SAÚDE

Ministério da Saúde habilita 11 novos Centro de Referência em Saúde do Trabalhador

O Ministério da Saúde (MS) acaba de habilitar 11 novos Centros de Referência de Saúde do Trabalhador (CEREST). Agora o país passa a ter uma rede de 239 unidades espalhadas pelos estados brasileiros.

As habilitações foram publicadas por meio de Portarias, no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (11). Os municípios comtemplados são: João Câmara (RN), Serra Talhada (PE), Bom Jesus da Lapa (BA), Ananás e Arraias (TO), Cametá (PA), Cruz das Almas e Senhor do Bonfim (BA), Esteio (RS), Ji-Paraná (RO), Porto Calvo (AL). Cada um deles recebem, em parcela única, o incentivo de R$ 100 mil para a implantação dos CEREST.

Nesta mesma data, também foram publicadas cinco portarias que estabelecem o repasse financeiro mensal no valor de R$ 60 mil para os CEREST de Nossa Senhora do Socorro (SE), Cruzeiro do Sul (AC), Teresina (PI), Oiapoque (AP) e Cariacica (ES). Esse recurso tem como finalidade o custeio de ações e serviços em saúde do trabalhador por meio da média e alta complexidade.

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Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o atual governo tem um forte compromisso com a saúde do trabalhador e da trabalhadora. “Em 2025, realizamos novamente uma conferência nacional de saúde do trabalhador, para ouvir a classe trabalhadora e construir políticas públicas participativas. Durante esse evento, eu anunciei a habilitação desses novos CEREST e hoje tenho a satisfação de comemorar a liberação de recursos para ampliação da nossa rede de assistência ao trabalhador e à trabalhadora do Brasil”, afirma o ministro.

CEREST

Cerest é um serviço de retaguarda técnica em Saúde do Trabalhador para a Rede SUS e um centro de articulação intersetorial. Além de acolher o trabalhador, ele tem condição de analisar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem. Neles, são atendidos assalariados, autônomos, avulsos, temporários, cooperativados, aprendizes, estagiários, empregados domésticos, aposentados ou desempregados. Além disso, os CEREST realizam a análise da situação de saúde dos trabalhadores da região, vigilância nos ambientes e processos de trabalho, ações de educação, entre outas atividades, registrando informações que podem subsidiar a criação de políticas públicas.

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Em 2024, o MS reajustou os valores fixados para habilitação e custeio mensal do CEREST. Com o aumento, a parcela única que os municípios e estados recebem ao habilitar um centro passou de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Os repasses mensais de custeio também serão dobrados, alcançando R$ 80 mil, no caso dos centros estaduais, R$ 60 mil para unidades regionais e R$ 50 mil para municipais.

Swelen Botaro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde mobiliza sociedade na elaboração de propostas para a Agenda 2030 da ONU

O Ministério da Saúde realiza, neste mês de maio, em parceria com movimentos sociais e instituições, Conferências Livres, uma das etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília. Nos encontros, serão elaboradas propostas que vão contribuir com as recomendações do Brasil para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um compromisso firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece um plano de ação estruturado em 18 ODS para enfrentar os desafios globais.

As Conferências Livres organizadas pelo Ministério da Saúde e parceiros focados no ODS 3 – Saúde e Bem-Estar são direcionados a estratégias públicas, com destaque para dois grupos sociais: o Grupo da Terra e o Grupo Periferia, Favelas e Comunidades Urbanas, além de movimentos sociais históricos:

  • 14 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre com o Grupo da Terra, em formato virtual com inscrições abertas até 12 de maio mediante preenchimento do formulário.
  • 20 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre voltada às Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas, em formato virtual, com inscrições abertas até 17 de maio mediante preenchimento do formulário de inscrição.

Podem participar gestores públicos, organizações da sociedade civil, representantes de movimentos sociais, coletivos periféricos, universidades, estudantes, usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais interessados na Agenda 2030. A mobilização conta com a parceria de instituições como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), o Mapa dos Movimentos Sociais, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Frente pela Vida.

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Os debates nas Conferências Livres serão orientados por seis eixos estruturantes dos ODS, fundamentais para orientar os debates, ações e propostas: democracia e instituições fortes; sustentabilidade ambiental; promoção da inclusão social e combate às desigualdades; inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável; governança participativa; colaboração multissetorial; e financiamento da Agenda 2030.

Para o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio de Carvalho, a participação social é indispensável à construção de políticas públicas. “Os marcos dos ODS, construídos coletivamente com a sociedade, vêm sendo progressivamente incorporados às estratégias nacionais de desenvolvimento do país, nas quais estamos obtendo grandes resultados. Nesse contexto, a realização da 1ª Conferência Nacional é estratégica para o fortalecimento da mobilização social, da governança e da construção participativa de propostas para o país”, afirmou.

Próximas etapas

A etapa das Conferências Livres ocorre em todo o Brasil, organizada por diversas instituições envolvidas com a pauta dos ODS. Como resultado, todas as conferências poderão elaborar de uma a seis propostas, alinhadas aos eixos estruturantes e eleger um delegado para cada 60 participantes, que representará sua região na Etapa Nacional e participará diretamente da elaboração das propostas do Brasil para a Agenda 2030.

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As conferências constituem uma etapa preparatória central para a Conferência Nacional dos ODS, caracterizando-se como espaços abertos, plurais e descentralizados de mobilização social e de promoção do debate público sobre os ODS. Seus principais objetivos incluem: ampliar a participação social na Agenda 2030; sensibilizar diferentes segmentos sociais; identificar propostas a partir dos territórios; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e instituições para a elaboração das propostas.

Objetivos da Agenda 2030

A Agenda 2030 está estruturada em 17 ODS e 169 metas, além disso, em 2023 o Brasil propôs à ONU a criação do ODS 18 – Promoção à Igualdade Étnico Racial. Entre os objetivos específicos dos ODS no Brasil estão: mobilizar diferentes segmentos sociais e institucionais para o engajamento com os ODS; avaliar a implementação da Agenda 2030 nos territórios brasileiros; identificar propostas e boas práticas já em curso no país; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e setor privado; promover a institucionalização da Agenda 2030 nas políticas públicas; difundir experiências exitosas e estimular estratégias para o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil.

Para mais informações, acesse o site da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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