SAÚDE
Novo PAC Saúde garante infraestrutura renovada nos 35 anos do SUS
Em seus 35 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) carrega a marca de ser uma das maiores conquistas sociais do Brasil. Agora, essa história ganha novos capítulos com o Eixo Saúde do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado em 2023 pelo governo do presidente Lula e desenvolvido pelo Ministério da Saúde. Por todos os cantos do país, obras erguem um futuro que parecia distante para comunidades de vazios assistenciais.
No pequeno povoado quilombola de Junco da Lage Nova, no interior da Bahia, a placa de identificação da Unidade Básica de Saúde (UBS) destaca o nome de Francisca da Silva Hortêncio, a conhecida Dona Kenininha. O nome é uma homenagem a comerciante que, até sua morte em 2008, acolhia todos que passavam por sua venda Irmã Dulce. “Ela sempre recebia deficientes visuais, idosos, agentes de saúde. Todos saíam de lá com um lanche ou um prato de comida”, recorda a neta, a enfermeira Jakeline Hortêncio.
A UBS de Junco da Lage Nova, erguida em menos de doze meses, é uma das obras contempladas pela primeira seleção do Novo PAC em 2024. Moderna e multifuncional, atende a população local, além de moradores do município vizinho de Cansanção, que tem cerca de 40 mil habitantes. “Esta unidade é o xodó do município”, orgulha-se a assessora técnica Maria Olívia Costa.

Foto: Secretaria Municipal de Saúde de Cansanção
Histórias parecidas se repetem em outros cantos do país. No Maranhão, a população de Buriti Bravo recebeu, em 2025, duas novas unidades de saúde: a UBS Diolindo Pereira de Araújo, no povoado Juçara, e a UBS Perine Costa Santos, em Coluna. “Antes, o atendimento acontecia em escolas, debaixo de árvores e até nas casas de agentes de saúde. Eles não acreditavam que a obra pudesse ser verdade. Aqui ninguém chama a UBS de unidade básica, para nós é um hospital”, resume a secretária municipal de saúde, Lucimar Sá.
Na inauguração da unidade de saúde Diolindo Pereira, crianças fizeram cartazes coloridos e leram uma carta aberta de agradecimento. “Saúde é um direito de todos. Hoje celebramos o cuidado. Juçara agora escreve uma nova história”, destacavam as mensagens.

Foto: Secretaria Municipal de Saúde de Buriti Bravo
De Norte a Sul, são mais de duas mil UBS previstas pelo Novo PAC, equipadas com salas de telessaúde, espaços para equipes multiprofissionais e projetos sustentáveis. Mais do que tijolos e concreto, cada obra simboliza a renovação do compromisso firmado há 35 anos: garantir que saúde pública de qualidade seja direito de todos os brasileiros.
Bianca Estrella
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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