SAÚDE

Ministério da Saúde lança painel estratégico para monitorar a Telessaúde no SUS

O Ministério da Saúde lançou, na Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), um painel estratégico com informações sobre os serviços de Telessaúde ofertados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvida pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), a ferramenta amplia a capacidade de monitoramento da política e fortalece a transparência ativa sobre a evolução da Telessaúde no país.

O painel reúne dados sobre a produção de serviços realizados pelos núcleos da Rede Brasileira de Telessaúde e permite acompanhar a evolução da oferta ao longo do tempo, sua distribuição territorial e o fluxo de atendimentos entre núcleos e municípios solicitantes. A ferramenta foi estruturada a partir de diferentes bases de informação, incluindo dados dos Núcleos de Telessaúde cofinanciados pelo Ministério da Saúde, registros do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), do Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde (SIAPS) e do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA).

Além de apresentar a evolução mensal da produção, o painel oferece mapas interativos que permitem visualizar a distribuição territorial dos serviços e os fluxos de atendimento em todo o país. Com isso, a ferramenta apoia gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e a sociedade na análise de informações estratégicas para o planejamento, o monitoramento e a qualificação da política pública.

A Telessaúde é uma estratégia estruturante da transformação digital do SUS, coordenada pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), no âmbito do Programa SUS Digital. Complementar ao atendimento presencial, ela amplia o acesso da população a especialistas e qualifica o cuidado por meio de diferentes modalidades, como teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teleorientação. Regulamentada pela Lei nº 14.510/2022, a estratégia é operacionalizada pela Rede Brasileira de Telessaúde, que também integra as ações de fortalecimento do Programa Agora Tem Especialistas para ampliar o acesso à atenção especializada. Entre 2024 e 2025, a Telessaúde no SUS alcançou mais de 5,7 milhões de atendimentos em 2.929 municípios brasileiros, evidenciando a expansão e a capilaridade da estratégia no país.

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Na avaliação de especialistas ouvidos para a matéria, o novo painel representa um avanço relevante para a consolidação da Telessaúde como política pública estruturante no SUS. Professor da Universidade de São Paulo e chefe da Disciplina de Telemedicina da FMUSP, Chao Lung Wen avalia que a iniciativa contribui para dar maior visibilidade à Telessaúde no país, ao organizar informações sobre modalidades, oferta e fluxos de atendimento em um ambiente público e acessível. Para ele, ferramentas desse tipo ajudam a qualificar o acompanhamento da política e reforçam a compreensão da Telessaúde como estratégia integrada à organização do cuidado, com potencial de evolução contínua no detalhamento e no uso das informações.

A análise do professor Miguel Angelo Montagner, professor titular da Universidade de Brasília na área de Saúde Coletiva, e da professora Inez Montagner, professora associada IV da Universidade de Brasília, reforça essa perspectiva a partir dos campos da bioética e da saúde coletiva. Segundo eles, a disponibilização pública de informações estratégicas em saúde expressa também um compromisso ético do Estado com a transparência, com a governança democrática e com a tomada de decisão baseada em evidências, ao reduzir assimetrias informacionais e ampliar o controle social. 

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Na mesma direção, a médica e docente da Universidade do Estado do Amazonas, Silvana Gomes Benzecry, que atua na região Amazônica, destaca que, do ponto de vista da assistência e da gestão, o painel transforma dados dispersos em informação qualificada e acionável, permitindo identificar vazios assistenciais, redistribuir a oferta de forma mais equitativa e fortalecer a resolutividade nos territórios, especialmente em regiões com maiores barreiras de acesso, realidade que acompanha de perto em sua atuação profissional.

“Esse painel fortalece a capacidade do SUS de monitorar a Telessaúde em escala nacional, com mais transparência sobre a evolução da oferta, sua distribuição territorial e os fluxos de atendimento entre os serviços. Ao reunir informações estratégicas em ambiente público e interativo, a ferramenta apoia a tomada de decisão, qualifica o planejamento e contribui para o fortalecimento da saúde digital no país”, destaca a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Acesse o painel com dados sobre os serviços de Telessaúde no SUS

Max de Oliveira
Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (16) o Hospital do GRAACC, em São Paulo, onde um novo acelerador linear foi instalado para ampliar o tratamento oncológico de crianças e adolescentes. Com o equipamento de alta tecnologia, a oferta de radioterapia será ampliada em 600 atendimentos. O investimento do Ministério da Saúde foi superior a R$ 8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na capital paulista, Padilha também habilitou o hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como Centro de Atendimento de Urgência para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), que passará a contar com maior repasse anual de recursos federais.

O novo centro de radioterapia já está em funcionamento e permite tratar mais pacientes em menos sessões, com maior precisão e menor incidência de efeitos colaterais. A instalação contribui para reduzir o tempo de espera e evitar deslocamentos para outras cidades, permitindo que crianças e adolescentes com câncer iniciem o tratamento mais perto de casa, com o suporte da família. Isso impacta diretamente a qualidade de vida e as chances de sucesso do tratamento oncológico.

“Essa tecnologia de ponta faz parte da maior expansão de centros de radioterapia do país. Neste ano, vamos alcançar, pela primeira vez, pelo menos um centro de radioterapia em cada estado do Brasil. Em São Paulo, são mais de 20 novos equipamentos ultramodernos, que oferecem aos pacientes do SUS o que há de melhor no tratamento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

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O novo acelerador linear integra um pacote de entregas do programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da oferta de atendimento especializado próximo à população. Em todo o país, já são 155 aparelhos viabilizados, com potencial para realizar cerca de 93 mil atendimentos por ano. A expansão da rede de radioterapia contribui para agilizar o início do tratamento e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes.

Centro de Atendimento para AVC

Padilha também esteve no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de SP (Unifesp), para habilitar a unidade como Centro de Atendimento de Urgência tipo III para pacientes com AVC. Referência no atendimento a doenças cerebrovasculares, o HSP passa a contar com 10 leitos específicos para AVC e receberá custeio anual federal de R$ 1,1 milhão. A estrutura do hospital inclui ambulatório especializado, suporte diagnóstico com Doppler transcraniano e atuação integrada com as demais unidades do hospital, assegurando cuidado completo aos pacientes de cardiologia, além de integrar a rede referenciada do SUS, que garante socorro rápido a quem precisa.

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“Aqui, estamos diante de um serviço público de excelência. Vamos salvar muitas vidas aqui e formar profissionais que vão atuar não só neste hospital, mas em todo o Brasil. Temos residentes da área médica e multiprofissional que integram o corpo clínico de uma unidade em expansão e que sairão daqui para atender a população em diferentes regiões, levando a experiência adquirida”, afirmou o ministro da Saúde. 

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Essa habilitação representa mais agilidade no atendimento e amplia as chances de recuperação de pessoas que sofrem um AVC. A medida fortalece a rede de atenção na cardiologia, área prioritária do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que o paciente tenha acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado. No caso do AVC, esse tempo é decisivo: quanto mais rápida a assistência, menores são as sequelas e maiores as chances de salvar vidas.

Durante agenda na Universidade Federal de São Paulo, Padilha anunciou ainda a construção do novo Hospital Universitário da Unifesp (HU-Unifesp). Com estrutura totalmente voltada para o atendimento ao SUS, 100% gratuito, a nova unidade será o hospital universitário mais moderno do país e beneficiará mais de três milhões de habitantes da Zona Sul da cidade de São Paulo.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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