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Galeria de presidentes do STF recebe fotos da ministra Cármen Lúcia e dos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux

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O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, na noite desta quarta-feira (22), a solenidade de aposição das fotografias da ministra Cármen Lúcia e dos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux na galeria de presidentes da Corte. Autoridades dos três Poderes compareceram à cerimônia, assim como membros da magistratura, da advocacia e do legislativo.

Permanência da instituição

Ao abrir a solenidade, a presidente do STF, ministra Rosa Weber, destacou o simbolismo do ato para manter viva a história do Tribunal, em que se reforça a permanência da instituição ao longo de 194 anos (62 no Império e 132 na República). A ministra lembrou que as fotografias e todo o Salão Branco, onde fica a galeria, foram alvo dos ataques do dia 8 de janeiro.

“Desta galeria, a mensagem que recebemos, como beneficiários de uma herança inestimável a ser sempre celebrada e transmitida, é de respeito e obediência à Constituição e às leis, de aperfeiçoamento da instituição, de culto à Justiça e, sobretudo, de defesa intransigente dos fundamentos éticos e políticos que dão sustentação Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Ministra Cármen Lúcia

Coube ao ministro Alexandre de Moraes fazer o discurso em homenagem à ministra Cármen Lúcia, destacando sua trajetória e sua atuação como presidente (biênio 2016/2018), como relatora de importantes julgamentos. O ministro também destacou a gestão da ministra à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que priorizou ações de combate à violência contra as mulheres e medidas para enfrentar problemas estruturas do sistema penitenciário do país.

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Ao agradecer as palavras do colega, a ministra fez questão de registrar, também, sua gratidão aos responsáveis por sua chegada ao STF: o ministro Sepúlveda Pertence (aposentado), o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o advogado Sigmaringa Seixas, ambos já falecidos.

Ministro Dias Toffoli

O ministro Gilmar Mendes foi quem discursou em homenagem ao ministro Dias Toffoli, destacando que ele foi o ministro mais jovem a chefiar o Poder Judiciário (biênio 2018/2020), depois de ter chefiado a Advocacia-Geral da União (AGU). Gilmar destacou a capacidade de gestão do colega, impulsionada pelo aperfeiçoamento da instituição e pela inovação, e lembrou que Toffoli enfrentou, com grande êxito, o desafio de conduzir a Corte em meio à pandemia da covid-19.

A instauração do Inquérito (INQ) 4781, para combater as fake news e as agressões e ameaças contra ministros da Corte, foi, na opinião do ministro Gilmar, “fundamental para a manutenção da ordem democrática”. Ao agradecer as palavras, Toffoli afirmou que tem muita honra de integrar a galeria, composta por pessoas que nunca compactuaram com nada que fosse contrário à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

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Ministro Luiz Fux

O ministro Luís Roberto Barroso, responsável pelo discurso em homenagem ao ministro Luiz Fux, lembrou a importância de ritos para cultivar a memória institucional do STF e valorizar os que ajudaram a construí-lo. Barroso destacou a vocação pública de Fux, que deixou uma carreira promissora de advogado para se dedicar à causa pública. Além dos grandes julgamentos de que Fux foi relator, lembrou sua atuação na Presidência do Tribunal (biênio 2020-2022) durante a pandemia e de sua defesa firme da democracia, que ajudou a diminuir tensões nos momentos em que ministros da Corte eram injustamente ofendidos.

O ministro Fux agradeceu a homenagem e contou como sua vocação pública foi forjada. Nascido em família exilada da guerra, filho de imigrante, ouviu do pai que deveria trabalhar pelo bem do país que os acolheu e recusar o convite para trabalhar fora do Brasil como advogado de uma empresa multinacional.

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Fonte: STF

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Fachin revoga designação de Moraes no inquérito das fake news e muda condução de novas investigações

Portaria assinada nesta quarta-feira (9) encerra a delegação feita a Alexandre de Moraes em 2019; processos já em andamento terão tratamento distinto e ações penais com denúncia recebida permanecem com o ministro

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, revogou nesta quarta-feira (9) a designação que havia colocado o ministro Alexandre de Moraes na condução do chamado inquérito das fake news, instaurado em março de 2019.

A medida consta da Portaria nº 189, de 9 de setembro de 2026, assinada eletronicamente por Fachin. O ato revoga a parte final da Portaria GP nº 69/2019, que instituiu o Inquérito nº 4.781 e designou Moraes para conduzi-lo.

Na fundamentação, Fachin afirma que a medida busca estabelecer “segurança jurídica e adequada delimitação institucional” no exercício da atribuição prevista no artigo 43 do Regimento Interno do STF.

A decisão representa uma mudança importante no modelo adotado pelo Supremo desde 2019. Naquele ano, a Presidência da Corte instaurou o Inquérito 4.781 e entregou sua condução diretamente a Alexandre de Moraes.

O novo ato, entretanto, não anula automaticamente as decisões e medidas adotadas por Moraes ao longo desses anos. Fachin determinou expressamente a preservação dos atos regularmente praticados enquanto a delegação estava em vigor.

MORAES DEIXA DESIGNAÇÃO DE 2019

O artigo 1º da nova portaria é direto ao estabelecer que “fica revogada, a partir desta data, a designação do Ministro Alexandre de Moraes” constante da parte final da portaria de março de 2019.

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Fachin sustenta que a designação de Moraes constituía uma delegação de atribuição da Presidência do STF, portanto passível de cessação por decisão da própria Presidência.

O presidente do Supremo também menciona o julgamento da ADPF 572, no qual o plenário reconheceu, por maioria, a constitucionalidade da portaria que instaurou o inquérito e da designação de Moraes.

Fachin não declarou ilegal ou inconstitucional a atuação de Moraes. Ao contrário, determinou a preservação dos atos praticados durante a vigência da delegação.

NOVOS PROCEDIMENTOS TERÃO OUTRO CAMINHO

A principal mudança aparece no artigo 2º.

Segundo a portaria, inquéritos, PETs e outros procedimentos de investigação preliminar que estejam em andamento, autuados e distribuídos por prevenção ao Inquérito 4.781, retornarão, no estado em que se encontram, à Relatoria da Presidência do STF.

Após a análise dos autos, a Presidência poderá encaminhá-los à autoridade policial e, na sequência, à Procuradoria-Geral da República (PGR), para eventual oferecimento de denúncia ou requerimento de arquivamento, observados a legislação e o Regimento Interno da Corte.

Na prática, Fachin estabelece um novo fluxo para os procedimentos investigatórios vinculados por prevenção ao inquérito das fake news, retirando deles a manutenção automática da delegação conferida a Moraes em 2019.

AÇÕES PENAIS JÁ ABERTAS CONTINUAM COM MORAES

Há, porém, uma ressalva fundamental na própria portaria.

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Nas ações penais já instauradas e em que a denúncia tenha sido recebida, Alexandre de Moraes continuará com a delegação.

O parágrafo único do artigo 2º determina expressamente que, nesses casos, fica mantida a delegação ao ministro nos termos da Portaria GP nº 69/2019.

Isso significa que a decisão não representa a retirada de Moraes de todos os processos derivados do Inquérito 4.781, nem transfere indiscriminadamente todas as ações que atualmente estão sob sua relatoria.

A mudança alcança a designação geral feita em 2019 e estabelece tratamento específico conforme o estágio de cada procedimento.

ATOS DE MORAES SÃO PRESERVADOS

Fachin também fez questão de resguardar juridicamente o período em que Moraes esteve à frente do inquérito.

No despacho que acompanha a portaria, o presidente do STF determina que, em homenagem à segurança jurídica, à estabilidade dos atos processuais e à confiança legítima na atuação jurisdicional, sejam preservados os atos regularmente praticados durante a vigência da designação.

Com isso, a revogação produz efeitos daqui para frente e não significa, por si só, a anulação das decisões tomadas por Moraes desde 2019.

A Portaria nº 189 estabelece que as novas regras entram em vigor na própria data de publicação, 9 de setembro de 2026.

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