TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Alinhado à Agenda ESG, Tribunal de Justiça realiza palestras com foco na Sustentabilidade

Para ampliar e difundir a prática dos princípios Environmental, Social and Governance (ESG), que em português significam Ambiental, Social e Governança (ASG), o Poder Judiciário de Mato Grosso realizou nessa quinta-feira (17 de agosto), no auditório Gervásio Leite, em Cuiabá, o VIII Encontro de Sustentabilidade, promovido pelo Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça em parceria com a Coordenadoria de Planejamento (Coplan).
 
A aplicabilidade da agenda ESG (Environmental, Social e Governance) tem sido cada dia mais difundida no setor público levando as instituições a repensarem e definirem novos parâmetros para o tratamento de questões essencialmente ligadas a sustentabilidade ambiental, a governança e a responsabilidade social.
 
Alinhado aos princípios ESG e aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), o Poder Judiciário de Mato Grosso mais uma vez segue na vanguarda, no tocante ao incremento de iniciativas relacionadas não apenas à sustentabilidade ambiental, como também ações voltadas ao bem-estar no ambiente de trabalho, o estimulo às competências e habilidades pessoais de seus colaboradores, e na adoção de uma postura administrativa cada vez mais alinhada a valores como ética no trabalho e transparência na gestão.
 
As ações implementadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, também se alinham à governança sustentável trazida pela Resolução nº 400/21, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que remodelou a política de sustentabilidade do Poder Judiciário, e tornou obrigatório o monitoramento e avaliação dos planos de logística sustentável de cada órgão do Poder Judiciário.
 
Segundo a doutora em Direito Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Érika Bechara, as ideias que sustentam os princípios ESG são antigas. Bechara, que ministrou a palestra ASG no Poder Judiciário, relativa ao Eixo ‘Ambiental A’, fez menção ao despertar para um capitalismo consciente vivido pela iniciativa privada na década de 90, onde empresas, organizações e investidores passaram a levar em conta os custos ambientais e sociais de produção.
 
O impacto socialmente positivo de ações ligadas à produção ambientalmente correta, fizeram empresas e instituições adotarem novos valores à produção. Elas perceberam que quanto mais alinhadas à valores socioambientais, maior a aceitação social, a credibilidade e a preferência de investidores e do próprio consumidor.
 
“O setor público está despertando para um aspecto que nasceu na iniciativa privada, mas que é muito bem-vindo na esfera pública. Fazendo uma análise das ações implementadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, assim como o CNJ, percebi que realmente existe uma preocupação e um comprometimento muito grande com as questões ambientais, sociais e de governança, e isso inspira confiança nas instituições. O estímulo desses princípios junto aos colaboradores e o sentimento de pertencimento também são essenciais para a imagem da instituição. Trabalhadores motivados se orgulham em fazer parte da equipe, disseminam valores, defendem e divulgam os diferenciais daquela instituição, evitando a rotatividade de funcionários, o que é péssimo para a imagem da instituição. O desenvolvimento da pauta ESG precisa ser consistente e não ocasional, e não se mede apenas por simples atitudes. O cumprimento dos ODSs [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] é fundamental para parametrizar o engajamento ou não da instituição ao ESG. Todos nós geramos impacto à sociedade e ao meio ambiente, o grande ‘x’ da questão é como vamos lidar com isso”, alertou Bechara.
 
O Eixo ‘Social S’, foi abordado pelo professor em Diversidade, Equidade e Inclusão pela Escola de Compliance e Ética (LEC), Thiago Pena. O Social do ESG está relacionado à promoção do bem-estar, a inclusão social e a garantia de melhores condições de trabalho, com foco na igualdade de oportunidades e na redução das desigualdades sociais. No ambiente de trabalho, o quesito social está relacionado ao compromisso de cuidar das pessoas que integram o público de interesse da corporação, ou seja, servidores e cidadão.
 
As dificuldades para romper com estigmas ainda são muito fortes na sociedade, afirma Thiago Pena. “Contratar pessoas, principalmente aquelas estigmatizadas como minorias, sem dar a elas condições reais de permanência no trabalho, ainda tem sido um dos grandes desafios enfrentados no Brasil. As justificativas são as mais diversas, “ah, ele não se adaptou”, “ah ela não foi mais a mesma depois da maternidade”, “só está nessa posição porque é mulher”, “ah, ele foi incluído pela cota”, “ah, ele é menor, só com a presença dos pais”, essas são algumas das respostas mais comuns e excludentes dadas quando não há comprometimento social. A responsabilidade social deve alcançar a todos, a comunidade LGBTQIA+, egressos, negros, raças, pessoas 50+, refugiados, imigrantes, portadores de necessidades, praticantes religiosos e classe social”, concluiu Thiago Pena.
 
Fechando o período da manhã, a administradora e MBA em Riscos e Compliance, Amanda Seymour fez suas considerações sobre o Eixo ‘Governança G’. Na governança são avaliadas as esferas administrativas e de gestão pelas quais as instituições são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Firmada sobre quatro pilares fundamentais: a transparência, a prestação de contas, a equidade e a responsabilidade corporativa, a governança precisa estar alinhada à valores inegociáveis, que irão inspirar seus colaboradores a assumir responsabilidades conjuntas, incentivados e estimulados por seus líderes.
 
“A empresa precisa reunir informações claras, precisas e acessíveis sobre suas atividades, desempenho e tomada de decisões. Fazendo um paralelo com o eixo social, na equidade as práticas da governança devem assegurar tratamento justo e igualitário a todos que compõe a instituição, independente do cargo ou ocupação. Uma certa vez, uma empresa produziu um relatório demonstrando que dos 500 cargos, 250 eram ocupados por mulheres. Mas faltou responder quais eram esses cargos ocupados por mulheres, qual a faixa salarial, qual a escolaridade e os níveis de capacitação ofertados para essas mulheres. Existe equidade? Ah, eu sou uma empresa sustentável, olha quantas vantagens ofereço aos meus colaboradores, mas demito quem está em depressão, isso não é ser sustentável, muito menos ético. Os valores éticos da alta liderança precisam ser inegociáveis, e devem ser estimulados entre seus colaboradores. Esse é o papel da alta liderança, inspirar os demais a se engajarem e se comprometerem com os valores os resultados da administração”, frisou Amanda Seymour.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Desembargadora Clarice Claudino da Silva faz uso da palavra durante a abertura do Encontro. Segunda imagem: A palestrante Érika Bechara concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher com cabelos castanhos acima do ombro. usa uma blusa na cor bordô,um blazer cinza e uma corrente prata. Ao fundo está o palco do auditório, onde aparecem algumas bandeiras, um tapete, um vaso de plantaas  poltronas preas. Terceira imagem: O palestrante Thiago Pena está sentado em uma poltrona da cor bege, no palco do auditório. Ele segura o microfone com a mão esquerda, usa barba e tem cabelos pretos. A calça e camisa são pretas. Quarta imagem: Palestrante Amanda Seymour concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros. Usa uma blusa preta, terno cinza e uma corrente na cor prata. Ao fundo aparece o palco de madeira do auditório.
 
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Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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