TECNOLOGIA

MCTI firma parceria com Serpro e empresa chinesa para desenvolvimento de inteligência artificial no Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou, nesta sexta-feira (10), um protocolo de intenções com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a empresa chinesa iFlytek para impulsionar o desenvolvimento de soluções em inteligência artificial (IA) no Brasil. A cerimônia ocorreu na sede do Serpro, em Brasília (DF), e integra a agenda de cooperação estratégica entre Brasil e China nas áreas de transformação digital e inovação tecnológica. 

A iniciativa fomenta a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de IA adaptadas ao contexto brasileiro, fortalece a autonomia tecnológica nacional e amplia a integração entre governo, setor produtivo e academia. O protocolo também prevê aplicações voltadas à melhoria de serviços públicos e ao desenvolvimento econômico, com impacto direto na digitalização do Estado e na modernização produtiva. 

O escopo da cooperação está estruturado em três eixos principais: pesquisa e desenvolvimento, capacitação de recursos humanos e infraestrutura tecnológica. Entre as iniciativas previstas estão o desenvolvimento de modelos de IA adaptados ao português brasileiro; sistemas de tradução automática e acessibilidade; soluções em cibersegurança; e a criação de plataformas interoperáveis de dados e ambientes de nuvem segura. 

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O ministro substituto do MCTI, Luis Fernandes, destacou a importância do acordo para garantir o avanço tecnológico do País. “O mundo está passando por uma revolução tecnológica, e não podemos ficar reféns de tecnologia estrangeira. Com essa parceria, aumentamos a soberania digital do Brasil e damos um passo importante para o futuro”, afirmou.  

Além disso, o acordo prevê ações de intercâmbio de pesquisadores, além de promoção de cursos, treinamentos e visitas técnicas. O objetivo é fortalecer a formação de profissionais e ampliar a capacidade nacional em tecnologias digitais avançadas. Para o presidente do Serpro, Wilton Mota, a parceria com o país oriental trará importantes impactos para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. “Temos desafios que a China já venceu, então estamos empolgados com a possibilidade não apenas da aquisição de tecnologia, mas também de promover a troca de conhecimento”, analisou.  

O vice-presidente da iFlytek, Ji Lin, destacou o Brasil como parceiro estratégico para a empresa chinesa. Segundo ele, o Brasil reúne condições favoráveis para acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras. “Estamos muito felizes com essa parceria. Reconhecemos no Brasil um grande potencial para o desenvolvimento de tecnologias e o fortalecimento no ambiente digital internacional”, observou. 

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A parceria está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia 2024-2028) e às diretrizes da cooperação bilateral entre Brasil e China, incluindo a implementação do Centro China-Brasil de Cooperação em Aplicações em Inteligência Artificial. Nesse contexto, o acordo representa mais um passo na consolidação de uma agenda conjunta voltada ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas e à redução de dependências externas. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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