação do comportamento humano. “São técnicas utilizadas por golpistas para se aproximar das pessoas e obter ganhos financeiros. Hoje, o maior ponto vulnerável da segurança da informação ainda é o fator humano”, explicou.
Segundo ele, atitudes simples podem reduzir significativamente os riscos, como evitar clicar em links suspeitos e sempre confirmar a identidade de quem solicita informações.
O instrutor também ressaltou que os golpes estão cada vez mais sofisticados e presentes no dia a dia. “Temos exemplos como golpes bancários, falsas mensagens no WhatsApp e até o chamado ‘falso advogado’. Tudo isso utiliza técnicas de engenharia social. Por isso, buscamos sensibilizar os servidores para que não caiam nesses golpes, tanto no ambiente institucional quanto na vida pessoal”, pontuou.
Segurança na era da conectividade
Entre os participantes, a analista judiciária Khesia Adriana Camargo Thimmig, da Comarca de Várzea Grande, destacou a relevância do tema, especialmente diante do cenário digital atual. “Nós vivemos em um mundo totalmente conectado, com dados sensíveis circulando o tempo todo. Se a gente não souber onde está pisando, é muito provável cair em golpes”, afirmou.
Khesia também chamou a atenção para vulnerabilidades muitas vezes negligenciadas no dia a dia. “Às vezes a pessoa acredita que está segura, mas não está. Pode ser uma câmera de segurança vulnerável, um link clicado sem atenção ou até o uso de dispositivos sem proteção adequada. Isso pode expor toda a família”, alertou. Para ela, o curso amplia a percepção de risco e reforça a importância da prevenção, especialmente entre públicos mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Já a gestora judiciária Larissa Marques, da Central de Processamento Eletrônico, destacou que o curso contribui diretamente para a mudança de comportamento dos servidores. “A gente passa a ter mais cuidado, principalmente com redes sociais, aplicativos bancários e mensagens recebidas. Hoje, até pessoas instruídas estão caindo em golpes, então essa atenção precisa ser constante”, disse.
Larissa também enfatizou a responsabilidade dos servidores no trato com dados institucionais. “No Judiciário lidamos com muitas informações sensíveis. Com o aumento do uso de tecnologias e inteligência artificial, precisamos ter ainda mais cuidado para proteger esses dados, que podem ser alvo de golpistas”, destacou.
Dicas de segurança digital
-Desconfie de links e mensagens suspeitas: evite clicar em links recebidos por WhatsApp, e-mail ou redes sociais sem verificar a origem.
-Confirme a identidade antes de agir: sempre valide pedidos de informações ou transferências, mesmo que pareçam vir de conhecidos.
-Proteja seus dados pessoais: não compartilhe senhas, códigos de verificação ou dados bancários com terceiros.
-Ative a verificação em duas etapas: utilize autenticação em dois fatores (2FA) em aplicativos e redes sociais.
-Cuidado com redes Wi-Fi públicas: evite acessar aplicativos bancários ou informações sensíveis em redes abertas.
-Em caso de dúvida, não prossiga: procure os canais oficiais da instituição ou banco para confirmar a informação.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comissão de Heteroidentificação divulga candidatos habilitados para Exame Nacional dos Cartórios

Logotipo do ENAC - Exame Nacional dos Cartórios, nas cores verde oliva e azul. A letra C conta ainda com o desenho de uma ponta de caneta tinteiro, que entra na letra C da direita para a esquerda.A Comissão Permanente de Heteroidentificação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) divulgou o resultado da análise dos candidatos inscritos no 3º Exame Nacional dos Cartórios – Enac 2026.1, que se autodeclararam negros (preto ou pardo). O Edital de Divulgação de Resultado e Intimação nº 3/2026 foi publicado no caderno administrativo do Diário da Justiça Eletrônico (DJe) dessa quinta-feira (23).

No anexo da publicação, constam as listas de candidatos habilitados, inabilitados e ainda daqueles desclassificados em razão da ausência na sessão telepresencial, que deverão participar do certame pela ampla concorrência. A análise dos candidatos ocorreu durante sessão telepresencial, realizada na última quarta-feira (22).

Vale lembrar que, no último dia 14 de abril, foi divulgada a relação de candidatos habilitados na análise documental.

Os recursos contra a decisão da Comissão Permanente de Heteroidenticação, que inabilitou os candidatos autodeclarados negros (preto/pardo) para a realização da prova do Enac 2026.1, devem ser protocolados exclusivamente pelo e-mail: [email protected], no período de 24 a 28 de abril de 2026.

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Exame Nacional dos Cartórios – Coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a prova do 3º Enac será aplicada em 14 de junho em todas as capitais do país. O exame é pré-requisito para inscrição nos concursos públicos de provimento e remoção de titularidade de cartórios de serviços notariais e de registro, que são realizados pelos Tribunais de Justiça dos estados.

Podem participar do certame bacharéis em Direito ou pessoas que tenham exercido por, no mínimo, 10 anos a função em serviços notariais e de registro. O Enac não tem caráter classificatório, nem serve para definição de concorrência; é apenas eliminatório.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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