NEGLIGÊNCIA MÉDICA
Hospital Santa Rosa se nega a fornecer cateter a paciente em estado grave alegando não ter caixa para recebimento e que Unimed não cobre
O Hospital Santa Rosa, unidade particular de Cuiabá, é acusado de negligência médica após se recusar a disponibilizar um cateter essencial para o tratamento da paciente Clemance Almeida Saldanha Pimenta 77 anos, internada em estado grave, na tarde deste sábado (20 de dezembro).
De acordo com familiares e conforme avaliação do médico da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o material é fundamental para evitar a entubação da paciente.
Ainda assim, a unidade hospitalar se negou a fornecê-lo sob a justificativa de que o procedimento não teria cobertura da Unimed Cuiabá.
Mesmo diante da gravidade do quadro clínico, o filho da paciente se dispôs a pagar pelo cateter com recursos próprios, mas foi novamente impedido.
Segundo relato, a chefia da farmácia do hospital afirmou que não poderia receber o pagamento, alegando inexistência de caixa disponível, e, por esse motivo, o material não seria liberado.
A recusa, segundo a família, expôs a paciente a risco iminente, levantando questionamentos sérios sobre a conduta da unidade privada diante de uma situação de urgência médica.
Para os familiares, a postura do hospital caracteriza omissão de socorro e violação do dever básico de assistência à saúde, sobretudo envolvendo pessoa idosa em estado grave.
Diante do impasse, o filho informou que irá registrar um boletim de ocorrência por negligência médica e maus-tratos contra pessoa idosa, buscando a responsabilização dos envolvidos.
A reportagem tentou contato com o presidente da Unimed Cuiabá para esclarecer se o cateter é ou não coberto pelo plano de saúde.
Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Após cerca de três horas de impasse e espera, a ouvidoria do Hospital Santa Rosa intermediou a situação e, segundo informações obtidas na recepção, levou pessoalmente o cateter até a paciente, apesar da resistência inicial da responsável pelo setor de farmácia da unidade.
Por fim, o filho da paciente se comprometeu a efetuar o pagamento do cateter assim que o hospital disponibilizar caixa para recebimento, ressaltando que a prioridade sempre foi preservar a vida da mãe, independentemente de entraves administrativos.
Tentamos contato com a administração responsável pelo hospital Santa rosa, mas até o fechamento dessa matéria não obtivemos retorno o espaço segue aberto para resposta.
SAÚDE
Vacina pneumo 20 está disponível no SUS para crianças de até 5 anos e grupos especiais
A vacina Pneumo 20, indicada para crianças de até 5 anos e outros grupos especiais está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, que podem resultar em hospitalizações, sequelas e óbitos.
A vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva, incluindo os tipos 3, 6A e 19A. Também contribui para a proteção contra a otite média, que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.
A doença pneumocócica é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de mortalidade infantil por doença imunoprevenível. As doenças pneumocócicas também estão associadas a internações hospitalares e atendimentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Esquema vacinal e substituição de imunizantes
O SUS oferece as vacinas pneumocócicas conjugadas Pneumo 10 e Pneumo 13, além da vacina polissacarídica Pneumo 23, conforme indicação.
Com a Pneumo 20 no calendário infantil, está em andamento uma transição gradual do esquema vacinal. A vacina está indicada para os seguintes grupos:
- Crianças menores de 5 anos;
- Povos indígenas a partir de 5 anos sem histórico vacinal com vacina pneumocócica conjugada;
- Idosos a partir de 60 anos acamados e/ou institucionalizados;
- Pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Durante o período de transição, o esquema vacinal prevê uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 seguem sendo utilizadas conforme indicação do Programa Nacional de Imunização (PNI) até a conclusão da transição de estoques.
Após o esgotamento das doses da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
CUIABÁ3 dias atrásPrefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
-
POLÍTICA MT5 dias atrás“Meu nome é Pedra 90”, diz Jaime Campos em vídeo de pré-campanha ao relembrar origem do apelido – veja o video
-
POLÍTICA MT3 dias atrásPivetta zera fila de aprovados da PM, convoca 220 novos policiais e amplia promoções nas forças de segurança
-
POLÍTICA MT7 dias atrásNininho destaca legado de Mauro Mendes, destaca atuação de Virginia Mendes e defende gestão de Otaviano Pivetta
-
POLÍTICA MT6 dias atrásWELLINGTON FAGUNDES DESTACA PARCERIA COM A IGREJA E DEFENDE GOVERNO HUMANIZADO DURANTE A 43ª CONEMAD-MT
-
POLÍTICA MT4 dias atrásTRE multa Pedro Taques em R$ 10 mil por impulsionar conteúdo contra Mauro Mendes nas redes sociais
-
SAÚDE4 dias atrásDr. José Curvo abre agenda exclusiva em Cuiabá para avaliações e procedimentos estéticos nos dias 9 e 10 de julho
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura regulamenta expediente de escolas, unidades de saúde e demais serviços para jogo da Seleção Brasileira
