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Comissão do TCE-MT emite recomendação à gestão da assistência social

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social (CPSA), apresenta recomendação para que os 141 municípios do Estado de Mato Grosso regulamentem a Política da Assistência Social e dos Benefícios Eventuais por meio de uma única lei no prazo de um ano. As recomendações foram divulgadas nesta quarta-feira (26), durante 2ª Reunião da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Assistência Social (CIB/SUAS/MT).  

De acordo com o presidente da CPSA, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, a regulamentação é fundamental, especialmente considerando os aportes esperados para esta área, como no caso do Cofinanciamento Estadual, cujo valor triplicou em comparação ao ano passado, passando de R$ 9 milhões para R$ 28,3 milhões. 

“A princípio, estamos orientando aos municípios para que tenham regulamentem a política de assistência social para gerenciar estes recursos, propondo a criação de um fundo próprio, de conselhos municipais, legislação e de um planejamento para a assistência. Com isso, o gestor entenderá como direcionar este orçamento para as políticas públicas, fazendo com que os recursos se transformem em ações efetivas para a sociedade”, avaliou.  

Neste sentido, a nota recomendatória prevê que sejam instituídos o Conselho de Assistência Social, o Fundo Municipal de Assistência Social e o Plano de Assistência Social, considerando que estas são condição para recebimento de recursos estadual e federal, conforme a Lei n.º 8.742/1993 e a Lei Estadual n.º 11.664/2022. 

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Além disso, as prefeituras devem contemplar em sua estrutura a Secretaria Municipal de Assistência Social e estabelecer em suas leis municipais os eixos que nortearão as políticas do setor e o Sistema Social e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). 

O conselheiro destacou a relevância do trabalho no país. “O ideal é que futuramente não precise, mas nesta conjuntura, nosso país ainda carece de políticas sociais. Estamos lidando com desemprego, com bolsões de fome, então a as políticas de assistência social são importantes e merecem uma atenção especial por parte do Tribunal, já que muitos gestores não conseguem gerenciar estes recursos.” 

A secretária interina de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, explicou que o apoio do TCE-MT é fundamental para garantir a capacitação aos servidores. “Este envolvimento mostra que o Tribunal tem um olhar não apenas voltado à fiscalização, mas ao acompanhamento e monitoramento. Então a criação da Comissão traz mais segurança aos gestores.” 

O trabalho, na avaliação de Grasielle, vai resultar em atendimento na ponta. “Nosso objetivo é levar política pública de qualidade para atender as pessoas que mais precisam, aquelas que estão em situação de vulnerabilidade. Para isso, precisamos implementar nos municípios a capacitação dos técnicos, para que executem isso da melhor forma e para que as prestações de contas sejam bem-feitas.”  

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Foi o que reforçou a secretária de Assistência Social de Conquista do Oeste, Gabriela Talves. “É importante saber como funciona o aporte para sabermos como ele pode ser aplicado. Há muitos munícipios vulneráveis neste ponto por falta de equipes qualificadas para atender as demandas de cada família, como no caso das indígenas, por exemplo.  Acredito que a partir dessas recomendações, poderemos atender melhor as pessoas.” 

Ao longo do encontro também foram abordados temas relacionados às demandas do Sistema de Justiça na Assistência Social e Escritório Social; a Intersetorialidade entre os Serviços Socioassistenciais e o Programa Ser Família; Perfil SUAS dos municípios de Mato Grosso, e ações de capacitação desenvolvidas pelo Centro de Formação e Atualização dos Profissionais do SUAS – Escola do SUAS MT.

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Fonte: TCE MT – MT

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Sérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints 

Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso reagiu com ataques após receber críticas em publicação sobre o Portão do Inferno; repercussão negativa tomou conta das redes sociais e postagens acabaram apagadas

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, protagonizou uma cena inusitada e polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo criticando a demora nas obras do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. O que era para ser apenas uma manifestação institucional rapidamente virou um bate-boca público com internautas incluindo ataques direcionados a mulheres.

Nas respostas aos comentários, Sérgio Ricardo abandonou o tom institucional esperado de um chefe de órgão de controle e partiu para o confronto direto, utilizando palavras como “idiota”, “imbecil” e “massa de manobra” contra seguidores que questionaram sua atuação e o momento escolhido para criticar a situação da obra.

Uma internauta comentou:

“Mas vc tava onde quando essa baderna começou hein??? Tá um pouco atraso nessa mídia hein”.

Irritado, o presidente do TCE respondeu:

“Sempre estive defendendo os interesses do povo. E você estava onde? Com certeza escondida atrás dessa imbecilidade que demonstra nesta mensagem. Vai estudar. Deixa de ser idiota ou massa de manobra.”

A resposta gerou ainda mais revolta nos comentários. Diversos seguidores passaram a questionar a postura do presidente da Corte de Contas, alegando incompatibilidade entre o cargo ocupado e o comportamento adotado nas redes sociais.

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Outro internauta ironizou:

“Do nada o cara resolveu rodar Mato Grosso”.

Sérgio Ricardo voltou a rebater em tom agressivo:

“Não sou candidato a nada. Não preciso de voto. Estou trabalhando pois é o meu papel. É por causa de gente imbecil igual você que esse estado está desse jeito. Vai procurar o que fazer.”

A repercussão negativa se espalhou rapidamente em páginas políticas e grupos de WhatsApp, principalmente pelo fato de o presidente do TCE ter direcionado ataques a cidadãos comuns e utilizado termos ofensivos contra uma mulher que apenas questionou sua atuação.

Internautas também criticaram o que classificaram como “postura de pré-candidato”, afirmando que Sérgio Ricardo estaria tentando assumir protagonismo político em pautas populares enquanto deixa de agir com a sobriedade exigida pelo cargo que ocupa.

Após a repercussão e o aumento das críticas, publicações e respostas atribuídas ao presidente do TCE passaram a desaparecer das redes, aumentando ainda mais o desgaste do episódio.

Nos bastidores políticos, o caso já é tratado como mais um desgaste de imagem envolvendo agentes públicos que trocam o comportamento institucional por embates pessoais em redes sociais.

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