POLÍTICA NACIONAL
Senador Irajá comenta decisão do STJ de afastar governador do Tocantins
Em pronunciamento nesta quarta-feira (3), o senador Irajá (PSD-TO) afirmou que o estado do Tocantins, mais uma vez, vive “um momento triste de sua história” com o afastamento de um governador: Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado do cargo nesta quarta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suposta participação em esquema de desvio de dinheiro público.
— A investigação aponta que mais de R$ 97 milhões foram pagos em contratos de cestas básicas durante a pandemia do coronavírus, um dos momentos mais terríveis da nossa história. Mas esse dinheiro, que deveria ter chegado na forma de alimento à mesa das famílias tocantinenses, foi desviado em um esquema de corrupção — declarou o senador.
O afastamento, de seis meses, foi decidido por uma corte especial do STJ e tem validade imediata. A corte confirmou a decisão do ministro Mauro Campbell Marques, relator da ação sobre os desvios.
Irajá disse ter cumprido o seu papel ao alertar a imprensa e fazer denúncias aos órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-geral da União (CGU), sobre irregularidades no governo desse estado, além de ter sugerido que o governador renunciasse ao mandato.
— Em abril deste ano, defendi aqui nesta tribuna que Wanderlei Barbosa tivesse um pingo de juízo ou mesmo um pingo de amor pelo estado do Tocantins, e que ele deveria, na verdade, renunciar ao cargo para que as investigações pudessem avançar e evitar que o nosso estado passasse por mais esse vexame nacional — disse.
O senador desejou ao vice-governador Laurez Moreira, agora governador em exercício, boa sorte na condução do estado, para que possa resgatar a dignidade da administração pública e conquistar a confiança da população tocantinense.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Câmara aprova regime de urgência para projeto que criminaliza a misoginia
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o regime de urgência para o Projeto de Lei 896/23, do Senado, que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Foram 293 votos a favor da urgência e 158 contra.
Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a votação fez reafirmar o compromisso da Casa no combate à misoginia e à violência contra as mulheres. “Aprovamos hoje a urgência do projeto que trata do tema, acelerando sua tramitação”, disse.
Motta afirmou que a relatora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), dialogará com todas as bancadas para construir um texto de consenso. “Garantir a proteção, o respeito e a dignidade de todas as brasileiras é prioridade”, disse o presidente da Câmara.
Mais informações em instantes
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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