TECNOLOGIA
MCTI é homenageado na SBPC e ganha selo comemorativo dos Correios
Os filatelistas já podem reservar um novo espaço em suas coleções. A partir desta segunda-feira, 14, os Correios disponibilizam um selo em comemoração aos 40 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que poderá ser utilizado também para o envio de cartas simples em todo o Brasil.
Com isso, o MCTI passa a integrar o acervo de selos institucionais dos Correios, que, por meio da arte postal, eterniza momentos e instituições marcantes da história do país.
O selo foi lançado oficialmente pelo superintendente estadual dos Correios em Pernambuco, Ricardo Santos, durante sessão especial da 77ª Reunião Anual da SBPC. A obliteração — carimbo exclusivo criado para marcar a data — foi feita pela ministra Luciana Santos, com o registro de “14 de julho de 2025” e a cidade do Recife. O selo e o carimbo têm a marca dos 40 anos do MCTI e trazem uma imagem inspirada na estrutura do Sirius, o importante acelerador de partículas brasileiro, localizado em Campinas (SP).
“Este selo não apenas presta uma homenagem, mas também serve de inspiração às novas gerações para reconhecer o valor da ciência e da inovação. Que ele viaje por todo o Brasil levando consigo a marca de um ministério que acredita no poder transformador da ciência”, destacou o superintendente.
A sessão especial ocorreu no Salão Nobre da Reitoria da UFRPE e contou com a presença da ministra Luciana Santos; do presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro; da reitora da UFRPE, Maria José de Sena; do ex-ministro Sérgio Rezende; do presidente da Finep, Luiz Antônio Elias; e do deputado federal Pedro Campos. Todos obliteraram e assinaram uma cartela com o selo, que será incorporada ao acervo histórico dos Correios. O público também recebeu uma cópia do selo comemorativo.
HISTÓRIA DE RESISTÊNCIA
Apesar do clima de celebração, Luciana alertou sobre a importância de manter a luta viva, relembrando os tempos recentes de contingenciamentos e negacionismo.
“Hoje, estamos superando, principalmente com a recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com mais investimentos nos projetos Sirius e Orion, realização de concurso público e o desenvolvimento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.”
O ex-ministro Sérgio Rezende relembrou outros tempos sombrios, os da ditadura militar, quando participou junto de toda a comunidade científica dos debates, mesmo sob o olhar da repressão, para a criação do ministério. Ele lembrou também que a SBPC, em 1977, quase teve uma reunião impedida.
Luciana destacou o nascimento do MCTI no contexto da redemocratização e a visão estratégica de Renato Archer, primeiro ministro da pasta, ao reconhecer a ciência como vetor de soberania e desenvolvimento.
SOBERANIA NACIONAL
O deputado Pedro Campos agradeceu as homenagens a seu pai, Eduardo Campos, morto em 2014, e ressaltou sua gestão no MCTI, destacando avanços em biocombustíveis, a aprovação da Lei da Biossegurança e o apoio aos programas nuclear e espacial. Eduardo Campos foi ministro da pasta entre 2004 e 2005.
Pedro defendeu a criação de leis que garantam recursos permanentes para ciência, tecnologia e inovação: “Vivemos tempos em que a sociedade precisa da ciência. E não existe soberania nacional sem ciência e sem consciência”, disse.
Luiz Antônio Elias, presidente da Finep, destacou o esforço do presidente Lula em compreender ciência e tecnologia como motores centrais para o desenvolvimento. “Para o presidente Lula, investir em conhecimento é investir na soberania do Brasil, na geração de empregos, na educação, na saúde, na reindustrialização e na preservação ambiental.”
Assista aqui a íntegra da sessão especial
40 ANOS DO MCTI
A abertura oficial da 77ª Reunião Anual da SBPC, no domingo, 13, também celebrou os 40 anos do MCTI, com ênfase na reconstrução das políticas públicas e no fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O evento, sediado na Universidade Federal Rural de Pernambuco, conta ainda com uma grande exposição multimídia montada para contar a história do MCTI, que fica aberta para visitação até 19 de julho.
Com o tema “Progresso é Ciência em Todos os Territórios”, a reunião conta com mais de 300 atividades gratuitas, entre conferências, debates, oficinas e apresentações culturais.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
-
Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
-
Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
-
Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
-
Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
-
Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
-
Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
-
CUIABÁ6 dias atrásCuiabá celebra 307 anos com público recorde e valorização cultural
-
MATO GROSSO4 dias atrásDa montagem das chapas ao embate eleitoral: o que já está em jogo nestas eleições de 2026
-
Sinop7 dias atrásPrefeitura de Sinop retoma agenda sobre Zona de Processamento de Exportação na próxima semana
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásSafra de laranja cresce, mas greening e seca causam prejuízos
-
Sinop4 dias atrásSinop apresenta atrativos turísticos a visitantes nacionais e internacionais e reforça potencial do setor
-
POLÍTICA MT2 dias atrásJustiça determina que Presidente promova a imediata recondução de vereadora ao cargo
-
SAÚDE6 dias atrásMinistério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásCom a colheita terminando, Mapa regulamenta o vazio sanitário já a partir de 1º de julho
