POLÍTICA NACIONAL

Sessão destaca papel das Equipes de Nossa Senhora no apoio a casais

As Equipes de Nossa Senhora, movimento católico formado por casais, foram homenageadas pelo Senado nesta quinta-feira (30) em seus 75 anos de atuação no Brasil. A associação internacional privada de fiéis leigos surgiu em 1939, na França, e tornou-se um movimento que atua em 96 países, reunindo cerca de 180 mil membros.

A sessão especial atendeu a sugestão do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), presidente da Frente Parlamentar Católica. Em seu requerimento (RQS 581/2025), Pontes define as Equipes de Nossa Senhora como “movimento de espiritualidade conjugal nascido para responder às exigências dos casais cristãos desejosos de viver plenamente a sua vida matrimonial a partir do sacramento do matrimônio”.

Presidindo a sessão, o senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a associação é uma presença viva para todos que dela participam e um sinal de esperança em um mundo mais justo e fraterno.

— Aonde o Estado nem sempre chega, eles chegam; onde há dor, eles oferecem conforto; onde há carência, oferecem informação, acolhimento, oportunidade. Seja por meio da educação, assistência ou mobilização comunitária, a associação tem despertado vocações, construído redes de apoio e fortalecido comunidades em inúmeras cidades do nosso país e também de outros lugares do mundo.

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Responsável pela super-região Brasil das Equipes de Nossa Senhora, José Rubens Correa Almeida mencionou a origem do movimento no país e a importância do apoio para os casais “descobrirem a riqueza do matrimônio”.

— Por meio de seu testemunho, os casais equipistas desejam ser sinais vivos do amor cristão na igreja e no mundo. As Equipes de Nossa Senhora encorajam os seus membros a aprofundar em equipe o amor pela igreja e ajudar-se mutualmente para se tornarem membros ativos do povo de Deus.

Cristiane Marson Brito e Luiz Antonio Perrone Ferreira de Brito, que fazem parte da Equipe Responsável Internacional — instância máxima das Equipes de Nossa Senhora —, lembraram que o Brasil foi o primeiro país de língua não francesa a acolher o movimento. O casal destacou o vínculo do fundador do movimento, padre Henri Caffarel, com o Brasil.

— O padre Caffarel viajou algumas vezes ao Brasil e sempre voltou profundamente comovido com a vitalidade dessa igreja. Em suas cartas, ele falou com admiração da fé dos brasileiros e do seu desejo de viver o Evangelho com alegria. Hoje, podemos dizer que esse vínculo ainda está vivo e fecundo, com tantos casais conselheiros espirituais, viúvos e viúvas que permanecem fiéis às Equipes de Nossa Senhora.

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Maria Celeste Neumann Simão, membro das Equipes de Nossa Senhora de Brasília, citou o padre Caffarel, que definiu seu objetivo de vida como “caminhar para a santidade, nem mais, nem menos”. Representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jânison de Sá Santos definiu os membros das Equipes de Nossa Senhora como “testemunhas discretas, mas firmes” do matrimônio como vocação e missão. E o bispo de Barra do Garças (MT), Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, salientou a importância dos sacerdotes que atuam como conselheiros espirituais no movimento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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