TECNOLOGIA
MCTI e Softex lançam Programa CI Expert para capacitar profissionais em microeletrônica
A microeletrônica vem ganhando cada vez mais protagonismo na economia global. Para impulsionar a competitividade da indústria brasileira, reduzir a dependência da importação de semicondutores e suprir a demanda por profissionais qualificados, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Softex anunciaram nesta quarta-feira (9), na Universidade de Brasília (UnB), o lançamento do Programa CI Expert. Representaram o MCTI no evento o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, Hamilton José Mendes da Silva, e o coordenador-geral de Tecnologias em Semicondutores, Alessandro Augusto Nunes Campos.
Com o objetivo de capacitar 468 profissionais nas áreas de microeletrônica e semicondutores, a iniciativa oferece formação especializada no desenvolvimento de circuitos integrados e na implementação de chips. De abrangência nacional, o programa terá foco especial nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, contribuindo para a descentralização e o fortalecimento da indústria de alta tecnologia no país. Visando ampliar a inclusão e a diversidade de gênero no setor, 30% das vagas serão destinadas a mulheres, incentivando sua capacitação e uma maior representatividade no campo da microeletrônica e semicondutores.
“Com essa iniciativa, damos um passo firme rumo à soberania digital do país. A capacitação de profissionais de TI é fundamental para que o Brasil desenvolva soluções próprias, reduza sua dependência tecnológica e se posicione com mais força no cenário global da inovação”, enfatiza a ministra da Ciência Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
O programa será executado em parceria com importantes instituições acadêmicas e de pesquisa, como o Instituto de Gestão, Redes Tecnológicas e Energias (IREDE), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).
O modelo pedagógico combina formação teórica e prática, incluindo atividades hands-on, projetos aplicados e imersão em empresas do setor. Com duração de 24 meses, o programa contará com um corpo docente especializado, laboratórios de ponta e parcerias estratégicas com empresas nacionais e internacionais do segmento de semicondutores para a absorção dos profissionais capacitados.
“A microeletrônica é um setor estratégico para o desenvolvimento tecnológico do Brasil, que tem potencial para se tornar um polo estratégico no setor. A capacitação de profissionais altamente qualificados é essencial para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional. O Programa CI Expert contribuirá significativamente para a formação de especialistas que contribuirão decisivamente para a inovação e competitividade da indústria nacional”, destaca Ruben Delgado, presidente da Softex.
O programa CI Expert é direcionado a acadêmicos, técnicos e profissionais que atuam ou desejam atuar na área de microeletrônica e setores correlatos. O público-alvo inclui alunos de graduação e graduados em cursos como Engenharia Elétrica, Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Análise de Dados, Engenharia de Telemática, Estatística, Engenharia de Automação, Engenharia Física, Física, Matemática, Engenharia Mecatrônica, entre outros. Os interessados passarão por um processo seletivo criterioso de forma a assegurar a aderência dos selecionados aos objetivos da formação.
Estratégico para a economia nacional e para o desenvolvimento tecnológico do país, este setor, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (ABISEMI) registra faturamento anual superior a US$ 1 bilhão, acumula investimentos de US$ 2,5 bilhões em infraestrutura produtiva, máquinas e equipamentos, e investimentos superiores a R$ 800 milhões em P&D, gerando patentes e conhecimento estratégico no Brasil.
As inscrições serão abertas em breve. Para mais informações sobre o CI Expert, visite http://ciexpert.softex.br.
TECNOLOGIA
Brasil encerra ciclo do Primeiro Relatório Bienal de Transparência
O Brasil participou na quarta-feira (10), em Bonn, na Alemanha, da primeira parte da terceira sessão do Grupo de Trabalho de Consideração Multilateral Facilitada do Progresso (FMCP, na sigla em inglês) promovido pelo Secretariado da Convenção do Clima. Participaram também Azerbaijão, Turquia e Austrália. Até sexta-feira (12), 37 países participam do encontro técnico que permite o compartilhamento de experiências, desafios e oportunidades na elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, em atendimento ao Artigo nº 13 do Acordo de Paris.
Com o diálogo multilateral, o Brasil encerra o ciclo do seu Primeiro Relatório Bienal de Transparência, submetido à Convenção do Clima em 2024 e revisado por especialistas técnicos internacionais em maio de 2025. A coordenação dos relatórios de transparência do Brasil é efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima.
A presidente da 64ª sessão do Órgão Subsidiário (SBI) da UNFCCC, Julia Gardiner, destacou importância do encontro pela quantidade de países e pela representação política com a participação de autoridades de alto nível. Representando o Secretariado da UNFCCC, do diretor sênior, Daniele Violetti, enfatizou a importância dos relatórios de transparência para a estratégia dos países, sinalizando as lacunas e o suporte necessário para avançar na ação climática.
De acordo com dados do Secretariado da Convenção do Clima, 133 países submeteram seus primeiros BTRs e 82 passaram por revisão técnica de especialistas.
Na abertura, o presidente da COP30, André Correa do Lago, que falou em nome do Brasil, destacou o papel da transparência climática na implementação do Acordo de Paris. “Transparência é indispensável para implementação e tem papel essencial na construção de confiança”, afirmou o embaixador. “Dá previsibilidade”, complementou.
Os relatórios de transparência são importantes para aumentar ambição climática, à medida que concentram informações para o acompanhamento do progresso das ações climáticas, em especial da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), e a prover dados sobre as reais necessidades, em termos técnicos e financeiros, para que o país avance na agenda.
“Sem transparência, as metas são apenas promessas. Com transparência, as metas se tornam trajetórias verificáveis. Nesse sentido, o MCTI vem se esforçando cada vez mais para que nós tenhamos um sistema nacional de transparência climática robusto, apoiando o Brasil”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.
Perguntas e respostas
Durante o diálogo, representantes de países e organizações observadoras fizeram perguntas aos países sobre as políticas climáticas adotadas, os sistemas e estratégias de financiamento para estimular atividades de baixo carbono, entre outras questões. Antes da sessão presencial, os países também receberam questionamentos, cujas respostas estão publicadas no site da UNFCCC junto com apresentação que resume os principais aspectos do Primeiro Relatório Bienal de Transparência.
O Brasil está preparando o Segundo Relatório Bienal de Transparência, que deve ser submetido à UNFCCC em 2026.
Clique aqui e entenda o ciclo completo do BTR.
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