TECNOLOGIA
Parceria entre MCTI e FAO impulsiona inovação para recuperar áreas degradadas na Amazônia
Garantir alimentos de qualidade, proteger o meio ambiente e gerar oportunidades para comunidades locais passam, cada vez mais, pelo avanço da ciência. Com esse foco, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu nesta terça-feira (5), em Brasília (DF), o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Alberto Meza Robayo. O encontro tratou do fortalecimento da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável, com destaque para iniciativas voltadas à Amazônia.
Durante a reunião, foram discutidas ações conjuntas que integram pesquisa, inovação e políticas públicas para enfrentar desafios como a recuperação de áreas degradadas, a segurança alimentar e a mitigação dos impactos climáticos. A FAO, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) criada em 1945, atua em mais de 130 países apoiando governos na formulação de estratégias para agricultura, nutrição e uso sustentável dos recursos naturais.
Um dos principais pontos abordados foi o Projeto de Cooperação Internacional para a restauração de zonas úmidas e outros ecossistemas estratégicos da Amazônia, conhecido como Mamirauá II. A iniciativa prevê capacitação técnica, desenvolvimento de tecnologias e apoio a comunidades tradicionais, com metas como a recuperação de 25,7 mil hectares e a redução de emissões de gases de efeito estufa.
A ministra destacou o papel da ciência como base para o desenvolvimento regional e para a construção de soluções sustentáveis. “Quando o presidente Lula assumiu seu terceiro mandato em 2023, deixou claro a prioridade que o governo brasileiro daria à região amazônica, seja para o seu desenvolvimento econômico e social, seja para a redução do desmatamento e recuperação de áreas degradadas”, afirmou.
Ela também ressaltou a estrutura criada pelo ministério para fortalecer a atuação na região. “Entendemos que a estratégia para a Amazônia deve incluir a geração de conhecimento, a criação e manutenção de infraestruturas de pesquisa e a definição de ferramentas para a difusão de tecnologias para o setor produtivo e para a sociedade”, completou.
O representante da FAO no Brasil destacou a convergência de esforços entre o organismo internacional e o governo brasileiro em torno da agenda amazônica. Segundo ele, a cooperação tem avançado com foco na ciência e na inovação como instrumentos para o desenvolvimento sustentável da região. “Temos trabalhado de forma articulada para fortalecer iniciativas voltadas à Amazônia, com ênfase na geração de conhecimento, na cooperação técnica e na construção de soluções que beneficiem as comunidades locais e contribuam para a conservação ambiental”, afirmou.
Também fazem parte das iniciativas desenvolvidas pelo MCTI o programa Mais Ciência na Amazônia e o Pró-Amazônia, vinculados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que apoiam projetos voltados ao uso sustentável dos recursos naturais e ao fortalecimento da base científica regional.
Além disso, o ministério mantém atuação na região por meio de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, responsáveis por pesquisas e formação de profissionais.
As ações discutidas no encontro dialogam com compromissos internacionais, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ao promover a conservação da biodiversidade, o acesso à alimentação e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.
TECNOLOGIA
Nota de Pesar
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.
Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.
Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.
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