TECNOLOGIA
Visita de Albert Einstein ao Brasil completa 100 anos
Depois de uma breve escala no Brasil, em 21 de março de 1925, Albert Einstein voltou ao país em 5 de maio daquele ano, desembarcando no Rio de Janeiro, que naquela era capital federal e permaneceu uma semana por lá.
“Chegada ao Rio ao pôr do sol, com clima esplêndido. Em primeiro plano, ilhas de granito de formato fantástico. A umidade produz um efeito misterioso”, escreveu o físico em seu diário de viagem.
A viagem do físico alemão tinha como principal objetivo divulgar e debater a recém-confirmada Teoria da Relatividade Geral com estudiosos da América do Sul. Em sua visita ao continente, que durou cerca de um mês e meio, Einstein também visitou as capitais da Argentina e do Uruguai.
“Durante sua estadia de sete dias no Rio de Janeiro, Einstein visitou instituições importantes como a Fundação Oswaldo Cruz, o Museu Nacional e o Observatório Nacional. Além disso, proferiu conferências públicas na Academia Brasileira de Ciências e no Clube de Engenharia”, contou o diretor do Observatório Nacional, Jailson Souza de Alcaniz.
Em 9 de maio, ao visitar o Observatório Nacional, o físico encontrou-se com o então diretor da instituição, Henrique Morize.
“O resultado dessa expedição tornou Einstein mundialmente famoso por comprovar a deflexão da luz, tal como previsto por sua Teoria da Relatividade. Ele ainda teve a oportunidade de conhecer os astrônomos envolvidos naquele trabalho. Diante deles, fez um reconhecimento memorável: ‘O problema que a minha mente imaginou foi resolvido aqui no céu do Brasil’ ”, complementou o diretor.
Comemorações
Para comemorar o centenário da visita de Einstein ao Brasil, o Observatório Nacional (ON) e o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoverão eventos com programações especiais e gratuitas.
Nesta sexta-feira (09), o ON promoverá mesas temáticas sobre a visita de Einstein ao Brasil, seu legado científico e a construção da memória institucional.
No dia seguinte, o MAST terá o evento “Astro Rei: O Sol em perspectiva – Edição Especial 100 anos de Albert Einstein no Rio de Janeiro”, que contará com visitas mediadas ao museu e observação do sol e céu.
Serviço:
Observatório Nacional
Data: 09 de maio de 2025
Local: Auditório Yeda Ferraz – Observatório Nacional, Rio de Janeiro
Horário: A partir das 8h50
Mais informações: https://100-anos-visita-einstein.on.br/Museu de Astronomia e Ciências Afins
Data: 10 de maio de 2025
Local: R. General Bruce, 586 – São Cristóvão, Rio de Janeiro
Horário: A partir das 14h30
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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