SAÚDE

Ministério da Saúde oferece curso gratuito para aperfeiçoar a atenção nutricional no SUS

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Com a proposta de aprofundar o conhecimento na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan), colocar diretrizes em prática e melhorar a organização no Sistema Único de Saúde (SUS), o Curso de Aperfeiçoamento da Atenção Nutricional no SUS abriu inscrições gratuitas para todo o Brasil. A iniciativa contempla 1500 vagas para gestores da Pnan e profissionais que trabalham na atenção primária à saúde (APS) e têm nível superior.

Terão prioridade pessoas de municípios de alta e muito alta vulnerabilidade, de acordo com o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), e que receberam o Incentivo Financeiro para Ações de Alimentação e Nutrição na Atenção Primário à Saúde (FAN) pela primeira vez em 2024. A medida promove a equidade na organização dos cuidados em alimentação e nutrição.

“O curso fortalece competências essenciais para gestores e profissionais atuarem com segurança no planejamento e na gestão. Serão abordadas a vigilância da situação alimentar e nutricional da população do seu território, a promoção da alimentação adequada e saudável em todas as fases da vida, a prevenção e o cuidado às pessoas com doenças e agravos relacionados à má nutrição, incluindo, também, a articulação entre a APS e a atenção especializada”, explica a coordenadora da Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Alves.

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A formação é na modalidade educação a distância (EaD), com 180 horas/aula, o que equivale a cerca de seis meses para a conclusão, e com o suporte de tutores na elaboração de um plano de ação que será desenvolvido pelo(a) estudante. Essa atividade faz parte do trabalho de conclusão de curso. Na programação estão previstos dois encontros presenciais, que não são obrigatórios, no início e no fim do curso.

A iniciativa é uma parceria entre Ministério da Saúde, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

Sobre o curso

O conteúdo programático está distribuído em quatro módulos que apresentam planejamento estratégico, gestão participativa e qualificação das práticas multiprofissionais em saúde e nutrição. A formação inclui o estudo das diretrizes da Pnan como fonte instrutiva para fortalecer a composição de uma rede integrada, resolutiva e humanizada de cuidado na atenção nutricional, com enfoque na promoção e proteção da saúde, na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de agravos que envolve indivíduos, famílias e comunidades.

As aulas começam em 2 de fevereiro.

Renata Osório
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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