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Especialistas de renome nacional debatem eficácia das decisões dos tribunais de contas em seminário do TCE-MT

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Autoridades, especialistas e agentes do controle externo de todo o país se reuniram no seminário “Eficácia das Decisões dos Tribunais de Contas”, nesta quinta-feira (11). Realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Na sexta-feira (12), estarão à frente dos debates o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo da Fonseca e Alberto Faria e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Bruno Dantas.

“Estamos elevando nossas capacitações a um novo patamar de conhecimento.  Em 2012 desenvolvemos um grande programa para garantir a especialização em nível MBA para todos, mas isso já passou. Agora nossos técnicos estão passando para o mestrado e doutorado, e é aí que o Tribunal vem fazendo diferença ao prestar este serviço”, explicou o presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli. 

Na abertura do evento, o conselheiro reforçou o compromisso com as diretrizes de sua gestão, que tem como meta garantir aos servidores públicos os instrumentos necessários para uma atuação de excelência, refletindo na qualidade e eficiência de toda a gestão pública. O trabalho é desenvolvido pela Escola Superior de Contas, sob supervisão do Conselheiro Waldir Teis, que mediou um dos painéis. 

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Em sua palestra, o professor-doutor Freddie Didier Júnior abordou o “Panorama sobre o Código de Processo de Controle Externo de Mato Grosso”, lançado pelo presidente na ocasião. “Não há nada semelhante a isso no Brasil. Mesmo a Lei Federal que traz o processo do Tribunal de Contas da União, não se compara a essa do estado de Mato Grosso. Agora o âmbito federal também terá se inspirar nesta iniciativa”, disse.

Já o professor-doutor Gianpaolo Poggio Smanio, tratou sobre a Atuação Preventiva nos Tribunais de Contas. “Esta atuação é mais efetiva. Ela busca economia de gastos no setor público, mas também do próprio órgão controlador, porque quanto mais litígio, quanto mais processo, mais gasto se tem.  Um dos pontos para esta prevenção são as capacitações, como esta que está sendo realizada aqui.”

Por sua vez, o professor-doutor Rafael Campos Soares da Fonseca, palestrou sobre o Controle das Decisões dos Tribunais de Contas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Fiz um recorte a partir de um tema ainda pouco explorado, que é a interação entre o Poder Judiciário e o Tribunal de Contas de um modo geral, fazendo uma breve discussão sobre o que é efetividade no Direito Brasileiro.”

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O primeiro dia de seminário foi concluído com a palestra “Os Tribunais de Contas e Suas Decisões como Instâncias de Governança e Integridade na Administração Pública”, da professora Cíntia Brunetta. 

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Voltada à agentes do controle externo de todo o país, a iniciativa foi elogiada por autoridades que compareceram à abertura do evento, como o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Cezar Miola; a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva e o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior. 

O Seminário é Fruto de parceria com a Escola de Direito da Alfa Educação (Unialfa – Fadisp) e está sendo transmitido ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube. Também participaram da abertura os conselheiros Waldir Teis, Gonçalo Domingos de Campos Neto, Sérgio Ricardo, Guilherme Antonio Maluf e o procurador-geral do Ministério Público de Contas de Mato Grosso (MPC-MT), Alisson de Alencar.

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Fonte: TCE MT – MT

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TCE aprova contas de 2025 da gestão Mauro e destaca avanços em segurança e educação

Parecer do Tribunal de Contas reconhece superávit de R$ 3,4 bilhões, maior resultado financeiro dos últimos cinco anos e cumprimento dos limites constitucionais

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável às contas de governo de 2025, último exercício completo da gestão Mauro Mendes à frente do Governo do Estado. O voto do relator, conselheiro José Carlos Novelli, foi aprovado por unanimidade pelo Plenário.

Entre os principais resultados apontados pelo Tribunal estão um saldo positivo de R$ 3,4 bilhões nas contas do Estado e R$ 9,7 bilhões disponíveis em caixa, maior valor dos últimos cinco anos. O relatório também destacou que Mato Grosso terminou 2025 com as contas equilibradas e uma situação financeira positiva de R$ 5,5 bilhões em relação às dívidas.

O relatório também reconheceu o cumprimento dos principais limites constitucionais e legais. Mato Grosso destinou 26,73% da receita para a Educação, acima do mínimo de 25%, e 17,47% para a Saúde, enquanto o limite para despesas com pessoal ficou em 45,54%, abaixo do teto de 60% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Para o candidato ao Senado, Mauro Mendes, o resultado é consequência de uma gestão baseada em planejamento, responsabilidade com o dinheiro público e capacidade de transformar o equilíbrio das contas em investimentos que chegam diretamente à população.

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“Quando se trabalha com seriedade, planejamento e responsabilidade, os resultados aparecem. Nós organizamos as contas do Estado para poder fazer aquilo que realmente importa: investir. Fizemos os maiores investimentos em obras e ações da história de Mato Grosso, levando serviços, infraestrutura e melhorias para perto da casa do cidadão, em todas as regiões”, afirmou Mauro.

Em 2025, a receita arrecadada pelo Estado chegou a R$ 42,6 bilhões, valor 15,16% superior à previsão inicial. O resultado financeiro, segundo o TCE, demonstra a capacidade fiscal acumulada pelo Estado ao final do exercício.

O parecer do conselheiro Novelli também registrou resultados positivos em áreas específicas das políticas públicas. Na segurança, houve redução dos homicídios e dos roubos de veículos. Na educação, os dados disponíveis apontaram melhora nos índices do Ideb. Já a cobertura geral de abastecimento de água ficou acima da média nacional. Na previdência estadual, houve redução de 6,01% no déficit atuarial da MT Prev, que terminou o exercício em R$ 58,3 bilhões.

“O Estado encerrou o exercício com resultado orçamentário ajustado positivo, elevada disponibilidade financeira, endividamento sob controle e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais relativos à educação, à saúde e às despesas com pessoal. Esse cenário evidencia a capacidade fiscal do Governo de sustentar e aprimorar as políticas públicas e os investimentos estaduais”, afirmou Novelli.

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O processo segue agora para julgamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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