POLÍTICA NACIONAL
Veneziano destaca investimentos federais na Paraíba
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) agradeceu ao governo federal pelos investimentos realizados na saúde, na educação e no programa habitacional Minha Casa Minha Vida — especialmente em seu estado, a Paraíba. Segundo ele, essas áreas sofreram retrocessos no governo federal anterior (de Jair Bolsonaro), mas os respectivos investimentos vêm sendo retomados desde 2023.
O senador disse que a Paraíba receberá mais de R$ 230 milhões do novo PAC da Saúde, destinados à aquisição de equipamentos e à construção de unidades de saúde, policlínicas e à ampliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na área da educação, ele destacou a autorização para a construção de novas creches e escolas, além da entrega de centenas de veículos para o transporte escolar.
— Nós observamos a eficiência, a prontidão e a prestatividade que o governo tem demonstrado. Muito ainda há a desfazer, porque tivemos um déficit que se acumulou durante os quatro anos precedentes [ao atual governo federal]. Mas essa é uma demonstração inequívoca de um governo operoso, que faz, que sabe que ainda tem muito a realizar, e que assume com vigor e energia os desafios que lhe restaram. Assumimos o governo com mais de 33 milhões de pessoas em estágio de miserabilidade crônica; hoje, saímos do mapa da fome — afirmou.
Veneziano também destacou a retomada do Minha Casa Minha Vida, que, ressaltou ele, ficou praticamente paralisado no governo anterior. De acordo com o senador, desde o início de 2023 já foram celebrados 1,6 milhão de novos contratos, entre unidades entregues e em execução. Ele ressaltou que isso tem impulsionado o setor da construção civil e gerou, no último, aproximadamente 100 mil empregos com carteira assinada.
— Fundamental é que façamos essa análise com dados concretos, visíveis e acessíveis a qualquer brasileiro. Falo de milhões que não tinham um teto para morar e passaram a ter, que não tinham um instituto federal onde estudar e hoje têm, que não tinham uma universidade pública de qualidade e hoje têm. Em nome do povo paraibano e dos gestores que recorrem ao nosso mandato, agradeço pelo gesto de confiança, porque o resultado, venturosamente, está sendo entregue — declarou.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Rodrigo Baptista
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Líderes adiam votação de projeto sobre misoginia por falta de consenso
Líderes partidários definiram a pauta de votação desta semana na Câmara e entenderam que ainda não há consenso para aprovar o texto que criminaliza a misoginia (PL 896/23). A misoginia é o menosprezo ou a discriminação contra a mulher em razão de sua condição – também descrita como ódio ou aversão a mulheres. A proposta em discussão na Câmara já foi aprovada pelo Senado e equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível.
O vice-líder do PL Domingos Sávio (MG) afirmou que é favorável a qualquer ação para combater a violência contra a mulher, mas defendeu que o texto seja claro de forma a evitar futuras interpretações que possam ir contra a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa.
“Há discordância sobre a forma como o texto está apresentado, principalmente por parte de parlamentares evangélicos e católicos, que entendem que isso possa levar à criminalização de algum tipo de manifestação de textos bíblicos, por exemplo”, disse Sávio.
Mercados digitais
O relator do projeto que acrescenta a proteção à concorrência nos mercados digitais entre as atribuições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), deputado Aliel Machado (PV-PR), defendeu a aprovação da matéria antes do recesso parlamentar (PL 4675/25). Machado participou da reunião de líderes e afirmou que o relatório será publicado amanhã. Para ele, trata-se de um projeto prioritário, pois o país já está atrasado em relação ao mundo sobre esse tema.
A proposta do Poder Executivo cria novos tipos de processo para proteger a concorrência em um mercado que envolve plataformas de internet que usam dados pessoais dos usuários para direcionar publicidade e alavancar negócios de empresas de todos os setores.
“Esse assunto não trata de liberdade de expressão nem de punição por conteúdo. Trata-se de uma questão econômica. Estamos atrasados em relação a esse debate. Com a chegada dessas novas tecnologias e das big techs, que concentram grande poder, estamos tendo um atraso na análise por parte do Cade. É preciso que essa análise avance para proteger tanto o consumidor quanto o empresário”, disse o parlamentar.
Dívida rural
O líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o governo deve encaminhar uma medida provisória para tratar de questões mais polêmicas do projeto de renegociação das dívidas dos produtores rurais. Mais cedo, Pimenta participou de reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para debater o texto.
A discussão avançou e uma reunião foi agendada para amanhã entre Durigan, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o líder do governo para tratar de temas como taxas de juros, prazos de financiamento e critérios de enquadramento.
Pimenta ressaltou, no entanto, que os parlamentares querem estender o escopo do projeto para todos os produtores rurais brasileiros, enquanto o texto abrange apenas os que foram atingidos por eventos climáticos extremos nas últimas seis safras.
“Tudo aquilo que for para garantir apoio aos produtores e às produtoras que, nas últimas seis safras, tiveram perdas em pelo menos duas por conta da estiagem ou das enchentes, pode ter certeza de que eu, como líder do governo, estou empenhado em construir esse consenso”, disse o líder.
Para Paulo Pimenta, ampliar o alcance da proposta para todos os produtores rurais que tiveram perdas em função da variação de preço do produto ou da variação de custo dos insumos inviabiliza o projeto.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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