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Prefeitura de Sinop promove oficina para construção do plano de enfrentamento da hanseníase

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu na manhã desta terça-feira (28) uma oficina voltada à construção do plano de enfrentamento da hanseníase. A ação foi organizada pelo Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB) e reuniu profissionais da saúde do município e da região. Com o tema “Hanseníase: que política municipal queremos construir?”, o encontro teve como objetivo discutir estratégias de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.

A oficina buscou ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas ao enfrentamento da doença e também contou com a participação de representantes de movimentos sociais, assistência social, educação e sociedade civil organizada. Durante o encontro, os participantes apresentaram propostas e metas de curto, médio e longo prazo para fortalecer a rede municipal de atendimento.

O secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, falou sobre a importância da oficina e o compromisso da gestão municipal com a humanização dos serviços de saúde. “Estamos discutindo um plano para tratar e enfrentar a hanseníase no nosso município. Sinop, por ser um polo e ter toda a estrutura necessária, realiza essa busca ativa dos pacientes e trabalha para melhorar o atendimento e os serviços prestados. Agora, com a construção desse plano, queremos chegar ainda mais perto do paciente, ouvir a sociedade organizada, os profissionais da área e toda a população de Sinop para entender o que está acontecendo. Essa construção vai ao encontro de um dos pilares da saúde municipal, que é oferecer um atendimento mais humanizado e mais próximo das pessoas”, afirmou.

O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou que o município mantém atenção constante sobre a doença e destacou os objetivos da oficina. “Sinop se destaca há muitos anos no número de casos de hanseníase. Isso não é diferente do cenário estadual e nacional. O objetivo hoje foi reunir diversos segmentos, não apenas da saúde, mas também de outras representações sociais, movimentos sociais, assistência social e educação, para discutir um plano de enfrentamento da doença. Propusemos melhorias relacionadas ao diagnóstico, acompanhamento e desfecho do tratamento junto à população acometida”, disse.

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O coordenador também detalhou os encaminhamentos construídos durante o encontro. “Aqui foram construídas ações e metas de curto, médio e longo prazo, além de propostas que envolvem o funcionamento da rede de atenção, as estruturas físicas e os recursos humanos. Discutimos a qualificação do processo de trabalho, a construção de uma rede de enfrentamento e ações que irão contribuir para fortalecer o combate à hanseníase no município”, explicou.

A oficina contou com a presença da diretora nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Vanessa Wagner, que ressaltou a importância da participação da sociedade civil no enfrentamento da doença. “O Morhan é um movimento social de pessoas atingidas pela hanseníase e possui representantes em todo o Brasil. A sociedade civil tem um papel muito importante em relação às cobranças, à fiscalização, às exigências e às propostas de mudanças na realidade do paciente. Esse é o principal papel do movimento social”, pontuou.

Ela também destacou a necessidade de conscientização sobre a doença e o combate ao preconceito. “Nós temos uma história extremamente pesada em relação à hanseníase. No passado, as pessoas eram isoladas da sociedade por falta de informação sobre a doença e o tratamento. Hoje sabemos que a hanseníase tem cura e que não existe necessidade de isolamento, porque, a partir do início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. É importante que a sociedade saiba disso e compreenda que qualquer pessoa pode desenvolver hanseníase, principalmente em Mato Grosso, que é o estado mais hiperendêmico do país”, alertou.

Sinais de alerta

O médico Francisco Speciane alertou sobre os principais sintomas e explicou como a doença costuma se manifestar. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo Mycobacterium leprae. Os principais sinais para que as pessoas procurem uma unidade básica de atendimento ou um centro de referência são dores pelo corpo, de maneira generalizada, tanto nos braços quanto nas pernas. Essas dores são contínuas, não se resolvem com medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos e, automaticamente, a pessoa passa a ter formigamento nas mãos e nos pés, além de perda de força, principalmente nas mãos e nos pés, que são as extremidades”, afirmou.

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O médico também detalhou as características mais avançadas da doença e orientou sobre a necessidade de diagnóstico e tratamento. “Ao mesmo tempo, surgem manchas na pele. Essas manchas podem variar desde manchas hipocrômicas claras até manchas um pouco mais escuras, mas com uma característica única: elas perdem a sensibilidade naquele local específico. Então, isso já caracteriza um caso mais avançado da doença, no qual a pessoa, com certeza, tem hanseníase e deve procurar atendimento e diagnóstico nas nossas unidades básicas de saúde ou no nosso centro de referência. Existe todo um fluxo de atendimento para, então, realizar o tratamento, porque a hanseníase tem tratamento e tem cura”, explicou.

Como buscar ajuda

O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou como funciona a rede municipal de acolhimento aos pacientes. “A nossa porta de entrada principal são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Qualquer cidadão que tenha sinais e sintomas da doença pode procurar uma unidade básica, onde deve ser acolhido, orientado e avaliado em relação à hanseníase. Caso a pessoa deseje buscar mais informações, também pode procurar diretamente o Centro de Referência. O município de Sinop possui, desde 2007, um centro de referência municipal que acolhe não apenas os moradores da cidade, mas também pacientes de toda a região”, disse.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Jhayne Lima

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Prefeitura de Sinop cobra execução do contrato e estabelece prazo para medidas emergenciais

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A Prefeitura de Sinop cobrou, na manhã desta terça-feira (6), da empresa responsável pelas obras de pavimentação e drenagem do pacote de investimentos em 13 pontos do município, medidas para acelerar os serviços e reduzir os transtornos enfrentados pelos moradores. A reunião foi realizada na Secretaria de Obras e Serviços Urbanos e contou com a participação do vice-prefeito, Paulinho Abreu; do diretor de Planejamento da CTA Empreendimentos, Fábio Souza; do secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves; do secretário de Obras e Serviços Urbanos, Lindomar Guida; e dos fiscais do contrato.

A reunião ocorre após a Prefeitura receber e acompanhar reclamações de moradores sobre as condições de algumas vias, especialmente em trechos onde as obras de drenagem e pavimentação ainda estão em fase inicial. Com a aproximação de um período de chuvas mais intensas, a Administração Municipal reforçou que, além da continuidade das obras, é necessário garantir condições mínimas de circulação para moradores e serviços essenciais, como ambulâncias e coleta de resíduos.

O vice-prefeito Paulinho Abreu destacou que a Prefeitura de Sinop tem recebido cobranças da população sobre a situação das vias onde a empresa deu início à terraplanagem. Segundo ele, a prioridade neste momento é assegurar a trafegabilidade e evitar que a intensificação das chuvas agrave os problemas já registrados.

“Não é a primeira vez que a Prefeitura chama a empresa que está executando a obra dos 13 bairros para medidas paliativas. A primeira preocupação nossa era a velocidade das obras. Agora, com a iminência do período de chuvas, nós cobramos a empresa que faça as ações mitigatórias para dar trafegabilidade nos bairros e garantir o direito de ir e vir da população”, afirmou.

Paulinho também ressaltou que a Prefeitura está limitada pelas obrigações e responsabilidades estabelecidas no contrato, mas tem utilizado os instrumentos de fiscalização disponíveis para cobrar a execução dos serviços. A empresa deverá apresentar um plano de finalização de ano e um cronograma físico consolidado, além de executar medidas emergenciais nos trechos considerados mais críticos.

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Entre os pontos destacados durante a reunião estão as ruas do bairro Planalto, Águas Claras e Adalgisa, consideradas áreas críticas neste momento. Na Águas Claras, por exemplo, a empresa informou que restam aproximadamente 30 metros de drenagem para a conclusão do trecho e que as caixas de visita estão em processo de execução.

Na Planalto, a Prefeitura cobrou medidas para permitir a retomada do tráfego em condições adequadas, incluindo o escoamento da água retida, a conclusão e o nivelamento das caixas de visita e a preparação do trecho para aplicação do Tratamento Superficial Duplo (TSD). A empresa informou que a aplicação do TSD no trecho com drenagem concluída deve começar no início da próxima semana.

Também foi estabelecido que a CTA não deverá avançar para novos trechos a montante antes da conclusão dos serviços atualmente em andamento, evitando a abertura de novas frentes sem a finalização das etapas anteriores.

Prazo de 15 dias

A partir da reunião desta terça-feira (6), a empresa assumiu o compromisso de, em 15 dias, cumprir uma série de medidas definidas no encontro. Entre elas estão o fechamento das valas abertas em Águas Claras, a abertura da rede de drenagem na Rua Alberto Baranjak, a preparação da Planalto para aplicação do TSD e a conclusão das caixas de visita nas ruas consideradas críticas, seguida dos serviços de aterro e reaterro.

Na Planalto, também deverá ser adotada uma solução para dar vazão à água retida junto ao meio-fio, além da instalação de tampas e do nivelamento das estruturas para permitir o trânsito.

A CTA deverá ainda apresentar, dentro do prazo, um cronograma físico consolidado das obras e um plano de finalização para o restante do ano. A empresa informou durante a reunião que já dispõe de material, mão de obra e equipamentos para avançar nos serviços e que pretende concentrar esforços na conclusão dos trechos atualmente em execução.

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A Prefeitura de Sinop reforçou que a fiscalização continuará acompanhando diariamente a execução do contrato e que as medidas adotadas têm como principal objetivo reduzir os impactos sobre os moradores enquanto as obras avançam.

O vereador Célio Garcia destacou que o Poder Legislativo também tem recebido as demandas dos moradores e acompanha as providências adotadas pelo Executivo. “Mais uma vez nós estamos aqui na Prefeitura representando os colegas parlamentares, cobrando a empresa CTA, que é responsável pelo pavimento asfáltico em alguns pontos da nossa cidade. A Prefeitura, mais uma vez, chama os representantes dessa empresa e cobra celeridade, resolução para os problemas existentes. Esperamos que nos 15 dias eles já deem uma resposta positiva não para o vereador Célio Garcia ou para a Câmara Municipal, mas sim para a nossa comunidade”, afirmou.

Obra

O pacote de investimentos contempla 13 pontos, com mais de 120 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica e investimento superior a R$ 38,2 milhões. As obras contemplam mais de 15,2 quilômetros de vias públicas.

O pacote de obras contempla as seguintes localidades:

Bom Jardim (parcial);
Estrada Dalva (parcial);
Avenida Joaquim Socreppa e Avenida Claudete (parcial);
Comunidade Águas Claras;
Maria Carolina I;
Comunidade Adalgisa (Estrada Ruth e Estrada Cirineu Coan, além da comunidade);
Estrada Cláudia (parcial);
Cidade Jardim III (parcial);
Maria Carolina II;
Rua dos Caxins;
Estrada Áurea;
Chácaras Planalto;
Duplicação da Rua Alberto Baranjak.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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