SAÚDE
Saúde digital fortalece a rede pública e amplia o acesso de milhões de brasileiros
Em 2023, um marco veio para dar força à transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS), a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). Desde então, foram lançados diversos programas e plataformas que estão remodelando a forma com que a saúde é entregue para a população brasileira.
A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) é um dos destaques dessa trajetória e permite que o histórico clínico do paciente possa ser acompanhado em qualquer lugar do país, seja pelo cidadão no aplicativo Meu SUS Digital, ou pelos profissionais de saúde, no SUS Digital Profissional.
Na ponta, essa mudança trouxe muitos benefícios, como destaca o agente comunitário de saúde de Caicó (RN), Sérgio Ewerton Fernandes Soares. “A RNDS trouxe um avanço e tanto. Agora, todos os profissionais podem acompanhar informações de um paciente, um conceito que era inimaginável. Estamos tendo um compartilhamento do cuidado, em uma só saúde”, comemora.

Foto: arquivo pessoal
Ele ainda conta que, como agente comunitário, se deparou com uma mãe desesperada que havia perdido o Cartão de Saúde da sua filha. Ao mostrar o aplicativo Meu SUS Digital e ver que todas as vacinas estavam na Caderneta Digital da Criança, ela se sentiu aliviada.
O aplicativo é um dos pilares do Programa SUS Digital, sendo o principal ponto de contato para o usuário. Ele centraliza informações importantes, como a carteira de vacinação digital, histórico clínico, medicamentos, exames, entre outras funcionalidades.
O Meu SUS Digital é importante para quem precisa de acompanhamento contínuo como Robério Melo (60). Ele conseguiu acompanhar a fila de transplantes quando precisou de um. “Tinha que ir ao hospital todos os dias para ter informações. Quando baixei o aplicativo, vi que era possível acompanhar o Sistema Nacional de Transplantes, foi libertador, não precisei ligar e nem me deslocar. Bastava abrir o aplicativo e ver a posição na fila”, conta.
Atualmente, Robério é presidente do Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx) e destaca a importância das novas tecnologias na rede pública de saúde. “O aplicativo dá todo tipo de suporte, é ótimo para se manter bem informado. É muito saber que o SUS é completo e que por causa dele tive minha vida salva”, completa.
Telessaúde reduz distâncias e garante maior qualidade de vida
Em comunidades distantes, o desafio de conseguir uma consulta com especialista é grande. A Rede Brasileira de Telessaúde e o uso de teleconsultas estão encurtando distâncias e garantindo a atenção necessária. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) Irene Babá, no município de Barreirinhas (AM), a teleinterconsulta com uma neuropediatra transformou a vida de várias famílias que esperavam por um diagnóstico há anos.
O filho da dona de casa Joelma Silva da Gama aguardou cinco anos por essa consulta. “A médica fez pelo meu filho, mesmo tão distante, o que nenhum outro médico fez. Foi uma consulta mesmo, de verdade. Examinar, procurar saber qual a deficiência dele, as dificuldades dele, como aconteceu”.

Foto: arquivo pessoal
Da mesma região, Sulamita Tenorio, teve o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) do filho de sete anos. “Foi muito importante para mim receber esse laudo. Na verdade, foi um presente e tanto. Agora sei como tratá-lo e quais os recursos necessários para que ele tenha uma vida saudável e tranquila”, comemorou.
Para Marvin Ferreira, médico da UBS Irene Babá, a telessaúde é um ganho para o paciente e o profissional. “Sabemos como algumas pessoas têm dificuldade de locomoção. Fico feliz por ter essa oportunidade, estou aprendendo bastante. A médica especialista nos explica como podemos ajudá-la a avaliar os pacientes, é como se fossemos os braços dela aqui”.
Desde 2023, já foram realizados mais de 5,3 milhões de serviços em telessaúde. Ao todo, são 26 núcleos de telessaúde espalhados pelo país. Com a saúde digital, o SUS reafirma seu compromisso com a vida, alcançando cada vez mais brasileiros com cuidado, informação e tecnologia.
Larissa Mangabeira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde cria fórum nacional para combater desigualdades no trabalho e na formação do SUS
Em mais uma agenda voltada à promoção da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Fórum Permanente dos Comitês de Equidade no âmbito da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. O lançamento ocorreu durante o Encontro Nacional realizado nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília. O objetivo é fortalecer a articulação nacional entre os comitês estaduais, ampliar o diálogo entre os territórios e consolidar espaços de construção coletiva para promoção da equidade no trabalho e na educação em saúde no SUS. A iniciativa também busca impulsionar a participação social e compartilhar experiências exitosas desenvolvidas nos estados e municípios.
Os Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e Educação no SUS são uma estratégia criada para fomentar, articular e acompanhar ações do Programa Nacional de Equidade nas esferas estadual, municipal e distrital. O foco está na promoção da equidade de gênero, raça e etnia, além do enfrentamento das violências, preconceitos e discriminações no ambiente de trabalho e na formação em saúde. Atualmente, os 21 comitês já instituídos atuam de forma integrada com as áreas de gestão do trabalho e da educação para fortalecer a valorização das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em parceria com estados, municípios e Distrito Federal, o Fórum atuará no fortalecimento e na consolidação dos comitês regionais, incentivando a autonomia e a sustentabilidade das ações nos territórios. A proposta também é subsidiar a tomada de decisão do Ministério da Saúde e de outras instâncias governamentais, além de dar visibilidade às experiências construídas localmente.
“A criação do Fórum vai permitir que a gente conecte as experiências dos estados e municípios, fortalecendo uma rede nacional de troca e aprendizado. Existem experiências muito potentes acontecendo nos territórios e queremos que elas inspirem outros caminhos e novas soluções. A ideia é justamente fortalecer essa articulação nacional e ampliar o diálogo entre os comitês”, destacou a coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, Erika de Almeida.
Valorização das trabalhadoras do SUS
Com orçamento superior a R$ 41 milhões, o Programa Nacional de Equidade tem como foco enfrentar desigualdades estruturais vividas pelas trabalhadoras e trabalhadores do SUS, promovendo melhores condições de trabalho e valorização profissional. Desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o programa vem fortalecendo ações para construção de ambientes mais inclusivos, respeitosos e livres de discriminação, com iniciativas voltadas à equidade de gênero e étnico-racial em todas as regiões do país.
O secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, ressaltou que colocar a equidade no centro das políticas públicas é também enfrentar desigualdades históricas que impactam diretamente a saúde da população.
“Trazer a equidade para o centro da gestão do SUS é reconhecer que a desigualdade também adoece. A pandemia evidenciou isso de forma muito forte, especialmente para segmentos historicamente invisibilizados e para trabalhadoras negras, que muitas vezes ocupam posições mais precarizadas dentro do sistema de saúde. O programa surge justamente para enfrentar essas desigualdades e construir relações de trabalho mais justas e humanas”, afirmou.
Para o secretário Timóteo, o fortalecimento dos comitês e dos espaços de diálogo também amplia a capacidade de construção coletiva dentro do SUS. “Quanto mais equitativo for o sistema, mais capacidade teremos de produzir cuidado de qualidade para brasileiros e brasileiras. Essa é uma agenda transversal e estratégica para todas as ações do Ministério da Saúde”, completou.
Impacto para o povo brasileiro
Com a criação do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, o Governo do Brasil passou a reconhecer de forma estruturada a diversidade que compõe o SUS e a colocar a equidade como um eixo central da gestão do trabalho e da educação na saúde.
Historicamente, a ausência de diretrizes coordenadas limitou o enfrentamento das desigualdades, muitas vezes tratadas como temas periféricos nas políticas públicas. O programa busca mudar essa lógica ao investir na formação, qualificação e valorização da força de trabalho do SUS, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à população.
A proposta é fortalecer uma abordagem mais humanizada, sensível às diversidades e capaz de ampliar o acesso, qualificar o cuidado e aumentar a capacidade do sistema público de saúde de responder às diferentes realidades da população brasileira.
Atualmente, os Comitês de Equidade já estão presentes em 21 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Desde sua criação, o programa também realizou 11 oficinas regionais e duas oficinas nacionais, reunindo 1.612 participantes de todas as regiões do país. Além disso, foi criada a Especialização e Aprimoramento em Equidade, que formou 558 pessoas na primeira turma e conta atualmente com 1.025 participantes na segunda edição.
Em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), também foram desenvolvidos cursos autoinstrucionais sobre o Programa Nacional de Equidade e Interculturalidade Indígena. Já em 2025, uma das iniciativas lançadas foi a coletânea Cadernos de Equidade, ampliando a produção e disseminação de conhecimento sobre o tema.
Nádia Conceição
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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