TECNOLOGIA

Bolsas de Produtividade: CNPq divulga resultado preliminar da chamada 2024

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou o resultado preliminar da chamada de Bolsas de Produtividade 2024. O anúncio destaca a ampliação e expansão de uma das mais tradicionais políticas públicas de fomento à ciência, tecnologia e inovação do país. Foram mais de 1.000 novas bolsas e 1.555 bolsistas contemplados pela primeira vez, o equivalente a 25% do total de aprovados.

Ao todo, foram aprovados, 6.037 bolsistas: 5.617 em Produtividade em Pesquisa (PQ, correspondente a 40% da demanda); 84 em Produtividade em Pesquisa Senior (PQ-Sr, 55% da demanda); e 336 em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (28% da demanda).

A expansão se deve ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com investimento total de R$ 466,7 milhões, o valor representa um aumento de aproximadamente 50%, cerca de R$ 160 milhões em relação ao ano anterior.

“O edital de bolsas de produtividade tem sido ampliado e aprimorado, porque entendemos seu papel na valorização dos pesquisadores e pesquisadoras e na produção de alta qualidade do nosso país”, enfatizou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

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O resultado também indica a concessão de 1.009 bolsas além do previsto, promovendo uma renovação significativa no quadro atual de cerca de 16 mil bolsistas ativos. Entre as bolsas PQ e PQ-Sr aprovadas, 7,5% são de nível A, 12% de nível B e 80,5% de nível C. Para as bolsas DT, os percentuais foram, respectivamente, de 1%, 12% e 87%.

Segundo o diretor científico do CNPq, Olival Freire Jr, o programa de bolsas de pesquisas tem cinquenta anos de existência e tem sido decisivo para o avanço da produção científica e tecnológica brasileira. “Seu reforço e aprimoramento corresponde à necessidade de apoio aos nossos melhores cientistas. Somando-se a essas 1000 novas bolsas o incremento de 500 bolsas em 2023, totalizamos agora quase 10% de ampliação do número total de bolsistas de produtividade, uma ampliação significativa na história recente do país”, pontuou.

Entre os novos bolsistas, 40% são mulheres, superando a média histórica de aprovação e refletindo o compromisso com a equidade de gênero. Também houve um crescimento de 24% na participação de pesquisadores pretos, pardos, indígenas e amarelos, com destaque para os aumentos entre pardos (29%) e pretos (33%).

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Com informações do CNPq

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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