POLÍTICA NACIONAL

Senadores relatam ‘caos’ em operação contra garimpo no Amazonas

A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e o senador Plínio Valério (PSDB-AM) concluíram nesta sexta-feira (26) diligência nos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas. Os parlamentares apuraram denúncias de abusos cometidos durante operações da Polícia Federal (PF), feitas na semana passada, que teriam resultado na destruição de flutuantes, balsas e dragas utilizadas por garimpeiros familiares. A operação teria colocado em risco o meio ambiente e a segurança da população.

Damares e Plínio ouviram as denúncias de prefeitos, vereadores, conselhos tutelares, cooperativistas e moradores desabrigados, que relataram supostas violações de direitos humanos contra trabalhadores, idosos e crianças. Os senadores reuniram dados sobre as denúncias, e relatório sobre a diligência será encaminhado ao Senado.

Em entrevista, Damares avalia que a situação na região é de “caos”. Ela criticou a falta de sensibilidade da PF, que promoveu a operação em Manicoré no dia em que a população estava reunida em comemoração no dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora das Dores (15 de setembro), e salientou os prejuízos sofridos por Humaitá.

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— A dignidade da cidade foi ofendida quando se passou uma mensagem para o Brasil inteiro que naquela cidade só tinha bandido. Ali temos um povo de bem, um povo trabalhador, que estava muito triste.

Damares ainda lembrou que as ações da PF levaram à interrupção das aulas e a uma retração da economia nas cidades atingidas, e criticou os argumentos ambientais a favor da repressão ao garimpo — segundo ela, a operação causou poluição do ar pela fumaça e derramamento de combustível e metais pesados.

Autor do requerimento de diligência externa, Plínio declarou que a “atrocidade” da PF deve ser denunciada a organismos internacionais. Ele defendeu projeto de lei para a regulamentação — já prevista na Constituição — do extrativismo mineral familiar.

— Tudo isso só vai parar quando legalizar. Não adianta: foram lá e explodiram [os flutuantes], mas eles já estão tirando do fundo e vão fazer de novo. […] A gente levou esperança e incentivou a luta: pedimos que não desistam, pois estamos do lado deles.

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Plínio acrescentou que, segundo as denúncias, as operações teriam sido recomendadas pela ONG Greenpeace, o que configuraria um atentado à soberania do Judiciário brasileiro.

— Esses órgãos ambientais nacionais e estrangeiros ditam as regras para as decisões do Ministério Público. Não enxergam os milhões de amazônidas como gente, que tem direito a comer e sobreviver — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Sancionada criação de oito varas federais no Amazonas e em Mato Grosso do Sul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (6) a Lei 15.401, que cria varas federais de Justiça nos estados do Amazonas e de Mato Grosso do Sul. 

A norma estabelece duas varas federais no Amazonas, nos municípios de Tefé e Humaitá. A instalação é responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

No Mato Grosso do Sul, ficam estabelecidas seis varas, nos municípios de Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados, sob responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A lei tem o objetivo de interiorizar a presença da Justiça Federal, facilitando o atendimento da população dessas áreas. Segundo o texto, fica autorizada a criação de cargos de juízes e servidores, assim como a criação de infraestrutura necessária para pleno funcionamento das novas unidades. 

Aprovação no Senado

A nova lei teve origem no PL 6.359/2025, de autoria do Superior Tribunal de Justiça e aprovado no Senado em abril.

No Senado, a proposta recebeu relatório favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que defendeu a implementação das novas unidades federais por ser uma norma de facilitação de prestação de serviços judiciários em áreas caracterizadas como extensas e, por vezes, “com baixa capacidade de monitoramento em razão das características ambientais”. 

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Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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