TECNOLOGIA

MCTI desembarca em Pernambuco para transformar Recife na Capital da Ciência

De 13 a 19 de julho, Recife, que já é uma cidade efervescente, diversa e multicultural, passa a ser também a Capital da Ciência Brasileira. Durante sete dias, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) desembarca no município para a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, maior evento científico da América Latina, que será realizada no campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Ao longo da semana, a população pernambucana poderá conhecer de perto as ações desenvolvidas pelo MCTI e suas unidades vinculadas na ExpoT&C, uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) que ocorre durante as Reuniões Anuais da SBPC. 27 das 29 instituições ligadas ao Ministério estarão presentes, apresentando seus principais projetos e resultados, além de institutos de pesquisa, agências de fomento e setor empresarial, com as mais novas tecnologias e inovações desenvolvidas no país.

A exposição agrada a todos os públicos, com atividades interativas e lúdicas. Os projetos apresentados vão desde a preservação da biodiversidade amazônica ao monitoramento de desastres naturais, passando pela produção de mudas micropropagadas para agricultura sustentável, pesquisa em inteligência, tecnologias espaciais, até sobre o uso da palma forrageira (Opuntia sp.) como ingrediente para a produção de alimentos saudáveis e próprios ao consumo humano.

Um dos grandes exemplos é o Planetário Inflável do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), órgão vinculado ao MCTI. O equipamento consiste em uma cúpula inflável onde são simuladas imagens do céu noturno visto da Terra, oferecendo ao espectador a oportunidade de compreendê-lo melhor. A surpresa é poder observar, através da simulação,o céu no período da noite sem poluição atmosférica ou excesso de luzes, fatores que impedem a visualização da imensa quantidade de estrelas.

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Outro ação que também desperta a atenção do público é o trabalho do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), também vinculado ao MCTI. Com sede no Recife, o Cetene desenvolve mudas micropropagadas na Biofábrica Governador Miguel Arraes, produzindo plantas de interesse econômico e social, em larga escala, para região Nordeste. Sua principal técnica é a cultura de tecidos vegetais, através da micropropagação, resultando em mudas de alta qualidade, resistentes e livres de pragas, doenças e contaminantes do solo.

Na ExpoT&C, o MCTI também promoverá  palestras e debates em um auditório montado no próprio espaço, além de uma exposição sobre os 40 anos da pasta, completados este ano.  O Ministério também marcará presença na SBPC Jovem, espaço voltado, sobretudo, para estudantes e professores da educação básica, com o estande do Pop Ciência, programa estratégico dedicado à popularização da ciência. A exposição receberá visitas de escolas, mas também estará aberta ao público, com entrada gratuita, de segunda a sábado.

Ministra Luciana Santos na SBPC

A atuação da ministra Luciana Santos no comando do MCTI tem sido marcada pelo fortalecimento da pesquisa nacional, da inovação e da popularização da ciência. Pernambucana e à frente de uma das pastas estratégicas do governo federal, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação participa, no domingo (13), da Sessão Solene de abertura da 77ª Reunião Anual da SBPC. A cerimônia será realizada a partir das 17h30, no Teatro do Parque, que fica localizado na Rua do Hospício, 81 – Boa Vista, Recife.

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A ministra também cumpre quatro agendas de destaque na programação geral do evento. A primeira é a abertura da ExpoT&C, montada na UFRPE, na segunda-feira (14), às 08h. Em seguida, ela realiza a Conferência, tradição reservada aos titulares do MCTI, às 10h. Ainda na segunda, participa da Sessão Especial em homenagem aos 40 anos do MCTI. O ato ocorrerá no Salão Nobre, localizado no prédio central da Reitoria. A ministra também marca presença em mesa da SBPC Mulher, uma das novidades este ano que abordará questões de gênero, raça/etnia, classe social, geração entre outras, nas suas relações com as políticas públicas, especialmente de educação, ciência e tecnologia.

Temas abordados

Durante a SBPC, o MCTI promoverá debates de temas como ciência aberta, infraestrutura de pesquisa, polos de inovação, transição energética, Amazônia, comunicação científica, tecnologia social e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. As discussões reforçam o papel do ministério na formulação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação.

Para conferir a programação completa da SBPC, acesse sbpc.ufrpe.br/principal

Confira fotos da 76ª SBPC, realizada em Belém-PA, em 2024: FOTOS SBPC

Fotos do MCTI – www.flickr.com/photos/sintonizemcti

Contatos para entrevistas:

Ana Santos –  (61) 99822-6549

Mariana Leite –  (81) 99791-0667

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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