TECNOLOGIA

Brasil oficializa julho como Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento

A partir deste ano, julho passa a ser o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento. As competições são apoiadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e fazem parte do sistema de popularização da ciência. A Lei nº 15.331/2026, que estabelece a data foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (8). 

Em 2025, foram mais de 26 milhões de crianças e adolescentes participantes das olimpíadas. As competições científicas e educacionais são voltadas a estudantes do ensino fundamental e médio e, em alguns casos, da graduação de escolas e faculdades públicas e privadas.  

Atualmente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, existem cerca de 130 olimpíadas de diversas áreas do conhecimento, como matemática, ciências da natureza, astronomia e história.  

Além da comemoração do Dia Nacional da Ciência, em 8 de julho, a escolha do mês fundamenta-se também no marco histórico para o País quando, em 20 de julho de 1981, o estudante Nicolau Corção Saldanha, de 17 anos, conquistou a medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática. 

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Para o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, a instituição do mês é de extrema importância. “Esse é o grande momento para a ciência do País. Quanto mais a gente reforçar a divulgação científica e a popularização da ciência, mais vamos conseguir avançar com o projeto de desenvolvimento nacional. 

A diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, Juana Nunes, complementa: “As olimpíadas científicas estimulam nossos jovens a encontrar sua vocação na ciência, melhoram a aprendizagem de uma maneira divertida a partir do interesse do estudante”.  

A coordenadora-geral de Popularização da Ciência e Tecnologia, Luana Bonone, também considera que as olimpíadas cumprem um papel de aproximação e encantamento dos jovens pelo universo científico. “As olimpíadas científicas são um espaço onde as pessoas descobrem novos interesses, conhecem novas pessoas e lugares, uma atividade que não só contribui para melhoria do desempenho escolar, como abre horizontes, constituindo, portanto, um instrumento de educação científica e cidadã.”  

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Promovidas ao longo de todo ano, cada olimpíada científica tem site e processo seletivo específicos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Brasil encerra ciclo do Primeiro Relatório Bienal de Transparência

O Brasil participou na quarta-feira (10), em Bonn, na Alemanha, da primeira parte da terceira sessão do Grupo de Trabalho de Consideração Multilateral Facilitada do Progresso (FMCP, na sigla em inglês) promovido pelo Secretariado da Convenção do Clima. Participaram também Azerbaijão, Turquia e Austrália. Até sexta-feira (12), 37 países participam do encontro técnico que permite o compartilhamento de experiências, desafios e oportunidades na elaboração dos Relatórios Bienais de Transparência, em atendimento ao Artigo nº 13 do Acordo de Paris.

Com o diálogo multilateral, o Brasil encerra o ciclo do seu Primeiro Relatório Bienal de Transparência, submetido à Convenção do Clima em 2024 e revisado por especialistas técnicos internacionais em maio de 2025. A coordenação dos relatórios de transparência do Brasil é efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima.

A presidente da 64ª sessão do Órgão Subsidiário (SBI) da UNFCCC, Julia Gardiner, destacou importância do encontro pela quantidade de países e pela representação política com a participação de autoridades de alto nível.  Representando o Secretariado da UNFCCC, do diretor sênior, Daniele Violetti, enfatizou a importância dos relatórios de transparência para a estratégia dos países, sinalizando as lacunas e o suporte necessário para avançar na ação climática.

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De acordo com dados do Secretariado da Convenção do Clima, 133 países submeteram seus primeiros BTRs e 82 passaram por revisão técnica de especialistas.

Na abertura, o presidente da COP30, André Correa do Lago, que falou em nome do Brasil, destacou o papel da transparência climática na implementação do Acordo de Paris. “Transparência é indispensável para implementação e tem papel essencial na construção de confiança”, afirmou o embaixador. “Dá previsibilidade”, complementou.

Os relatórios de transparência são importantes para aumentar ambição climática, à medida que concentram informações para o acompanhamento do progresso das ações climáticas, em especial da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), e a prover dados sobre as reais necessidades, em termos técnicos e financeiros, para que o país avance na agenda.

“Sem transparência, as metas são apenas promessas. Com transparência, as metas se tornam trajetórias verificáveis. Nesse sentido, o MCTI vem se esforçando cada vez mais para que nós tenhamos um sistema nacional de transparência climática robusto, apoiando o Brasil”, afirmou o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.

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Perguntas e respostas

Durante o diálogo, representantes de países e organizações observadoras fizeram perguntas aos países sobre as políticas climáticas adotadas, os sistemas e estratégias de financiamento para estimular atividades de baixo carbono, entre outras questões. Antes da sessão presencial, os países também receberam questionamentos, cujas respostas estão publicadas no site da UNFCCC junto com apresentação que resume os principais aspectos do Primeiro Relatório Bienal de Transparência.

O Brasil está preparando o Segundo Relatório Bienal de Transparência, que deve ser submetido à UNFCCC em 2026.

Clique aqui e entenda o ciclo completo do BTR.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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