Sinop
Promulgação da PEC 66 traz novo fôlego aos municípios, diz Dorner em Brasília
A nova emenda retira os precatórios federais do limite de despesas primárias do Executivo a partir de 2026; limita o pagamento dessas dívidas por parte de estados e municípios; e refinancia dívidas previdenciárias desses entes com a União. “Estou feliz com essa PEC aprovada, dando fôlego maior aos municípios. Nós, prefeitos, só temos que agradecer”, acrescentou Dorner, que esteve em Brasília, Distrito Federal, junto com outros prefeitos de municípios brasileiros, a convite da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), como Franklin Duarte (Valinhos/SP), Tião Bocalom (Rio Branco/AC), Gilvan Ferreira (Santo André/SP) e Rodolfo Mota (Apucarana/PR)
“Ao estabelecer limites para o pagamento de precatórios pelos municípios, a nova emenda constitucional confere maior previsibilidade às administrações locais e assegura que as obrigações determinadas pela Justiça não resultem no colapso financeiro desses entes federados[…]. Ao mesmo tempo, abre um novo prazo de parcelamento especial de débitos tanto com os seus regimes próprios quanto com o Regime Geral de Previdência Social, dando fôlego às prefeituras e permitindo que possam organizar suas contas com vistas ao equilíbrio atuarial e à sustentabilidade do sistema”, destacou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante a sessão solene de promulgação.
A PEC foi proposta pelo Senado em novembro de 2023 para limitar o pagamento de precatórios pelos municípios, abrir novo prazo para parcelar dívidas previdenciárias municipais e estaduais e promover ajustes fiscais. A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça no Senado e foi remetida à Câmara em agosto de 2024. Em dezembro do mesmo ano, o presidente da Câmara instalou uma Comissão Especial para analisar a PEC com relatoria do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), que apresentou parecer em julho de 2025. A PEC 66/2023 foi aprovada no Senado Federal em 2 de setembro de 2025, mantendo integralmente o texto que havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, sem alterações nos destaques apresentados.
O que são precatórios?
Os precatórios são dívidas da União, dos estados e dos municípios decorrentes de ações judiciais com sentença definitiva. A PEC 66/2023 tira os precatórios, inclusive as requisições de pequeno valor (RPVs), do limite de despesas primárias da União a partir de 2026. Também limita o pagamento dessas dívidas por parte de estados e municípios, além de refinanciar débitos previdenciários desses entes com a União em até 300 parcelas.
Na prática, a medida alivia a situação de estados e municípios ao permitir que paguem dívidas judiciais em parcelas menores e com prazo mais longo. Além disso, ajuda o governo federal a cumprir a meta fiscal (ao retirar parte desses gastos do teto de despesas).
Embora retire os precatórios das despesas primárias em 2026, a PEC 66 acrescenta, a cada ano, a partir de 2027, 10% do estoque de precatórios dentro das metas fiscais previstas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em razão do arcabouço fiscal (Lei Complementar 200, de 2023).
Principais mudanças
Precatórios: Instituição de limites de comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) para pagamento de precatórios, variando de 1% a 5% conforme o estoque da dívida. Serão nove faixas de empenho (em intervalos de 0,5%), com revisão periódica a cada 10 anos. Todas as formas de quitação deverão ser incluídas na apuração anual.
Linha de crédito federal: Criação de mecanismo de crédito para municípios cuja dívida em precatórios ultrapasse a média do limite de comprometimento da RCL dos últimos cinco anos.
Renegociação de dívidas: Possibilidade de parcelamento de débitos com a União (incluindo autarquias e fundações) em até 360 meses, nos moldes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Dívidas previdenciárias poderão ser parceladas em até 300 meses, dando alívio substancial ao caixa municipal.
Indexador da dívida: Atualização dos valores de precatórios pelo IPCA + juros simples de 2% ao ano, sem juros compensatórios, prevalecendo a Selic caso esta seja menor. Isso reduz o ritmo de crescimento dos passivos: com os índices atuais, uma dívida corrigida pelo IPCA dobraria em cerca de 14 anos, enquanto pela Selic dobraria em menos de 5 anos.
DREM – Desvinculação de Receitas: O percentual foi ampliado para 50% até 2026, retornando a 30% entre 2027 e 2032. Isso garante maior autonomia aos gestores para aplicar recursos em áreas prioritárias.
Superávit de fundos: Até 2032, os superávits de fundos municipais poderão ser utilizados em investimentos essenciais em saúde, educação e adaptação às mudanças climáticas.
Negociação com credores: A emenda permite acordos diretos para quitação de precatórios, pagos em parcela única até o fim do ano seguinte, sem incidência de juros ou correção monetária.
Sanções por atraso: Municípios que descumprirem os prazos e limites estabelecidos estarão sujeitos a medidas como sequestro de contas pelo Tribunal de Justiça, impedimento de receber transferências voluntárias e responsabilização do gestor por improbidade administrativa.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
Sinop
Prefeitura de Sinop intensifica fiscalização na Estrada Selene e cobra agilidade na conclusão das obras
A Prefeitura de Sinop intensificou, na tarde desta terça-feira (5), a fiscalização das obras de pavimentação da Estrada Selene e cobrou maior celeridade da empresa responsável pela execução do serviço. A comitiva foi formada pelo prefeito Roberto Dorner, pelo vice-prefeito Paulinho Abreu, pelos secretários Lindomar Guida e Klayton Gonçalves, pelo subsecretário de Obras, Lucinei Amaro, além de equipes técnicas do município e dos vereadores Zezinho Construtor, Ênio da Brígida, Toninho Bernardes e Célio Garcia.
O proprietário da empresa vencedora da licitação foi convidado para acompanhar a vistoria, mas não compareceu. Diante disso, a administração municipal e os parlamentares decidiram convocá-lo para uma reunião na Prefeitura, a fim de definir medidas, solucionar os problemas identificados e estabelecer um cronograma para a conclusão dos trabalhos.
A Estrada Selene é uma importante via de acesso às comunidades rurais da região e desempenha papel fundamental no escoamento da produção agrícola, atendendo desde grandes produtores até agricultores familiares.
A obra foi iniciada em 2024 e contempla a pavimentação de 6,8 quilômetros, com investimento total de R$ 10,4 milhões. Desse valor, R$ 4,2 milhões são provenientes de convênio firmado com o Governo do Estado de Mato Grosso, articulado pelo deputado estadual Dilmar Dal’Bosco em parceria com o vereador Célio Garcia.
Durante a visita, o prefeito Roberto Dorner demonstrou insatisfação com a situação. “A empresa começou o trabalho, mas não tem máquinas. Chamamos o responsável para discutirmos esse problema aqui em cima da estrada, onde está acontecendo a obra, e ele não compareceu, porque tinha outros compromissos. Mas um compromisso dessa natureza, com a Prefeitura e com a comunidade, não se dá a importância? Temos que chamá-lo para resolver esse problema imediatamente”, declarou.
O vice-prefeito Paulinho Abreu destacou que a administração municipal tem cumprido a sua parte. “A Prefeitura está fazendo a parte dela. É uma obra diferenciada, com 50 centímetros de base, e a parte do cascalho a Prefeitura tem atendido, não tem faltado frente para a empreiteira. Mas, infelizmente, vemos que não temos o maquinário necessário para fazer, principalmente a parte de compactação. Logo depois vai vir a capa asfáltica e a nossa preocupação é que eles não coloquem a estrutura necessária. É uma obra que tem causado transtornos para a população, poeira e dificuldades para o transporte agrícola. Queremos que a empreiteira faça a parte dela, por isso estamos aqui cobrando. Estamos no limite das notificações para tomar uma providência: ou a empresa traz o maquinário e dá celeridade à obra ou será feita a rescisão do contrato, em uma medida mais drástica”, apontou.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, ressaltou o trabalho contínuo de fiscalização realizado pelo município e pela Câmara de Vereadores. “Temos fiscais de obras e engenheiros que acompanham a execução diária. Esses apontamentos sobre o andamento das obras são o que acendem os alertas. Também lembramos da fiscalização contínua dos vereadores. Amanhã, vamos convidá-los para participar de uma reunião no gabinete, juntamente com a Câmara de Vereadores e os técnicos, para apontar, a partir dali, um prazo e um formato de decisão, assim como aconteceram nas demais obras, que percebemos a evolução, o andamento e a solução que a sociedade espera”, afirmou.
Fiscalização juntamente com o Poder Legislativo
Os vereadores presentes também se manifestaram sobre a situação encontrada durante a vistoria.
“Saio daqui triste. O proprietário da empresa foi convidado e não compareceu. Esperamos que amanhã ele apareça na Prefeitura para que esse problema seja resolvido de uma vez por todas”, declarou Zezinho Construtor.
“Há dois anos a obra já deveria estar pronta. Empresas vêm de fora, ganham a licitação e fazem isso. A sociedade paga por isso e espera pela obra. Estamos cobrando uma decisão: ou a empresa termina a obra ou devolve o dinheiro e vai embora. Não podemos aceitar esse tipo de situação”, afirmou Ênio da Brígida.
“Essa é uma obra que já está bastante atrasada. Fizemos uma força-tarefa e estamos cobrando não apenas essa obra, mas também outras frentes de trabalho, para que, quando chegar o período de chuvas, Sinop não fique novamente enfrentando problemas. A Estrada Selene merece esse apoio, e a comunidade merece uma solução”, destacou Toninho Bernardes.
O vereador Célio Garcia lembrou a importância da obra e o esforço realizado para a obtenção dos recursos. “Conseguimos, junto com o deputado Dilmar Dal’Bosco, mais de R$ 4 milhões para serem investidos aqui. Evidentemente, está acontecendo essa problemática, e isso nos entristece, porque houve muito trabalho para conquistar esse recurso. O nosso papel, enquanto representantes da população, é continuar cobrando. Se a empresa não dá conta de fazer, infelizmente terá que sair para que outra possa concluir o pavimento asfáltico e trazer mais qualidade de vida para a nossa comunidade”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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