TECNOLOGIA

Ministra Luciana Santos visita Instituto do Pantanal e reforça apoio à ciência voltada ao bioma

Durante visita oficial a Cuiabá (MT), nesta quarta-feira (3/7), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, percorreu instituições estratégicas do ecossistema de CT&I de Mato Grosso. A agenda incluiu visitas ao Parque Tecnológico Mato Grosso, ao Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), unidade de pesquisa do MCTI, e à sede do governo estadual, onde se reuniu com o vice-governador Otaviano Pivetta, atualmente no exercício do cargo de governador.

No INPP, localizado dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a ministra foi recebida pelo diretor Paulo Teixeira para visita às instalações da unidade, instituída formalmente em abril de 2023. Luciana Santos se reuniu com pesquisadores e servidores do instituto, destacando os investimentos do MCTI em ciência voltada ao Pantanal, bioma de importância estratégica para o Brasil e para o mundo.

“Temos pouco mais de dois anos de funcionamento. Participamos do último Concurso Público Nacional Unificado e tivemos 10 analistas aprovados, o primeiro deles já tomou posse. Em breve, devemos receber também cinco pesquisadores e dois tecnologistas. Dentro desse novo quadro, a visita da ministra é muito importante. Ela pôde conhecer de perto o trabalho que estamos desenvolvendo, conversar com nossos bolsistas e servidores. Foi, sem dúvida, um dia bastante frutífero para o nosso instituto”, afirmou o diretor do INPP.

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Em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o ministério ofertou, no ano passado, 20 bolsas de pesquisa por meio do Programa de Capacitação Institucional (PCI), com foco em temas como mudanças climáticas, biodiversidade vegetal e recuperação de áreas degradadas.

Desde o início da atual gestão, o MCTI já destinou R$ 321 milhões em investimentos operados pela Finep para Mato Grosso, volume 19 vezes maior do que o registrado entre 2019 e 2022. Parte desses recursos contempla projetos estruturantes, como a expansão das Infovias Estaduais, ações em cadeias agroindustriais e soluções de conectividade voltadas à pesquisa e inovação.

A última agenda da ministra no estado foi uma visita ao Parque Tecnológico, localizado em Várzea Grande. Ela foi recebida pelo CEO do parque, Rafael Bastos, e pela prefeita do município, Flávia Moretti.

“O Parque Tecnológico é uma experiência vitoriosa no Brasil e no mundo. Um dos nossos grandes desafios é transformar a produção científica, que já é vigorosa e reconhecida internacionalmente, em produtos e serviços para a sociedade. O Brasil está entre os países que mais publicam artigos científicos no mundo, o que mostra a força da nossa pesquisa. Mas precisamos dar o passo seguinte, que é converter esse conhecimento em inovação concreta. Os parques tecnológicos cumprem um papel fundamental nisso, porque integram a tríplice hélice: o Estado, a academia e o setor produtivo. Fiquei muito impressionada com os resultados que já estão sendo alcançados aqui em Mato Grosso”, afirmou a ministra Luciana Santos.

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Encontro com o Governo do Estado

Antes da visita ao INPP, a ministra esteve com o governador em exercício Otaviano Pivetta, na sede do governo estadual. Os dois discutiram pautas conjuntas entre os governos federal e estadual nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

“Esse é um governo que entende a importância de apoiar a ciência, e estamos aqui para construir juntos soluções estruturantes para Mato Grosso”, afirmou a ministra Luciana Santos durante a reunião.

A visita integra a estratégia do MCTI de fortalecer sua presença institucional na Região Centro-Oeste, com foco na sustentabilidade, na transformação digital e na inovação aplicada ao desenvolvimento regional.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Cemaden lidera relatório da ONU que mostra América Latina mais quente, com secas, enchentes e perda acelerada de geleiras

A América Latina e o Caribe estão enfrentando um cenário de extremos climáticos cada vez mais intensos, com registros de ondas de calor recordes, enchentes, secas prolongadas e perda acelerada de geleiras andinas. O alerta está no relatório Estado do Clima na América Latina e Caribe 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento foi apresentado em Brasília (DF), pelo coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e climatologista, José Marengo.  

Pela primeira vez, o lançamento regional do documento ocorreu no Brasil, em evento no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esta é a sexta edição do relatório, coordenada por Marengo em parceria com serviços meteorológicos de países latino-americanos e caribenhos. 

Segundo o documento, 2025 ficou entre os anos mais quentes já registrados na região, com temperaturas até 3°C acima da média histórica em diversas áreas da América Latina e do Caribe. O relatório também aponta que o ritmo de aquecimento registrado de 1991 a 2025 é o mais intenso desde o início das medições, em 1900. 

“Esses dados não são projeções distantes. Eles mostram uma realidade climática que já afeta diretamente a economia, os ecossistemas e a vida das pessoas”, afirmou Marengo durante a apresentação. 

O relatório reúne uma sequência de eventos extremos registrados ao longo do último ano. No México, junho de 2025 foi o mês mais chuvoso da história do país, enquanto a seca chegou a atingir até 85% do território simultaneamente. Enchentes no Peru e no Equador afetaram mais de 110 mil pessoas. 

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O documento alerta que o derretimento acelerado das geleiras andinas ameaça o abastecimento de água de cerca de 90 milhões de pessoas, além da geração de energia e da agricultura em períodos secos. 

O oceano também está mudando rapidamente. Segundo a OMM, o nível do mar sobe mais rápido que a média global em partes do Caribe e da costa norte da América do Sul, aumentando riscos para cidades costeiras, infraestrutura e turismo. 

Entre os eventos extremos destacados no relatório está o furacão Melissa, primeiro na Categoria 5 a atingir a Jamaica desde o início dos registros históricos. O fenômeno provocou 45 mortes e prejuízos estimados em US$ 8,8 bilhões — valor equivalente a mais de 40% do PIB jamaicano. 

Ciência brasileira no monitoramento climático 

O relatório da OMM também destaca o papel do Cemaden como referência regional em monitoramento de desastres e secas. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o centro opera 24 horas por dia e mantém uma rede com mais de 3 mil equipamentos de monitoramento de chuvas, além de acompanhar os impactos das secas nos 5.571 municípios brasileiros. 

A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, afirmou que os dados produzidos pelo centro ajudam governos locais e federal a antecipar riscos e planejar ações de prevenção. “As informações geradas pelo Cemaden subsidiam ações concretas de preparação e redução de riscos de desastres”, afirmou. 

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Além das chuvas e secas, o centro monitora incêndios florestais, impactos sobre a agricultura e vulnerabilidades sociais em áreas de risco. 

Agricultura e adaptação climática 

Durante o evento, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, destacou a importância do monitoramento climático para o planejamento agrícola e lembrou que o Brasil mantém políticas voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono desde 2010, com o Plano ABC.  

“O Cemaden faz monitoramento e emite alertas de forma ininterrupta, mas esse trabalho de produzir conhecimento e dados é também extremamente importante”, disse. Segundo ele, a meta do ciclo 2021–2030 é incorporar mais 50 milhões de hectares em sistemas produtivos sustentáveis e mitigar 1,1 gigatonelada de CO₂ equivalente. 

A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia Sena, reforçou que relatórios científicos são fundamentais para orientar políticas públicas e ampliar a percepção sobre os impactos das mudanças climáticas. “O governo quer que esse documento, feito pelo meio científico, sirva para que cada vez mais pessoas reconheçam e acreditem no alerta de que as mudanças climáticas vão causar muitos desastres”, afirmou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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